As mentiras mais comuns em currículos.

Notícias.

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Deu no G1:

De acordo com Renata Motone, da empresa de recrutamento Luandre, muita gente ‘melhora’ o currículo e isso pode limar de vez as chances de contratação.

No desespero para conseguir uma vaga de emprego, alguns candidatos chegam a apelar para mentiras. Mas aquela “melhoradinha” no currículo que parece inofensiva pode riscar o nome de um profissional de vez da lista de possibilidades de contratação de uma empresa.

É o que diz Renata Motone, coordenadora de recursos humanos da companhia de recrutamento Luandre. Para ela, além de não ter as qualificações requeridas, o mentiroso ainda demonstra falta de ética.

“Frente a tudo que se acompanha no noticiário sobre a vida política no Brasil, a última coisa que queremos incentivar é a mentira”.

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Inteligente.

Almanaque.

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Trabalho e alienação.

Trabalho.

A expressão “trabalho alienante” designa o impedimento de a consciência controlar o produto e o processo da atividade laboral. O termo é de Rousseau. Hegel reformou o conceito para significar a transformação de seres humanos de sujeitos criativos em sujeitos passivos de processos sociais.

Resultado de imagem para George Tooker's work expressed a 20th-century brand of anxiety and alienation. Above, "The Subway" from 1950.

A partir da concepção hegeliana, Marx entendeu o trabalho alienante como a quádrupla disjunção entre o trabalhador e: o produto do seu trabalho; a atividade como simples meio de sobrevivência; a sua consciência; a comunidade a que pertence, a qual não interessa o processo e o produto do seu trabalho.

Multíplice e inexato, este entendimento se tornou problemático e esquivo.

Primeiro porque o termo alienação requer que o objeto de que se aliene seja explicitado, o que não ocorre satisfatoriamente com o referente do termo “trabalho”, que tem inumeráveis nuances e conotações.

Segundo, porque é difícil encontrar uma atividade profissional contemporânea que não seja alienante no variado sentido marxista do termo. São escassos exemplos de processos e produtos em que o trabalhador tenha participação, seja no processo decisório do que produzir, seja na forma que se deve produzir.

Terceiro, porque Marx, como fizeram Rousseau e Hegel antes dele, conjectura que a natureza humana é atemporal, o que foi demonstrado como falso pela ciência da antropologia.

Quarto, porque supõe uma sociabilidade limitada às relações de produção. Restringe a possibilidade de autorrealização à autonomia coletiva, não levando em conta a autarquia individual.

O certo é que a ideia denotada pela expressão “trabalho alienante” esgotou a capacidade de explicar o que aí está, a realidade em que o trabalho mental tem sido minimizado e o trabalho físico eliminado. Seus atributos são demasiadamente amenos para designar o ofício desnaturado de manter em função os autômatos e a burocracia digital.

 

UTILIZE E CITE A FONTE.
Blaumer, Robert (1964). Alienation and freedom: the factory worker and his industry. Chicago. University of Chicago Press.

Campbell, Sally Howard (2012) Rousseau and the Paradox of Alienation. Lanham, MD. Lexington Books. Rowman & Littlefield.

Fischbach, Franck (2011) Transformations du concept d’aliénation. Hegel, Feuerbach, Marx. In, Revue Germanique Internationale. [En ligne]. URL: http://rgi.revues.org/377

Marx, Karl (1985). Trabajo asalariado y capital. Barcelona. Editorial Planeta

O trabalho de pensar.

Almanaque.

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Manicheist compliance: the light side of force is calling you.

Ética.

A moda da compliance se origina no imperativo de deter a imoralidade fluida e frouxa praticada pelas corporações.

O movimento de conformidade/complacência (o termo admite duas denotações) é um maniqueísmo de botequim. O maniqueísmo verdadeiro jamais foi praticado na forma em que pretende o esforço de compliance.

