Hegel: o trabalho provedor da moralidade e da consciência

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hegel_morettiDe acordo com Hegel (1770-1831) há duas razões para que trabalhemos. Uma é moral: aquele que não trabalha vive à custa dos que trabalham. Outra é intelectual: aquele que não trabalha é privado da consciência de si.

A razão moral figura nos “Princípios de filosofia do direito”. Ali Hegel argumenta que em uma sociedade que se organiza em função do objetivo de ganhar dinheiro, o trabalho é o equalizador moral. Não ganhar o suficiente torna o trabalho desumano e ganhar mais do que o justificado pelo esforço feito é cair na iniquidade de explorar a miséria alheia.

A razão intelectual consta da “Fenomenologia do espírito”, onde Hegel sustenta que o trabalho é o formador da humanidade. É o trabalho, lê-se na “dialética do senhor e do escravo”, que torna o escravo mais humano que o seu senhor. Pelo trabalho o escravo aprende a controlar as forças da natureza, a imprimir sua marca na matéria que transforma. Ao contrário do senhor, o escravo toma consciência do mundo e de si.

Hegel, Georg Wilhelm Friedrich (2000) Princípios da Filosofia do Direito. Tradução Orlando Vitorino. São Paulo: Martins Fontes.

Hegel, Georg Wilhelm Friedrich (1992) Fenomenologia do espírito. Tradução de Paulo Menezes. Petrópolis. Vozes

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