ÉTICA: A moralidade tirânica.

Ética.

Trasímaco, de acordo com que relatou Platão na República, pensava que o certo é o que atende o interesse do mais poderoso.

Sócrates contra-argumentou que se a moralidade não for referida a um universal decorrente do acordo da Razão consigo mesma, ou com Deus, ou com os deuses, ou com uma constituição não haveria como diferenciar os humanos dos demais seres da natureza.

Na Atenas clássica, Trasímaco defendia a imoralidade vulgar, em que existem somente interesses conflitantes.

Sócrates inaugurava a postulação ética, talvez o maior avanço civilizatório da Humanidade.

Estabeleceu-se, assim, a distinção entre a moral e a ética: a moral é o que se acredita ser o certo; a ética é o que se demonstra ser o certo. Uma é simplória e despótica. Outra intelectual e ajuizada.

Ainda hoje, a moral prevalecente costuma ser uma antiética, em que o bem e o correto são estabelecidos tiranicamente seja pelos líderes do momento, seja pelas classes dominantes, seja pelas igrejas, seja pelos representantes de maiorias circunstanciais.

 

UTILIZE E CITE A FONTE.
Platão. A República. In, Platón (1981). Obras completas. Traducción y notas de María Araujo et alli. Madrid. Aguilar S.A. de Ediciones.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s