NOTÍCIAS: Trabalhar em excesso é como dirigir bêbado.

Notícias.

Deu na BBC por José Luis Peñarredonda.

Longas jornadas de trabalho aumentam os riscos de acidentes, os níveis de estresse e provocam até dor física. Mas o grande problema é que muitas pessoas simplesmente não podem evitá-las.

De acordo com as últimas estatísticas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 400 milhões de pessoas trabalham 49 ou mais horas por semana, uma proporção considerável do quase 1,8 bilhão de trabalhadores em todo o mundo.

Em entrevista ao New York Times, até mesmo o empresário Elon Musk, criador da Tesla, se comoveu ao contar ter passado a noite de seu aniversário de 47 anos dentro de uma fábrica. “Sem amigos, nada”, disse. E provavelmente foi só mais um dia em em semana de 120 horas de trabalho. “Isso realmente tem ocorrido às custas de ver meus filhos. E de ver amigos”, acrescentou.

Mas esgotar-se como se isso valesse uma medalha de honra abre precedentes perigosos. Trabalhar por muitas horas e finais de semanas se tornou uma marca da cultura de startups do Vale do Silício – e tem se espalhado por várias partes do mundo.

Pode parecer óbvio: uma pessoa que trabalha em excesso fica cansada e, portanto, mais propensa a sofrer um acidente no trabalho. Mas provar essa relação é impressionantemente difícil.

Um estudo que analisou 13 anos de registros de trabalho nos Estados Unidos descobriu que “trabalhar em empregos com horas extras estava associado a uma taxa de risco de lesões 61% maior em comparação com trabalhos sem hora extra”.

Esse estudo não chega a dizer que o cansaço é a principal causa do aumento de risco, mas há amplas evidências disso. Por exemplo, se você acordou às 8h e ficou de pé até 1h do dia seguinte (ou seja, ficou acordado por 17 horas seguidas), seu desempenho físico provavelmente será pior do que se você tivesse uma concentração de 0,05% de álcool no organismo. Essa é a média que um homem de 73 kg teria se tivesse bebido duas latas de 355ml de cerveja. É isso: você está “bêbado” de cansaço.

Clique aqui para ler o artigo em português ou aqui para ler o artigo original na íntegra.

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