Fontes da filosofia moral: Henry Sidgwick.

Ética & Filosofia.

Na obra Os métodos da ética, de Henry Sidgwick (1838; 1900), figuram duas constatações que informam a filosofia moral contemporânea:

1. os procedimentos racionais de determinação do justo, e o julgado habitualmente correto são heterogêneos;

2. a busca da felicidade própria e a busca da felicidade alheia, as duas fontes tradicionais da moral, não convergem naturalmente.

Sidgwick, Knightbridge Professor of Philosophy da Universidade de Cambridge, propôs um método de conciliação entre o egoísmo hedonista e o bem-estar universal. Partidário do intuicionismo, tentou justapor a ética absolutista – a ideia de que o princípio da ação justa é a conformidade com a lei e o utilitarismo – a ideia de que a qualidade moral das ações é função de sua capacidade de produzir a maior felicidade para o maior número.

Fracassou no intento, mas a sua contribuição é inestimável.

Legou à nossa época o imperativo de formar uma teoria moral separada da religião, o dever de renunciar à edificação da moralidade sobre um Bem supremo, e a “suspeita plausível“ de que o “egoísmo vil“ das classes dirigentes é danoso às “pessoas simples”.

UTILIZE E CITE A FONTE.
Sidgwick, Henry (1981) The Methods of Ethics. Cambridge. Hackett Publishing Company
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s