TRABALHO: Trabalho na economia simbólica – a reiteração do efêmero.

Trabalho.

Vahram Muratyan

O que se produz na economia simbólica não é um objeto ou um serviço isolado, mas uma situação que congrega o material, o imaterial, o esforço e o efeito.

Os processos laborais contemporâneos requerem estruturas abertas, que se completam em períodos e segundo relações inconstantes. Micromundos cotidianos, que rescindem ao término de cada ciclo de produção e devem ser reconstruídos a cada reinício.

Gastamos mais tempo e energia para nos ajustamos à vida oscilante do que para produzirmos. As estratégias pessoais de acomodação implicam sempre em intervenções sobre nós mesmos. O autocontrole, a anuência, a subserviência, o alheamento tem custos psicológicos tanto no êxito – a melancolia da assonância -, como no fracasso – o mal-estar da dissonância.

Na era digital, as relações com o mundo e com os outros se tornam monotonamente curtas e instáveis. O trabalho não se diversifica, prolifera. A labuta informe e errática faz passar o tempo, mas defrauda o sentido da vida. Na economia simbólica, o sujeito trabalhador não cessa de desaparecer.

 

UTILIZE E CITE A FONTE.
Cf. Thomas Mann (1980). A montanha mágica. Trad. Hebert Caro. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. p. 120
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