Tecnologia e emprego

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Sobreviver ao trabalho
Um estudo publicado pela MIT Technology Review mostra como a tecnologia está extinguindo postos de trabalho nos Estados Unidos. Ao contrário do que se acreditava, os empregos destruídos pelas novas tecnologias não estão sendo compensados pelos empregos criados na outra ponta do sistema. Isto é, a geração de postos de trabalho que requerem domínio tecnológico tem uma taxa marginal maior do que dos postos de trabalho de baixa qualificação.

As causas apontadas para o fenômeno se relacionam direta ou indiretamente à busca da produtividade industrial para fazer face à crise econômica europeia e à concorrência chinesa, que, combinada com o incremento da automação no setor serviços, gerou a inflexão na curva da geração de empregos.

Em uma reportagem, a Folha de São Paulo, citando o Prof. José Pastore, esclarece que o fenômeno no Brasil é inverso: o crescimento econômico gerou uma demanda trabalho não-qualificado e o grau de desenvolvimento tecnológico da economia ainda é baixo.

Isto é fato. Mas a questão é: por quanto tempo a sorte e o atraso beneficiarão o mercado de trabalho no Brasil? O crescimento econômico vem decaindo e o estoque de empregos de baixa qualificação também. Hoje temos consciência que a tecnologia pode gerar reviravoltas surpreendentes. Por exemplo, é possível que as classes médias que sustentam o País deixem em breve de estarem dispostas a serem servidas por semianalfabetos mal-educados que operam empresas cuja missão e estratégia se caracterizam mais pela extorsão do que pela efetiva prestação de serviços. Já sabemos o que ocorre quando a incompetência setor público e a desfaçatez governamental atingem o ponto de intolerância. No lado do setor privado, as manifestações coletivas não cabem, mas o Procon não tem mãos a medir, e é bom lembrar que temos a internet, os serviços online e os xinglings da vida.

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1 comentário

  1. Professor , entre o mundo acadêmico as vezes chato e o mundo de um executivo que mais parece um equilibrista de pratos ou uma subalterno dos grandes interesses, continuo na busca incessante por mais leveza e alegria no dia da dia . O que descobri hoje é que depois que você está na metade da travessia do Canal da Mancha ou a meio caminho de escalada do Everest é que se você PARAR (inércia) , inexoravelmente morrerá. Pra frente ainda há uma metade a se percorrer e pra trás a mesma distância. Dentro do tema trabalho e racionalidade faço uma indagação : Se você educar está preparando a população para a evolução tecnológica que levará ao seu próprio fim ? Creio que não, mas é paradoxal, vide o artigo acima. Se o trabalho dignifica, ocupa ou remunera, quanto mais avançamos tecnologicamente menos postos de trabalho restarão? essa equação jamais fechará ? E quanto ao Brasil ?

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