epistemologia

Heurística – A Cabala e o déficit de significado.

Epistemologia.

Dutch Oil on wood painting of Fool 16th Century at AuctionAo lermos e exploramos o mundo pelo caminho descarnado da Internet, nos dispensamos de o interpretar. Acrônica e acromática, a linguagem da Web convence por ser imediatamente inteligível. É facilmente aceita porque não implica em nenhum significado a ser descoberto. São palavras, símbolos e ícones parqueados para que possam ser colhidos e excretados quando conveniente.

O rebaixamento de nível no processo de decodificação fez com que, em apenas duas décadas, muitos de nós abandonássemos a aspiração milenar de sermos interpretes de nós mesmos para sermos pacientes da experiência equalizada dos outros. Rastreáveis, nos inscrevemos na crônica da manada. (mais…)

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Mântica heurística – hermenêutica.

Epistemologia.

A necessidade de crer supera o desejo de saber. Nisto reside a fortuna da mântica, a disciplina heurística da antevisão.

A mântica tem duas vertentes: a divinatória e a interpretativa. A mântica de Apolo e a mântica de Hermes. Tratamos da primeira anteriormente. Agora examinaremos a face hermenêutica da segunda. A que se ocupa do deciframento e da signalética.

A previsão hermenêutica é aplicada às experiências simbólicas, aos ensaios com fármacos, à medição das marés, ao movimento dos astros e às estatísticas. Articula os saberes por comparação de semelhanças, regularidades e permanências. Opera no nível da magia (astromancia, nigromancia, etc.), e no nível da razão (o estudo da reação dos animais na prevenção de catástrofes, os cálculos de possibilidades). (mais…)

Pierre Bourdieu: a teoria na prática.

Epistemologia.

Este artigo apresenta um programa para aplicação da forma de investigar de Pierre Bourdieu às pesquisas em ciências humanas e sociais. A partir da exposição sobre as suas fontes e práticas epistemológicas, o artigo discute o sistema de conceitos que Bourdieu utiliza e desenvolve um roteiro genérico de pesquisa baseado nas suas investigações.

Conclui com um resumo das críticas às suas concepções e uma apresentação sintética do seu legado.

Clique aqui para ler o texto na íntegra e aqui para baixar o Caderno de Campo gratuitamente.

UTILIZE E CITE A FONTE.

Pesquisadores querem padrões mais altos em resultados científicos para evitar falsos positivos.

Epistemologia & Notícias.

Deu no Gizmodo por Ryan F. Mandelbaum:

“Ciência” pode significar algo maluco para você, como novos tratamentos inovadores, novos animais incríveis, explosões no espaço ou alguma química maluca. Mas, em sua essência, a ciência nada mais é do que o descarte de hipóteses baseado em evidências. Um novo debate agora está pegando fogo, sobre um dos conceitos importantes da ciência: como decidimos o que constitui um resultado positivo.

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Trabalho – o olhar especulativo.

Epistemologia & Método.

Immanuel Kant escreveu que a ciência – ao demonstrar as mentiras da metafísica e a irracionalidade dos mitos das sociedades tradicionais – nos fez “sair da minoridade”.

Tentando se comportar como adultos, os próceres dos conhecimentos sobre o trabalho caíram no engodo adolescente de copiar as epistemologias e os métodos dos saberes naturais. (mais…)

Heurística – Fantasia, o triunfo de Averróis.

Epistemologia.

No sexto volume do Kulliyat, Averróis (Córdoba, 1126 – Marraquexe, 1198) descreveu propriedades medicinais que só foram redescobertas oito séculos depois de sua morte. Há um tópico sobre as virtudes do azeite feito de “azeitonas puras e não fervidas” cuja descrição é idêntica a das publicações contemporâneas.

Isto foi possível graças à “phantasia”, uma habilidade de produção de descobertas perdida, que hoje se procura recuperar.

As fantasias são apresentações em potência de ideais e imagens sem precedentes. Diferem da imaginação, que é estéril, capaz unicamente de combinações extrínsecas. A fantasia é inteiramente intrínseca e particular. (mais…)

Mântica heurística – Divinatória.

Epistemologia & Método.

Que a profecia, a adivinhação, o pressentimento e as demais categorias de impressionismo heurístico carecem de aceitação científica, é um fato. Que seguem sendo praticados nos laboratórios e nos centros de pesquisa, não resta dúvidas.

O recurso à adivinhação não é, como pode parecer, um ato estranho à busca do conhecimento. Houve, ou ainda há, uma disciplina capaz de prever o futuro: a mântica (gr. Mantiké téchnē, de mantikós,ê,ón, adivinho).

A mântica se divide em dois ramos: a de inspiração divinatória e a do deciframento dos signos. Na da adivinhação, a mântica de Apolo, a alma dos deuses se apossa do sujeito e fala por sua boca, como acontece no sonho ou na possessão. Na outra mântica, a de Hermes, existem duas vertentes. Na vertente profética o futuro é antecipado pela inspiração ou pela intuição. Na vertente interpretativa o futuro é conhecido pela decifração de signos, como o voo dos pássaros, a leitura dos fígados de bois, a quiromancia, etc.

Trataremos aqui da primeira: a mântica espiritual, divina ou de Apolo, que se ocupa dos presságios e dos vaticínios. (mais…)

Heurística – Conceito.

Epistemologia & Método.

A heurística é a disciplina que se ocupa da descoberta dos fenômenos. Diz respeito ao encontrar, ao dar-se conta. Trata do que alguns psicólogos (e os adolescentes) denominam de “momento do aha!”.

