conhecimento

Trabalho – o olhar especulativo.

Epistemologia & Método.

Immanuel Kant escreveu que a ciência – ao demonstrar as mentiras da metafísica e a irracionalidade dos mitos das sociedades tradicionais – nos fez “sair da minoridade”.

Tentando se comportar como adultos, os próceres dos conhecimentos sobre o trabalho caíram no engodo adolescente de copiar as epistemologias e os métodos dos saberes naturais. (mais…)

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Mântica heurística – Divinatória.

Epistemologia & Método.

Que a profecia, a adivinhação, o pressentimento e as demais categorias de impressionismo heurístico carecem de aceitação científica, é um fato. Que seguem sendo praticados nos laboratórios e nos centros de pesquisa, não resta dúvidas.

O recurso à adivinhação não é, como pode parecer, um ato estranho à busca do conhecimento. Houve, ou ainda há, uma disciplina capaz de prever o futuro: a mântica (gr. Mantiké téchnē, de mantikós,ê,ón, adivinho).

A mântica se divide em dois ramos: a de inspiração divinatória e a do deciframento dos signos. Na da adivinhação, a mântica de Apolo, a alma dos deuses se apossa do sujeito e fala por sua boca, como acontece no sonho ou na possessão. Na outra mântica, a de Hermes, existem duas vertentes. Na vertente profética o futuro é antecipado pela inspiração ou pela intuição. Na vertente interpretativa o futuro é conhecido pela decifração de signos, como o voo dos pássaros, a leitura dos fígados de bois, a quiromancia, etc.

Trataremos aqui da primeira: a mântica espiritual, divina ou de Apolo, que se ocupa dos presságios e dos vaticínios. (mais…)

Heurística – Conceito.

Epistemologia & Método.

A heurística é a disciplina que se ocupa da descoberta dos fenômenos. Diz respeito ao encontrar, ao dar-se conta. Trata do que alguns psicólogos (e os adolescentes) denominam de “momento do aha!”.

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Heráclito de Éfeso: o trabalho que flui

Perplexidades & Filosofia.

heraclito

Heráclito de Éfeso, denominado o Obscuro, filósofo da contradição, do fogo, e da fluidez, nascido em 535 AC e falecido em 475 AC, dedicou-se a saber como o homem se posiciona na luta entre o ser e o dever, entre o ente e o ideal. Seguiu um caminho difícil: o da busca do conhecimento pela auto-observação, pela consciência do eu: “procurei-me a mim mesmo”, reza um dos fragmentos, o 101, que constituem o seu legado.

Heráclito teve consciência de que havia descoberto algo novo. Em vão depositou seu livro no famoso templo de Diana (na Grécia clássica os templos serviam como bancos). Tudo se perdeu. O que dele chegou até nós é escasso e disperso. Consiste em 126 fragmentos desconexos. Destes, pelo menos cinco se aplicam ao trabalho. São três constatações e duas reflexões que, passados 2.500 anos desde sua morte, parecem estranhamente contemporâneas.

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