capacitação

Vai um MOOC aí?

Trabalho & Produtividade

MOOC

Nos últimos anos um fenômeno conhecido por MOOC – Massive Open Online Courses – tem ganhado projeção entre os usuários da internet. Tecnicamente um MOOC integra a conectividade da rede social, a facilitação de um especialista reconhecido em um campo de estudo e uma coleção de recursos on-line. Tudo isto acessado livremente.

Inicialmente tratava-se de iniciativas sem grandes ambições. Cursos como o de Kahn, um projeto pessoal de explicação de temas do ensino secundário, como matemática  e física, que hoje ganhou proporções gigantescas, sendo reproduzido em muitas línguas, inclusive em português.

Mais adiante surgiram as iniciativas que estão causando o maior impacto: cursos com o Indigo MBA, ministrados no nível pós graduação, que têm ambições acadêmicas e cumprem programas estruturados.

A recente profusão de MOOCs, além da natural preocupação econômica dos fornecedores tradicionais de educação e treinamento, abre um campo de incertezas – mas também de oportunidades – quando referidos ao trabalho.

Para quem não está atrás de certificados – aliás, oferecidos a preços módicos em sites especializados – os MOOCs quebram um tremendo galho. Servem para atualizar um conhecimento de necessidade imediata: como é mesmo que se acha um mmc?, ou para cobrir um campo há muito deixado de lado: quais os argumentos do evolucionismo?, ou, e é neste nível que o fenômeno não para de crescer, para cursar um MBA completo. Tudo isto grátis e online.

A incerteza decorre da adaptação das garantias de que a pessoa tem o conhecimento que diz ter. Mas a tendência é que testes profissionais como os da OAB venham a se reproduzir e consolidar. Este tipo de seleção prévia ao exercício profissional remete à possibilidade da autoformação acadêmica. Afinal, se você consegue passar na pedreira que é o teste da OAB, não importa muito onde e como estudou. Uma possibilidade que alimenta o sonho cada vez menos idílico do fim dos obsoletos, caros e, em grande medida, corrompidos sistemas convencionais de ensino.

utilize

Anúncios

Hipóteses weberianas sobre a Cultura e a Moral.

Trabalho & Produtividade.

weber

Neste artigo publicado na RAP (Max Weber e a Ética nas Organizações: cinco hipóteses sobre a cultura e a moral a partir de conceitos de Max Weber.. RAP. Revista Brasileira de Administração Pública, v. 31, n. 2, p. 5-21, 1997), mas fora do sistema SciELO, procuramos trazer as categorias de análise weberiana para o nosso tempo e aplicá-las às dificuldades morais das organizações (éticas do trabalho, dos negócios e das relações organizacionais). Para tanto, levantamos cinco hipóteses de trabalho a partir da sistematização das ideias de Max Weber sobre a cultura e a ética e de conceitos como os de afinidade eletiva, de racionalidade e de método.

Clique aqui para ler o artigo na íntegra.

UTILIZE E CITE A FONTE.

Imagine there’s no countries

CATEGORIA PT

imagine

Algumas das mutações do trabalho deste início de milênio são surpreendentes. Ancorados no presente, pensamos o futuro com as categorias do passado. Poucos atentam para onde estão indo as modalidades tradicionais do emprego e do trabalho autônomo, mas é bem possível que o trabalho na forma que conhecemos no século XX esteja a caminho dos museus e dos livros de memória. Com ele irão as avelhantadas instituições, legislações, técnicas e experiências que o escoltam, preservam e sufocam.

Os indicadores de tendências das formas e vínculos de trabalho são, sobre vários aspectos, inquietantes. Ao que sugerem os números, estamos caminhando para uma equalização online das oportunidades globais. Um mundo em que os trabalhadores qualificados viverão longe dos centros econômicos mais desenvolvidos. Em que o deslocamento físico tanto na demanda como na oferta de trabalho será substituído pelo deslocamento tecnológico.

Uma fatia importante do trabalho qualificado já é, hoje, teletrabalho. A criação e desenvolvimento de softwares, a instalação e gestão de redes, a atividade lojista, a redação e tradução de textos, os serviços administrativos, as várias modalidades de design, o atendimento a clientes, os esquemas de vendas, os serviços contábeis, etc. cada vez requerem menos presença física.

A oDesk, a maior contratante mundial de serviços online, estima que neste ano que finda os seu contratados trabalharam 8,5 milhões de horas, um crescimento da ordem de 70% sobre o ano passado. Não é o montante das horas trabalhadas, mas o seu incremento que levanta questões que não se colocavam no último século. Como regular esta forma de trabalho? Quem pagará os impostos e aonde, se impostos forem pagos e se “aonde” ainda tiver algum significado econômico?O que será do dinâmico gerente? E do laborioso assessor? A quem adularão? A quem humilharão? O que acontecerá com os deficientes tecnológicos? E com os inabilitados online? Estarão condenados à labuta física e burocrática, à manutenção de robôs e nutrição de computadores?

Países em que o trabalho online é fator importante na economia estão adotando medidas esdrúxulas para controlá-lo e extorquir-lhe alguma receita fiscal. O governo de Bangladesh, por exemplo, decidiu classificar o trabalho online como “rendimento comercial de exportação”, livre de impostos. O sistema anterior, que o tributava como “remessa de empresa offshore” não funcionou. Em outros países as tentativas regulatórias e arrecadatórias, ao que parece, fazem água e naufragam comicamente.

Pelo lado da oferta não é o número oportunidades, muito menos as dificuldades de regulamentação que estão revolucionando tudo o que se fez e pensou sobre o trabalho no último século. O que está mudando são os trunfos, as credenciais, aquilo que é necessário para conseguir um bom contrato. A idade, o sexo, a cor da pele, a nacionalidade deixaram, obviamente, de serem critérios no mundo online. O talento, o descortino e a capacitação efetiva estão em alta exponencial. A se manter a tendência, fatores como a educação formal regida pela estupidez certificante estão com seus dias contados. Em 2012 os diplomas foram considerados relevantes somente para 6% (isto mesmo, seis por cento) dos contratantes online. O item mais pontuado foi a reputação: entregar no prazo e em conformidade com o pedido.

Ninguém pode ter do que vai acontecer nos próximos anos. Talvez o trabalho online não se generalize. Mas quem sabe Lennon tenha se enganado e, afinal, o sonho continue? Quem sabe ainda vejamos o trabalho livre do transporte, do ponto, dos escritórios, dos certificados, dos chefes, dos sindicatos e dos impostos?

Tomara.

UTILIZE E CITE A FONTE.

Preocupações de gente grande.

Trabalho & Produtividade.

preocupacoes

Um sinal amarelo apareceu na maior economia do mundo:embora quase 1/3 dos postos de trabalho industriais tenha desaparecido desde 2000, há uma carência severa de trabalhadores qualificados na indústria americana.

Esta carência deriva em parte da diminuição dos salários, cujas razões são conhecidas. A competição das empresas de países que pagam menos e o barateamento das máquinas de controle numérico (computadores e robôs) que fazem o trabalho de 10 e de até 100 pessoas são as mais importantes.

(mais…)