Segunda tese sobre a perda de centralidade no trabalho – Kropotkin

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Uma segunda tese, a de Kropotkin, sugere a sobre organização do trabalho contra Darwin, que a luta pela existência leva à cooperação, não ao combate. Que a seleção natural elimina os isolados, os abandonados, os solitários, mas não, necessariamente nem principalmente, os mais fracos.

Em sua obra principal, “A ajuda mútua” (1987), uma coletânea de artigos contra as posições darwinistas, Kropotkin procurou demonstrar que só lutamos uns contra os outros quando perdemos o juízo ou quando somos coagidos pelas pressões do Estado e de grupos sociais. Deixados ao nosso alvedrio, ajudamos naturalmente os nossos semelhantes. A marcha de história nada mais sendo do que o percurso da solidariedade, da cooperação sem necessidade de repressão.kropotkin-portrait

Curiosamente comprovada pela psicologia do século XXI, que demonstrou empiricamente o instinto solidário entre mamíferos (Ben-Ami et al; 2011), a tese imputa a perda de centralidade do trabalho como componente da existência pessoal à artificialidade decorrente da parametrização das interações laborais.

Referências:
Ben-Ami, Bartal Inbal; Jean Decety, and Peggy Mason (2011). Empathy and pro-social behavior in rats; Science 9 December 2011: 1427-1430
Kropotkin, Petr Alekseevich (1987). Mutual aid, a factor of evolution [1902]; London; Freedom Press.

Sobre a primeira tese, leia aqui.
Sobre a terceira tese, leia aqui.

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