Einstein – o plano de carreira ou nenhum vencedor acredita no acaso.

Trabalho.

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“Se eu tivesse dito sim a todos os projetos que recusei, e não a todos os que aceitei, a coisa teria funcionado mais ou menos da mesma maneira”.

Essa declaração, de David Picker, o executivo de Hollywood, deixou atônitas as escolas de management. Não deveria. Afinal, quantos de nós não afirmaríamos o mesmo sobre as decisões que tomamos ao longo da nossa carreira profissional?

Em todas as disciplinas e setores de atividade, os eventos fortuitos terminam por serem interpretados como resultado de alguma iniciativa. Atendem a uma ilusão: a do sentido lógico do mundo.

É inegável que existem fatores que condicionam o êxito e o fracasso. Mas esses fatores são tão complexos e tão sujeitos à intercorrências aleatórias, que as decisões que tomamos e o esforço que fizemos dificilmente podem ser ligados aos resultados que obtivemos.

De regra, investimentos de longa maturação, inclusive os investimentos nas nossas carreiras profissionais, têm resultado inesperados. A previsibilidade é decrescente em função do tempo decorrido entre a decisão de investir e o retorno do investimento.

E há que considerar o acaso. A estatística básica ensina que se um grupo de pessoas disputa uma série de cara-ou-coroa, todos e cada um têm a mesma chance de ganhar. Isso é correto e está presente na nossa memória e nos nossos cálculos. Mas preferimos esquecer que sempre haverá perdedores. Fortuitos, casuais, imprevisíveis, mas perdedores.

Albert Einstein disse famosamente que “Deus não joga aos dados”. Grande físico e matemático, Einstein foi violonista modesto e filósofo simplório. Sua frase faz sucesso porque, infantilmente, rejeitamos enxergar a desrazão na história. Nos esquivamos da total relatividade do acaso ou da improbabilidade absoluta dos desígnios divinos.

UTILIZE E CITE A FONTE.
CHERQUES, Hermano Roberto Thiry, 2021 -Einstein – o plano de carreira ou nenhum vencedor acredita no acaso. A Ponte: pensar o trabalho, o trabalho de pensarhttps://hermanoprojetos.com/2021/06/02/einstein-o-plano-de-carreira-ou-nenhum-vencedor-acredita-no-acaso/
 
REFERÊNCIAS:
Goldman, Willian (1983). Adventures in the screen trade. New York. Warner Books

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