A seita criada por Mani, na Pérsia, é um sincretismo judaico, zoroástrico e hinduísta. Compreende uma dualidade religiosa, cuja doutrina consiste em afirmar a existência do duelo cósmico entre o Reino da Luz (o bem) e o das Sombras (o mal). A divisão é e rigorosa. A ética mani não tem a crueldade da indeterminação cristã.   (mais…)

Saturação em pesquisa qualitativa: estimativa empírica de dimensionamento.

Notícias & Epistemologia.

Artigo ➽ Cherques, Hermano Roberto Thiry – Saturação em pesquisa qualitativa: estimativa empírica de dimensionamento. PMKT: Revista Brasileira de Pesquisas de Marketing, Opinião e Mídia, v. 3, p. 20-27, 2009.

A saturação é o instrumento epistemológico que determina quando as observações deixam de ser necessárias, pois nenhum novo elemento permite ampliar o número de propriedades do objeto investigado. A dificuldade maior que o emprego do “critério de saturação” apresenta é o do dimensionamento ex-ante da pesquisa. Não há como prognosticar com rigor o tamanho e o tempo necessários à saturação. Neste texto discute-se a possibilidade de construir uma estimativa da extensão e do dispêndio de recursos com observações, a partir da predição do ponto de saturação baseada em indicadores determinados empiricamente.

Clique aqui para ler o artigo na íntegra.

Bergson: a intuição heurística.

Epistemologia

https://i2.wp.com/www.coreyhelfordgallery.com/images/products/FIRST-OF-DAYS-2004-AP-2-OF-2-01.jpgAo darmos de comer a uma criança, abrimos a boca em um movimento simpático. A intuição é este tipo de experiência. Algo que não comandamos e que não se destina a convencer, mas a comunicar. É a sympatheia, que nos leva diretamente ao outro e à nós mesmos a partir daqueles que nos cercam.

O intuitivo se dá entre o instintivo e o intelectual. Corresponde ao conhecimento direto no e pelo espírito, como ocorre na apreciação artística ou na experiência mística religiosa. Esta participação da consciência em um movimento que lhe é exterior rege as três fontes da heurística de Henri Bergson (Paris, 1859 – 1941): a problematização, a diferenciação e a apreensão da realidade no tempo. (mais…)

Efeitos das profecias autorrealizadas.

Trabalho.

https://i2.wp.com/seattlestravels.com/wp-content/uploads/2014/05/182.jpgA cristandade admite três carismas: a faculdade de sarar, a glossolalia e a profecia. Na Epístola aos Romanos (12, 6), São Paulo ressalva que essas graças (gr. khárisma,atos) de Deus devem ser exercidas em analogia e similitude da fé. Vale dizer, que são excluídos, in limine, do poder de restabelecer a sanidade, da capacidade de falar em língua desconhecida e do vaticínio carismático aqueles que não estão de acordo com a crenças cristã e com a interpretação eclesiástica.

Esta advertência tem duas implicações: i) as mudanças no posicionamento teológico invalidam retroativamente as curas, os discursos e as profecias; e, ii) as verdades históricas, como por exemplo, as relativas aos milagres, podem ser contestadas a qualquer momento. (mais…)

Instrumentalização: o sistema contra-ataca.

Ética.

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A economia ocidental é uma economia de eficácia competitiva. No entanto, as corporações se declaram como pertencendo ao mundo da conformidade social. A esquizofrenia de pretender integrar duas esferas vitais díspares enfraquece os alicerces da moralidade que deveria sustentar o sistema.

O ethos (conjunto dos valores e hábitos) no âmbito das instituições, das condutas, das ideias e das crenças tem muitas faces. Duas delas são conflitantes. (mais…)

O trabalho assalariado: o crepúsculo de uma tradição.

Trabalho & Produtividade.

Por muitas gerações, nós, os herdeiros da velha Europa, lutamos para assegurar uma remuneração constante pelo nosso trabalho. O salário foi, e ainda é, fonte de sobrevivência e de dignidade social. Mas agora o trabalho assalariado parece estar fadado a desaparecer.

