Por que tantos negócios copiam o modelo do Uber?

Notícias & Almanaque.

Motoristas do Uber em São PauloDeu na Exame.com por Mariana Fonseca.

Uma empresa com menos de dez anos já vale mais do que seus concorrentes. Poderia ser mais um caso recorrente no mundo do empreendedorismo, se não fosse o fato de que os competidores são nada menos que impérios criados no começo do século passado.

Criada no auge da crise econômica da 2008, uma startup chamada Uber se tornou um negócio avaliado em mais de 60 bilhões de dólares, superando empresas como Ford e General Motors. Isso sem comprar nenhum carro que aparece na tela do celular.

O Uber não apenas modificou o setor de transportes individuais, mas se tornou o símbolo maior de uma mudança na forma de nos relacionarmos com os serviços que nos rodeiam. E há muitos empreendedores querendo aproveitar essa inovação no modelo de negócio para se tornarem pioneiros em seus setores.

Pesquisando um pouco, não é difícil achar uma empresa que afirme ser o Uber da beleza, das informações, da logística ou da saúde. Instalando os aplicativos certos, empregadas, manicures, chefs de cozinha, floristas e doutores podem chegar à porta em alguns minutos. Isso é verdade inclusive no Brasil, especialmente com a popularização do serviço nos últimos anos e sua recente regulamentação pela prefeitura de São Paulo.

A regra desse movimento, chamado de uberização, é clara: pegue o modelo do Uber e aplique a “X”, sendo que a variável pode significar qualquer situação que vier à sua mente.

Mas, afinal, por que todo mundo quer ser o Uber? Mais ainda: será que vale a pena copiar esse modelo?

Economia compartilhada e busca por eficiência

O Uber, na verdade, é apenas o expoente mais conhecido pelos brasileiros de uma mudança na maneira de usar os recursos disponíveis – um processo natural no universo econômico.

“Esse fenômeno parece algo muito novo. E, do ponto de vista do modelo de negócio, é mesmo. Porém, olhando o aspecto econômico, é apenas a busca incessante pela eficiência e pela inovação. Desde que existe economia de mercado essa busca existe, ainda que com fórmulas diferentes”, afirma Adriano Gianturco, docente do Ibmec/MG.

A fórmula da vez recebe o nome de “economia compartilhada”: diante de tantas mercadorias produzidas que ficam encalhadas, por que não compartilhar esse excedente? Ou seja: por que não usar aquele carro que fica parado na garagem para transportar outras pessoas, que agora pensarão duas vezes antes de também comprar um veículo?

Além de promover maior sustentabilidade ambiental, essa nova atitude também promove uma diluição da receita. “No passado, você tinha uma rede de táxis que concentrava as receitas em cada país, por meio das cooperativas. Hoje, cada pessoa que dirige um Uber no mundo gera uma pequena receita para si mesmo, tornando-se um microempreendedor”, explica Maurício Benvenutti, que vive no Vale do Silício e é sócio da Startse, uma plataforma brasileira de fomento ao empreendedorismo.

Quando se fala em uberização é isto: algumas empresas dominavam um setor e, hoje, tal dominação é diluída. O Uber causou uma disrupção no modelo de transporte individual, rompendo o monopólio dos taxistas. “É um novo horizonte de negócios que se abre no mundo. As empresas se uberizam porque assim oferecem um serviço mais simples, inclusive tributariamente”, completa Márcio Calvão, idealizador do programa de aceleração Iniciativa Jovem.

Clique aqui para ler o artigo na íntegra.

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