NOTAS: A Face Oculta do Parecerista.

Notas.

Nesse artigo exponho discussões éticas sobre o processo de avaliação de mérito de trabalhos científicos. O sistema de revisão cega pelos pares em periódicos, partindo do debate sobre as pressões para publicação presentes na comunidade acadêmica de Administração no Brasil.

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UTILIZE E CITE A FONTE.
Dilthey, Wilhelm; Introduction a l’etude des sciences humaines: essai sur le fondement qu’on pourrait donner a l’etude de la societe et de l’histoire ; Paris: Presses Universitaires de France, 1942.

__________ ; La esencia de la filosofia; Buenos Aires; Losada; 1952

 

NOTAS: Artigo – O Golen laborioso.

Notas.

Sobreviver ao TrabalhoNesse artigo apresentamos e discutimos os principais traços da mentalidade de golem como meio de sobrevivência nas organizações contemporâneas. Após algumas observações introdutórias, particularmente sobre o tema da alienação, os conceitos de mentalidade de golem e da sua adequação às formas contemporâneas de produção são desenvolvidos com base nos resultados de pesquisas acadêmicas. Essas pesquisas sugerem que a atitude próxima a dos escravos, mais do que um processo de adequação, é uma disposição ou mentalidade que permite aos trabalhadores sobreviverem às pressões do sistema.

The purpose of this article is to present and discuss the main traits of golem’s mentality as way to survive in contemporary organizations. After some introductory remarks, particularly on alienation, the concepts of golem’s mentality and of its suitability to contemporary economic way of production are developed on the basis of the results of academic surveys and studies. It is suggested that slave analogous attitude are not the result of causal adequacy, but a usual disposition or mentality that enables workers get through system pressures.

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UTILIZE E CITE A FONTE.
CHERQUES, H. R. T.. O Golen laborioso. O&S. Organizações & Sociedade, v. 9, p. 143-163, 2002.

 

ÉTICA: John Rawls – a economia moral da justiça.

Notícias.

Neste texto descrevo como o filósofo norte-americano John Rawls reformulou o pensamento moral contemporâneo, ao propor a subordinação da ética à justiça.

Resumo a defesa que apresentou para uma moral fundada em um pacto que compensasse, sem tentar anulá-las, as assimetrias econômico-sociais do mundo em que vivemos.

Concluo com uma discussão sobre as dificuldades teóricas que encontrou para absorver o pluralismo cultural, filosófico, político e religioso do Ocidente.

Artigo publicado no Vol. 26 N 3 da revista Sociedade e Estado.

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NOTAS: Trabalho em geral e trabalho em abstrato.

Notas.

 

john-locke

adam-smith

O que o trabalho do pedreiro tem a ver com o do profissional de TI? E o trabalho do médico como o de piloto de helicóptero? Muito pouco, diríamos. No entanto o trabalho como tema de formulações teóricas e práticas tem sido tratado como um fenômeno unívoco. Este entendimento, costume ou vício data do Renascimento. Até então sequer existia um termo genérico para o que hoje denominamos trabalho. São dois os pais da ideia: os filósofos John Locke, que em 1690 descreveu a noção de trabalho em geral, e Adam Smith, que em 1776 definiu o trabalho em abstrato. Com o passar do tempo, ficou evidente que estes conceitos se tornaram insuficientes para explicar o fenômeno do papel do fator humano na produção e para esclarecer sua situação no quadro econômico-organizacional. Esta é uma discussão que ressurge periodicamente, sem que, no entanto se avance na equalização das dificuldades que gera. O texto em anexo, publicado na Gestão.org, é uma contribuição para o processo de reconstrução do corpus conceitual contemporâneo do gerenciamento  de pessoas. Nele são analisadas as contribuições de John Locke e de Adam Smith, e examinados os que termos em que permanecem ou vêm perdendo vigência os atributos relativos ao conceito de trabalho em geral e ao conceito do trabalho em abstrato por eles formulado.