A questão é se devemos nos concentrar na busca de outras formas de sobrevivência material e psíquica, ou se devemos resistir e prolongar a tradição do trabalho dependente para além da lógica econômica que a fez nascer e prosperar. (mais…)

O acaso e a fortuna.

Notícias & Almanaque.

Artigo publicado: Cherques, Hermano Roberto Thiry (2003). O acaso e a fortuna. Revista de Ciências da Administração (CAD/UFSC), v. 5, p. 07-19, 2003.

Resultado de imagem para interpretationA dificuldade de compreensão de termos com acepções similares é uma decorrência natural do processo de globalização. As interpretações culturalmente condicionadas são inevitáveis no contexto econômico e organizacional da atualidade. Nesse artigo examinamos os significados dos conceitos de fortuna e de acaso e as consequências da sua indiferenciação nas relações entre a cultura administrativa anglo-saxã e a latina. Argumentamos que o desconhecimento da diferença de significados traz consequências nocivas à gestão intercultural, ao planejamento e à logística.

Clique aqui para ler o artigo original na íntegra.

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Heurística – A Cabala e o déficit de significado.

Epistemologia.

Dutch Oil on wood painting of Fool 16th Century at AuctionAo lermos e exploramos o mundo pelo caminho descarnado da Internet, nos dispensamos de o interpretar. Acrônica e acromática, a linguagem da Web convence por ser imediatamente inteligível. É facilmente aceita porque não implica em nenhum significado a ser descoberto. São palavras, símbolos e ícones parqueados para que possam ser colhidos e excretados quando conveniente.

O rebaixamento de nível no processo de decodificação fez com que, em apenas duas décadas, muitos de nós abandonássemos a aspiração milenar de sermos interpretes de nós mesmos para sermos pacientes da experiência equalizada dos outros. Rastreáveis, nos inscrevemos na crônica da manada. (mais…)

Identidade & trabalho: o niilismo profissional.

Trabalho.

Illustration by Henrietta HarrisO mimetismo é a face exposta do cancelamento da identidade. Desejamos ser como os outros. Procuramos as nossas convicções nas ideias aceitas (Flaubert), a orientação da nossa conduta nas convenções estabelecidas (Sartre). Procuramos nos olhares a aprovação da nossa aparência. Procuramos na forma como nos tratam a admiração ou o temor que despertamos (Jaspers).

Duas situações profissionais concorrem para o esgotamento da identidade. O associacionismo formalizado e a pasteurização dos ofícios.

Com a conquista da livre associação sindical ganhamos força, mas perdemos a referência de quando o consórcio se atrelava à uma profissão. A forma jurídica coletiva que aí está assegura mais contra o risco do desemprego em massa do que contra os riscos individuais da dignidade e da segurança. Refere-se à expectativa de manter o trabalho, não ao direito de ter um trabalho. (mais…)

Ciência repensa o cérebro e mostra que ele não é feito para mudar de ideia.

Notícias.

Deu na Folha por Hélio Schwartsman.

Grupos pró e anti-Lula.

Autores de livros recentes no campo da ciência cognitiva procuram repensar o papel da razão e descrever as armadilhas que ela nos prepara. Segundo algumas novas hipóteses, a lógica é apenas um artifício retórico para persuadir, e nosso cérebro evoluiu de forma a nos convencer de que sabemos mais do que sabemos.

Clique aqui para ler o artigo na íntegra.

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Mântica heurística – hermenêutica.

Epistemologia.

A necessidade de crer supera o desejo de saber. Nisto reside a fortuna da mântica, a disciplina heurística da antevisão.

A mântica tem duas vertentes: a divinatória e a interpretativa. A mântica de Apolo e a mântica de Hermes. Tratamos da primeira anteriormente. Agora examinaremos a face hermenêutica da segunda. A que se ocupa do deciframento e da signalética.

