Misturar avaliação e TI melhora produtividade?

Notícias & Almanaque.

Deu no Estadão:

Por Leonardo Trevisan, professor da PUC

taylorismDa avaliação ninguém escapa. Ótimo. Incluindo os próprios métodos usados para medir comportamento, relacionamento e conhecimento técnico de qualquer funcionário. Exemplo: qual o limite no exame da eficiência individual no trabalho? Tecnologia ajuda?

A crença é de que avaliamos para medir produtividade. Aqui, por que não lembrar Frederick Taylor? Aumentar produtividade exigia “suas” três normas: fracionar funções complexas em simples, avaliar tudo que os trabalhadores fazem e vincular salário a desempenho, com bônus aos esforçados e demissão aos céticos.

Avaliação com tecnologia da informação (TI) retomou Taylor. E foi bem mais longe. O The New York Times mostrou como é, de verdade, trabalhar na Amazon, por exemplo, com funcionários avaliados pelo “taylorismo digital”. Ou, sem limite na pressão por maior eficiência no trabalho.

Misturar TI com avaliação promete. A The Economist botou o dedo na ferida lembrando que no mundo de Taylor os administradores eram “senhores do universo”. Mas, no mundo digital, administradores são meras peças do “computador corporativo”.

No Brasil, este assunto está só no começo. Tecnologia permite divisão do trabalho com maior variedade de funções. Com TI, trabalho administrativo pode ser dividido em “múltiplas rotinas”, que medem tempo e movimento como Taylor jamais sonhou.

A The Economist mostrou que já se usa crachá “sócio métrico”, que avalia tom de voz, gesto e propensão a conversar ou ouvir. Dezenas de setores de atividade, não só varejo, já o utilizam. Braçadeiras eletrônicas ajudam funcionários a regularizar movimentos. E os medem, óbvio.

Segundo a Economist, taylorismo digital é tão impopular quanto seu predecessor. Porém, o “computador corporativo” coordena tudo, bônus e demissões, bem como os softwares de “assistência pessoal”.

O artigo original está neste link. Admirável mundo novo? Depende… A briga pela bonificação do fim de ano ganhou novo método. Mas a avaliação de toda a equipe do CEO também. Curioso, mas no mundo digital só Taylor não é demissível. Aliás, como ele propunha: “O que pode ser avaliado, pode ser administrado”. Inclusive, a carreira dos administradores.

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