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Resumo: A evolução dos métodos administrativos e da tecnologia da informação, aliada à sucessão de crises morais e econômicas que assistimos na última década, determinou alterações profundas na forma de ordenar e de gerenciar as organizações. O entendimento do papel do fator humano na produção, particularmente no que se refere aos conceitos utilizados na gestão de recursos humanos, se tornou insuficiente para explicar o fenômeno do trabalho e para esclarecer sua situação no quadro econômico-organizacional contemporâneo. Neste artigo procuro contribuir para o processo de reconstrução do corpus conceitual do gerenciamento de pessoas que hoje se delineia. Analiso as contribuições de John Locke e de Adam Smith, examinando os que termos em que permanecem ou vêm perdendo vigência os atributos relativos ao conceito de trabalho em geral e ao conceito do trabalho em abstrato por eles formulado.

Palavras-chave: trabalho, racionalidade, administração, recursos humanos, Locke, Smith.

Abstract ∗ Artigo recebido em 19.10.2006, aprovado 20.12.2008 1 Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor e Pesquisador da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. Praia de Botafogo, 190, sala 508, Rio de Janeiro, RJ, CEP: 22250-900. E-mail: Hermano.roberto@fgv.br Revista Gestão.Org – 7 (1):119-136 – Jan/Abr 2009 Hermano Roberto Thiry-Cherques Gerenciamento de Pessoas: Sobre a Formação dos Conceitos de Trabalho em Geral e em Abstrato: de John Locke a Adam Smith 120 The evolution of management and technology of information associated with the moral and economic crises we attend in the last decade determined deep transformations in the way we manage and design organizations. The understanding of human factor role in production, mainly the use of concepts employed in human resources management, became inadequate to explain the phenomenon of work and to clarify its situation in the economic-organizational contemporary frame. In this article I seek to contribute to today’s reconstruction of people management conceptual corpus analyzing John Locke’s notion of work in general and Adam Smith’s notion of abstract work.

Keywords: work, rationality, management, human resources, Locke, Smith.

Recuperável em ➽ https://periodicos.ufpe.br/revistas/gestaoorg/article/view/21545/18239

UTILIZE E CITE A FONTE.
CHERQUES, H. R. T.. Gerenciamento de Pessoas: Sobre a Formação dos Conceitos de Trabalho em Geral e em Abstrato: de John Locke a Adam Smith. Gestão.Org, v. 7, p. 102, 2009.

Gerenciamento de Pessoas: Sobre a Formação dos Conceitos de Trabalho em Geral e em Abstrato: de John Locke a Adam Smith∗

People Management: On Concepts Formation of Work in General and Abstract, from John Locke to Adam Smith

NOTÍCIAS: Artigo – De falácias e de cultura.

Notícias.

Este artigo discute os pontos de vista sobre quem deve ser responsável pela administração da cultura, tentando demonstrar a precariedade lógica dos argumentos empregados tanto pelos que sustentam que a gestão cultural deve ser conduzida pela administração pública, quanto por aqueles que defendem a condução pelo setor privado.

On fallacies and on culture This paper discusses the opinions about who should be responsible for culture administration. It brings up logic considerations in order to demonstrate the weaknesses in the arguments put forth to sustain either public or private cultural management.

 

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UTILIZE E CITE A FONTE.
CHERQUES, H. R. T.. De falácias e de cultura. Revista de administração pública, Rio de Janeiro, v. 36, p. 7-17, 2001.

Republicação ➽ CHERQUES, H. R. T.. Administrar a cultura?. In: Frederico Lustosa da Costa. (Org.). Coletânea. 1ed.Salvador: EDUFBA, 2013, v. , p. 261-277.

SUMÁRIO: 1. Introdução; 2. Cuidar da cultura; 3. O Estado curador; 4. A espontaneidade do privado; 5. Como se.

 

NOTÍCIAS: Aprendizado – uma questão de tempo.

Notícias.


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NOTÍCIAS: A guerra sem fim – Sobre a produtividade administrativa.

Notícias.

Sem eficiência no processo produtivo e empreendedorismo, dificilmente uma empresa terá êxito no atual ambiente de crescente globalização dos negócios.

Dado o acirramento da concorrência, a gestão da produtividade é um dos quesitos essenciais na formulação das estratégias de competitividade.