A previsão hermenêutica é aplicada às experiências simbólicas, aos ensaios com fármacos, à medição das marés, ao movimento dos astros e às estatísticas. Articula os saberes por comparação de semelhanças, regularidades e permanências. Opera no nível da magia (astromancia, nigromancia, etc.), e no nível da razão (o estudo da reação dos animais na prevenção de catástrofes, os cálculos de possibilidades). (mais…)

Pierre Bourdieu: a teoria na prática.

Epistemologia.

Este artigo apresenta um programa para aplicação da forma de investigar de Pierre Bourdieu às pesquisas em ciências humanas e sociais. A partir da exposição sobre as suas fontes e práticas epistemológicas, o artigo discute o sistema de conceitos que Bourdieu utiliza e desenvolve um roteiro genérico de pesquisa baseado nas suas investigações.

Conclui com um resumo das críticas às suas concepções e uma apresentação sintética do seu legado.

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Conceito: Trabalho dependente – trabalho independente.

Trabalho.

Em alguns países europeus, a convenção acadêmica e jurídica adota as expressões “trabalho dependente” e “trabalho independente” para significar as modalidades de relação do trabalhador com uma estrutura hierárquica.

Trabalhador independente” é todo o aquele que desenvolve o trabalho por conta própria, utilizando os seus próprios meios e instrumentos. “Trabalhador dependente” é todo aquele que está integrado na estrutura hierárquica de uma organização, utilizando os meios e instrumentos de trabalho a ela pertencentes.

Na Europa o foco da maior parte das discussões sobre a questão laboral é o da substituição acelerada – e aparentemente irreversível – do trabalho dependente pelo independente. No Brasil cuidamos e discutimos quase com exclusividade a modalidade declinante do trabalho dependente: a do emprego.

 

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O desafio da reprodutibilidade.

Notícias.

Deu no The New York Times.

Somente 11% a 25% dos estudos publicados sobre o câncer passam no teste de replicação. Imaginemos o que acontece em áreas menos relevantes.

Alguns anos atrás, cientistas da empresa de biotecnologia Amgen tentaram reproduzir 53 estudos sobre novas abordagens ao tratamento de cânceres. Eles conseguiram replicar apenas 11% dos resultados das pesquisas originais.

A ciência tem um problema de reprodutibilidade – e as consequências disso são amplas. Esses 53 estudos saíram em revistas científicas destacadas, e os 21 que foram publicados nas revistas de impacto mais alto foram citados em média 231 vezes cada em trabalhos subsequentes.

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Em 2011, a Bayer realizou um trabalho semelhante de réplica. Dos 67 projetos feitos para reproduzir experimentos, apenas 25% tiveram resultados que coincidiram com as conclusões originais.

Muitas empresas farmacêuticas realizam esse tipo de confirmação regularmente. Levando em conta que seu investimento de bilhões de dólares em pesquisas depende diretamente do sucesso dos projetos, a preocupação parece justificada.

Clique aqui para ler o artigo original na íntegra ou aqui para a matéria na Folha.

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Camus: o trabalho e o absurdo.

Trabalho.

Um mundo que se pode explicar, mesmo que seja mediante raciocínios errôneos, é um mundo familiar. Mas um mundo em que não haja esclarecimentos, lembranças e ilusões, nos parece absurdo. O sentimento do absurdo esvazia tudo o que encontra, torna tudo irrelevante. Este é um dos pontos que Albert Camus (1913-1960) se apoia para explicar a retirada de vida.

Estamos acostumados ao nosso trabalho. Mas quando o trabalho não encerra mais significados nem projeta utopias, ingressamos na esfera do absurdo. Constatamos que o trabalhar se escora somente no hábito, na necessidade, no receito e no conformismo. (mais…)

Os argumentos dos liberais: reforma previdenciária & trabalhista.

Notícias.

Os dados estão no portal Indigo.

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