O vício ordinário.

Perplexidades.

Gilad Sotil

Os estabelecimentos universitários preservam, com zelo e carinho, o que, desde a criação das primeiras instituições na Idade Média, tem sido a pior toxina para o desenvolvimento das ciências e da sociedade: o professor ordinarìus.

O ordinarìus é o docente estável, o erudito anódino, o carreirista intelectualmente decaído. É o seguidor das regras, o incapaz de pensar por si mesmo, de confrontar as ideias vencidas e os institutos cadentes.

Nada afasta o ordinarìus da mesquinharia. O estímulo, seja o monetário, seja o estatutário só o piora. A sua ambição pessoal está abaixo da esfera do intelecto. Está nos galardões, na imagem que pretende transmitir, no ascenso social, na acumulação para a velhice.

Servidor e beneficiário da estupidez institucionalizada, os ordinarii se dedicam a controlar a existência. A própria, a dos colegas e a dos alunos. Evangelizadores sem boa-nova, esses obstinados destituiem a capacidade de resistência e o direito de escolha. À força de exercerem a coerência, desconhecem que a ordem deve fazer sentido. Mínimo que seja.

UTILIZE E CITE A FONTE.

CHERQUES, Hermano Roberto Thiry, 2020 – O vício ordinário. A Ponte: pensar o trabalho, o trabalho de pensarhttps://hermanoprojetos.com/2020/11/04/o-vicio-ordinario/

REFERÊNCIAS:
Classen, Albrecht (ed.) (2011). Handbook of medieval studies. Berlin. De Gruyter.

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