Este artigo está centrado nas questões relativas a estratégias para melhoria do desempenho das organizações.

São examinadas as dificuldades de mensuração do produto administrativo e as formas de avaliação da produtividade nas organizações.

São ainda detalhadas as principais fontes de aumento da produtividade: a da racionalização, a tecnológica e a comportamental.

O artigo conclui mencionando a precariedade dos esforços para o aumento da produtividade administrativa no Brasil e ressaltando sua importância nos próximos anos.

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Versão anterior:

A GUERRA SEM F I M - Sobre a Produtividade Administrativa Hermano Roberto Thiry-Cherques

1. A perspectiva multifatorial, 2. O que não é produtividade, 3. A avaliação indireta, 4. Os fatores de produção, 5. O modo burocrático de produção, 6. A outra racionalidade, 7. A produção do controle, 8. A tecnologia administrativa, 9. A supressão tecnológica, 10. Absorção tecnológica, 11. A perda eficiente; 12. O preço da sobrevivência.
UTILIZE E CITE A FONTE.

Bergson: o tempo invisível

CATEGORIA PThenri_bergson_smallO management firmado na tradição da cultura técnica considera equivocamente o tempo algo a ser administrado, seja como ordenação da vida profissional, seja como medida do seu resultado. Ignora ou tenta anular a realidade e os efeitos da duração na sua característica mais própria: a de passagem, a de decurso. Substitui a temporalidade pela permanência, pela subsistência, pela estabilidade. Dá prioridade ao fato e ao dado sobre o vir a ser, sobre a transformação, sobre o imprevisto.

A perspectiva gerencial contemporânea desconhece a reflexão de Henri Bergson para a compreensão da temporalidade. Como se sabe, Bergson considerou a nossa constituição biopsíquica, cuja finalidade primeira é estabelecer condições favoráveis ao estar no mundo, para mostrar que o homo sapiens havia se transmutado em homo faber. Sustentou que ao homo faber interessa não o conhecido, o documentado, mas o vir a ser, o desconhecido, o representado.

Nas formas organizacionais em que estamos imersos, o conhecimento serve ao agir, serve para orientar a ação. Já o saber documentado serve à previsão. De modo que representa o vir a ser a partir de do que está aí, daquilo que esteve posto (positivismo), ou a partir de uma suposta inevitabilidade lógica do esgotamento dos modos de produzir (marxismo). Tende a escamotear a realidade do tempo. Ancora a vida laboral a antecipações formais ou transcendentais firmadas em crenças não comprovadas e não comprováveis. Restringe o vir a ser à clareza e à objetividade do ideado, do sabido, do usado e do consumido. Planeja no vazio, com base no que, por definição lógica, não virá a ser.

Cf. Silva, Franklin Leopoldo da (2013) O visível e o invisível do tempo, in Adauto Novaes (org.). Mutações: o futuro não é mais o que era; São Paulo; Edições SESC SP.

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O Trabalho Individualizado: uma discussão estruturalista da aplicação da categoria da dádiva de Marcel Mauss nas relações organizacionais.

CATEGORIA PT

Métodos Estruturalistas

Neste artigo, procuramos estabelecer um paralelo entre a categoria da dádiva, tal como definida por Marcel Mauss, e as estruturas relacionais do trabalho. Com base em pesquisa realizada junto a 122 organizações publicas e privadas, de diversos setores da economia, pudemos identificar: i) a superação da estrutura do trabalho em equipe (teamwork) e ii) a prevalência de uma estrutura que privilegia o trabalho individualizado.  A partir desta constatação, discutimos a possibilidade de que o sistema de compra-venda do trabalho fragmentado esteja sendo substituído pelo sistema da dádiva-reconhecimento do trabalho individualizado.

A pesquisa cujos resultados são comentados neste texto indica que este movimento não é fruto de uma evolução ou de uma circunstância momentânea, mas de uma mutação. Na tentativa de sobreviver às pressões do mercado, as organizações se encontraram na contingência de impor uma mudança radical na gestão de seus ativos. Como decorrência, a maneira como os recursos humanos são contratados, utilizados e descartados se alterou. A forma estrutural do trabalho-mercadoria vendido fragmentariamente se viu substituída pela estrutura em que o resultado do trabalho em lotes e frações integrais é transacionado contra recompensas que transcendem a simples remuneração.

