Emprego – a ausência presente

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Depreende-se do relatório 2015 da OITEmprego e questão social no mundo”, apresentado em 18 de maio em Genebra, que a forma de vinculação trabalhista conhecida sob a denominação de “emprego” deixou de ser dominante.

A forma standard do emprego a tempo integral, característica ou sonho do século XX – com todos os saberes, instituições e normas que a acompanham – refere-se hoje a apenas 20% dos trabalhadores no mundo. A metade dos 40% que detêm alguma forma de relação formal.

Esta constatação tem duas implicações:

  1. O trabalho autônomo, o trabalho informal e o emprego flexível, considerados ainda por muitos como de segunda categoria, devem ocupar o centro das atenções sociais, econômicas, políticas e acadêmicas nas próximas décadas,
  2. O desconhecimento e a falta de cobertura social das modalidades diversas do emprego, e não a precarização do emprego e o desemprego, são os problemas a serem equacionados.

Como destaca Guy Ryder, diretor geral da OIT, o desinvestimento produtivo, a incerteza politico-institucional e a volatilidade no movimento dos capitais são os vilões a serem combatidos (supondo que alguém saiba como fazê-lo, o que não parece ser o caso). Decorre daí a evidente inocuidade da maior parte das discussões ideológicas, sindicalistas e econômicas ora em curso nos parlamentos e nas academias sobre a questão do trabalho.

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