TRABALHO: O pêndulo dialético – o senhor, o escravo e o trabalho digital.

Trabalho.

Recordemos o argumento de Hegel.

De um lado, temos o senhor, o mestre, o proprietário, … De outro, o escravo, o servo, o trabalhador, …

Um depende do outro. O senhor para subsistir material, social e psiquicamente; o escravo para continuar existindo materialmente. Nem o domínio do senhor é completo: não subjuga a consciência do escravo; nem o domínio do escravo é completo: está sempre em face da possibilidade do castigo e da morte.

Pawel Kuczynski

A autoconservação funda a estratégia tanto de um como de outro. O trabalho do escravo nutre as duas personalidades. Sem o trabalho ambos deixarão de ser.

O duelo não é só pela sobrevivência. É, principalmente, pela identidade.

A disputa é incessante. Mas, não pode ser consumada porque sem o trabalho do escravo não há progresso social.

Esta tensão pôs em marcha os ideais do comunismo e do liberalismo econômico. É a insolubilidade do confronto que alimenta o sentimento mais despótico do socialismo autoritário e o sentimento mais egoísta do capitalismo sem peias.

Ambos os regimes são centrados na interdição de o escravo tornar-se o senhor da sua vida.

A esperança é de que, à medida em que a automação avance, o poder dinâmico sobre o trabalho rescinda. Com a cessação do embate, o pêndulo dialético tenderia a estancar.

UTILIZE E CITE A FONTE.
Hegel, Georg Wilhelm Friedrich (1992). Fenomenologia do espírito. Tradução de Paulo Menezes. Petrópolis. Vozes.

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