Simplexidade

CATEGORIA TR

Sobreviver ao trabalho

Conceitos-chave: simplex

Simples é o que não tem ou não pode ter partes. A agregação de unidades simples (elementares) forma um composto, como as mônadas de Leibniz. O simples opõe-se ao composto, não ao complexo. Uma entidade simples – como Deus – pode ser infinitamente complexa. Por isto, os filósofos desde Platão pensam que o simples pertence a uma dimensão mais elevada do que o composto.

Simplexidade (simplexity, simplixité) é o termo empregado por Pieter Schoute em 1900 para designar os simplexes, as formas elementares da geometria e da topologia como o segmento de reta e o triangulo, que combinadas, permitem construir todas as figuras possíveis. Um simplex é chamado assim por ser sempre o polígono mais simples de sua dimensão, isto é, um triângulo (2D) é o polígono que possui menos vértices e arestas, o tetraedro (3D) é o que possui menos vértices e arestas e faces. E assim por diante

Simplex é também a denominação de um algoritmo criado pelo matemático americano George Dantzig para maximizar um resultado mediante o insulamento de uma função-objetivo. As quantidades que se deseja otimizar são representadas por variáveis, e a função objetivo apresenta-se como  coeficientes proporcionais das variáveis. As restrições são apresentadas como inequações e indicam peculiaridades, como o fato de uma empresa necessitar um nível de desempenho laboral determinado. Dentre as possibilidades de valores para as variáveis que atendam às restrições, o algoritmo encontra aqueles que dão à função objetivo o maior (ou menor, quando for o caso) total possível.

Mais recentemente os simplexes têm sido empregados para descrever os mecanismos neurais complexos acionados por estímulos simples como o que nos faz desviar de um projetil arremessado contra nós. Ainda no campo das neurociências, o termo veio a significar a emergência de etapas simples no desenvolvimento humano – engatinhar, andar, linguagem, gesto da mão – que evitam que o cérebro constitua todas as redes neurais ao mesmo tempo.

A constatação da analiticidade dos simples levou à compreensão e a intervenção sobre elementos estruturais para resolução de problemas complexos. Um exemplo de aplicação é o de pesquisadores holandeses que em fevereiro de 2014 lograram medir o índice pluviométrico sem utilizar pluviômetros: como a chuva (simples 1) atenua o sinal da telefonia móvel (simples 2) foi possível aplicar um único algoritmo para medir instantaneamente o índice da precipitação em todo o país.

A análise dos simples tem uma função primordial na racionalização do trabalho. Seja pela compreensão da sintaxe dos processos, que permite analisar a sistematicidade de elos decisórios, seja pela compreensão da semântica dos fluxos operacionais, que permite a racionalidade no emprego de recursos, seja, por último, pela aplicação de algoritmos que permite a economia do fator trabalho e, por consequência, ganhos de produtividade material, informacional, tecnológica e monetária.

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