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Conferência:”O Invento na Administração”

CATEGORIA PT

Linha de Argumentação:

1. O invento se distingue da criação e da inovação:
1.1. Criar de creo, o causativo de cresco, brotar;
1.2. Inventar, de in venire, vir a produzir uma nova síntese do natural ou do criado;
1.3. Inovar, de neo, introduzir o novo, o que foi criado e inventado.

2. O invento se opõe diretamente ao natural, isto é, a uma suposta natureza social do ser humano.

3. Ao contrário do que muitos pensam, os elementa fundamentais da administração, a forma como estruturamos e gerimos as organizações, são inventos. São sínteses produzidas para atender necessidades em uma determinada situação espaço-temporal.

4. A estrutura das organizações, a sua estática, em contraposição à sua dinâmica (os fluxos e as técnicas), é o elemento que mais resiste à passagem do tempo e às mudanças socioeconômicas.

5. Os objetos relacionais da estrutura hierárquica piramidal – a chefia ou liderança encadeada e a distribuição de encargos unívocos – têm uma origem precisa: datam da alta Idade Média, e um autor conhecido: Pseudo-Dionísio Aeropagita. Decorrem, portanto, de circunstâncias, necessidades e quereres (vontades e desejos) desta época e lugar.

6. Esta forma estrutural básica se manteve mais ou menos intacta. Seus elementa, a divisão interna do trabalho e a hierarquia, tendem ao arrasto, a resistir no tempo. É o arrasto inercial das estruturas organizacionais e os dispositivos normativos que as acompanham que faz com que pareçam ser naturais, não inventos presos a um meio social caduco (que caiu) ou extinto;

7. As modificações operacionais e tecnológicas nas organizações neste século sinalizam a perda acelerada de funcionalidade da forma de distribuição horizontal de tarefas e da hierarquização fixa.

8. As estruturas organizacionais que aí estão, baseadas em um invento medieval, vêm sendo descartadas. Os administradores de países emergentes, caso do Brasil, precisam entender este processo de forma a reinventar as formações estruturais das organizações, contribuindo para que as pressões econômico-sociais não informalizem inteiramente o processo, tornando-o anárquico e ainda mais disfuncional.

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Calando gerentes e eliminando reuniões

Trabalho & Produtividade

Jason Fried, sócio fundador da 37Signals, empresa especializada em desenvolver aplicativos para a Internet, como mais de 3 milhões de clientes, desenvolveu uma teoria extrema sobre a produtividade no trabalho.

 

A linha de raciocínio deriva da constatação da “dificuldade em se trabalhar no local de trabalho”, devido a dois conhecidos inibidores de produtividade: gerentes e reuniões.

 

No livro Reworkescrito em parceria com seu sócio David Heinemeier, Fried defende a extensão máxima do teletrabalho e a supressão radical dos inibidores de produtividade, ou seja, propõe simplesmente jamais realizar reuniões e jamais permitir que os gerentes interrompam o trabalho de quem quer que seja.

 

Os números relativos às vendas do livro, o êxito da 37Signals e os relatos a adoção desta prática em várias organizações de ponta, aconselham que se pense seriamente na sua aplicação.
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O individualismo à brasileira: Raízes e proposições.

Trabalho & Produtividade

Artigo apresentado em conferência na FEUC (Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra) e publicado na Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão v.7 n.1 Lisboa.

Neste texto construímos a hipótese de que o individualismo presente nas organizações brasileiras guarda traços do que nos foi legado pela cultura portuguesa dos tempos da Expansão. Procuramos sustentar que, agora, nos tempos da globalização e das formas universais de administrar, a compreensão deste individualismo de origem lusitana pode nos ajudar a melhor conduzir as nossas organizações.

Com este propósito, discutimos alguns dos aspectos da herança comum a partir de dados e de impressões colhidas ao longo de pesquisas sobre o perfil ético do executivo brasileiro e sobre as formas de trabalho individualizado.

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