Heurística: Acaso – Serendipidade.

Epistemologia.

Serendip (do árabe Sarandíb, antigo nome do Sri Lanka) é uma expressão cunhada por Horace Walpole (1717-1797) a partir do conto de fadas persa – Os três príncipes de Serendip.

No conto, os heróis sempre faziam descobertas de coisas que não procuravam. Daí que Walpole tenha tomado a palavra para denotar a faculdade ou dom de atrair o acontecimento de coisas felizes, ou de as descobrir por acaso.

A serendipidade é função da abertura do espírito à recepção do ato heurístico. Cristóvão Colombo partiu para encontrar o caminho para as Índias e descobriu a América. Alexander Fleming deu por acaso com a penicilina. Os exemplos se multiplicam.

Do conceito de serendipidade, Umberto Eco elaborou um método para propiciar a descoberta e a invenção. Consiste em forjar uma hipótese improvável a partir de um fato que resiste à análise. Em seguida, trabalhar a hipótese até que o acaso ou a intuição revele o encoberto ou traga o novo.

UTILIZE E CITE A FONTE.
CHERQUES, Hermano Roberto Thiry, 2022 – Heurística: Acaso – Serendipidade. –  A Ponte: pensar o trabalho, o trabalho de pensar https://hermanoprojetos.com/2022/05/13/heuristica-acaso-serendipidade/
REFERÊNCIAS:
Eco, Umberto (2010). Como se faz uma tese. Trad. Gilson Cesar Cardoso de Souza. São Paulo: Perspectiva.
Merton, Robert K.; Barber, Elinor (2011). The travels and adventures of Serendipity: A study in sociological semantics and the sociology of science. New Jersey. Princeton University Press.

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