Conferência:”O Invento na Administração”

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Linha de Argumentação:

1. O invento se distingue da criação e da inovação:
1.1. Criar de creo, o causativo de cresco, brotar;
1.2. Inventar, de in venire, vir a produzir uma nova síntese do natural ou do criado;
1.3. Inovar, de neo, introduzir o novo, o que foi criado e inventado.

2. O invento se opõe diretamente ao natural, isto é, a uma suposta natureza social do ser humano.

3. Ao contrário do que muitos pensam, os elementa fundamentais da administração, a forma como estruturamos e gerimos as organizações, são inventos. São sínteses produzidas para atender necessidades em uma determinada situação espaço-temporal.

4. A estrutura das organizações, a sua estática, em contraposição à sua dinâmica (os fluxos e as técnicas), é o elemento que mais resiste à passagem do tempo e às mudanças socioeconômicas.

5. Os objetos relacionais da estrutura hierárquica piramidal – a chefia ou liderança encadeada e a distribuição de encargos unívocos – têm uma origem precisa: datam da alta Idade Média, e um autor conhecido: Pseudo-Dionísio Aeropagita. Decorrem, portanto, de circunstâncias, necessidades e quereres (vontades e desejos) desta época e lugar.

6. Esta forma estrutural básica se manteve mais ou menos intacta. Seus elementa, a divisão interna do trabalho e a hierarquia, tendem ao arrasto, a resistir no tempo. É o arrasto inercial das estruturas organizacionais e os dispositivos normativos que as acompanham que faz com que pareçam ser naturais, não inventos presos a um meio social caduco (que caiu) ou extinto;

7. As modificações operacionais e tecnológicas nas organizações neste século sinalizam a perda acelerada de funcionalidade da forma de distribuição horizontal de tarefas e da hierarquização fixa.

8. As estruturas organizacionais que aí estão, baseadas em um invento medieval, vêm sendo descartadas. Os administradores de países emergentes, caso do Brasil, precisam entender este processo de forma a reinventar as formações estruturais das organizações, contribuindo para que as pressões econômico-sociais não informalizem inteiramente o processo, tornando-o anárquico e ainda mais disfuncional.

UTILIZE E CITE A FONTE.

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