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Derrida: trabalho & “différance”.

Trabalho & Epistemologia.

focus face optical illusionO termo  différance (um homófono à différence) foi cunhado por Jacques Derrida (1930, El-Biar, Argélia; 2004, Paris). Significa a resultante da operação de “fazer diferir”, na tripla acepção de distinguir, de postergar e de discordar.

A  différance não é um conceito, mas a forma de fazer surgir um conceito. A técnica consiste em expor a fragilidade dos atos de fala. Aplicado ao conceito “nação”, por exemplo, evidencia imediatamente a distância entre o entendimento de nação-política, daquele de nação-cultura. Do que se trata, afinal, quando dizemos, ou quando nos dizem “a nação espera que…”, a “nação está ameaçada por…”? (mais…)

O que é compreender?

Epistemologia & Método.

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A epistemologia deve muito ao filósofo alemão Wilhelm Dilthey (1833 – 1911) que procurou fundamentar o que batizou de “ciências do espírito” para explicar a vida e a sociedade. Foi Dilthey quem rompeu os laços que prendiam ao kantianismo, ao demonstrar que as verdades têm uma história e que o sentido do mundo e de si mesmo é dado e mudado pelo homem na sua trajetória pela vida.

Atônito ante a inépcia dos seus contemporâneos, Dilthey recuperou o pensamento filosófico desde o Renascimento, e aplicou um arsenal inteiramente renovado de conceitos ao conhecimento do humano. O conceito que mais influência exerceu e exerce é o do verbo “compreender”. (mais…)

Tente outra vez.

Almanaque & Epistemologia.

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UTILIZE E CITE A FONTE.
Beckett, Samuel(1984). Worstward Ho. New York. Grove Press.


O filósofo e maman.

Epistemologia & Método.

Francoise.jpgNo Domingo de Ramos de 1728, fugindo do duro sistema de ensino a que era submetido na sua Genebra natal, Jean-Jacques Rousseau, foi acolhido pela baronesa Françoise-Louise de Warens, que à época, por razões não muito claras, auxiliava o padre Monsieur de Pontverre na conversão de jovens protestantes.

Os três anos que passou na maison de Charmettes, na Savoia, usufruindo os favores de Mme. de Warens, a quem Jean-Jacques traçava amavelmente – ela com 29 anos, ele com 16 – e a quem, freudianamente, chamava de “maman”, foram os da sua conversão, os de seu adestramento existencial e os da sua formação filosófica. (mais…)

Epistemologia conta.

Notícias & Almanaque

f39c4fa88330e058094aa3f550848cf65c1c6f91“Nem tudo o que pode ser contado conta, e nem tudo que conta pode ser contado.”

Esta frase, atribuída a Einstein, tem circulado nos círculos de crítica à epistemologia vigente. É um ponto verdadeiro, mas nunca foi dito por Einstein. Figura em um livro do sociólogo William Bruce Cameron:

“It would be nice if all of the data which sociologists require could be enumerated because then we could run them through IBM machines and draw charts as the economists do. However, not everything that can be counted counts, and not everything that counts can be counted.”

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Cameron, William Bruce (1963). Informal Sociology: A Casual Introduction to Sociological Thinking. London. Random House Publishing.

Epistemologia.

Notícias & Almanaque

machado

As pesquisas veiculadas pelas revistas acadêmicas observam estritamente as metodologias consagradas. A dificuldade é que grande parte delas se orienta no sentido fulgencida.

De acordo com o relato de Machado de Assis, o Dr. Fulgêncio, quem estudou longamente a anatomia dos olhos para verificar se eles realmente podiam ver, teria concluído, em definitivo, que sim.

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Assis, Machado de (1997). Ex. Cathedra, in Histórias sem data (1884) – Obra Completa vol 2, pag. 337. Rio de Janeiro. Editora Nova Aguilar S.A.

A mentira empiricamente demonstrada.

Epistemologia & Método

QuineEste texto que você lê agora não é um texto. Ou melhor, talvez seja, mas não há meio de provar que é.

Não resta dúvida que aí existem letras, palavras, frases, etc. que se destacam sobre um fundo contrastante. É perfeitamente possível medir sob diversos ângulos seus signos e seu conteúdo, tanto em observação direta como com a ajuda de aparelhos, de estatísticas,  de ….. Pode-se confirmar a observação adotando critérios rigorosos, fazendo controlar o experimento por pesquisadores independentes e se chegar à conclusão de que se trata efetivamente de um texto. Mas uma conclusão não é uma prova.

Como garantir cientificamente que os aparelhos funcionam bem? Que a amostragem é universalmente válida? Que os signos sobre o fundo fazem sentido? A incômoda verdade é que não será jamais possível provar de forma absoluta por uma experiência um fato simples como “isto que vejo diante de mim é um texto”. A prova demandaria uma cascata interminável de pressupostos e hipóteses sobre o que vem a ser uma letra, como as letras representam fonemas, como as juntando formam palavras, sobre o que é uma mensuração válida, sobre o qual o sentido do que se lê, sobre qual o sentido da palavra “sentido”, ….

No já distante ano de 1951, Willard Van Orman Quine (1908 – 2000) filósofo e matemático de Harvard, demonstrou – e não pode ser contestado – que a inferência empírica – esta mesma que as revistas ditas “acadêmicas” exigem – é dogmática. Evidenciou que a “comprovação com base em dados e fatos” não passa de uma crença. Não necessariamente uma crença ingênua, como a crença em Papai Noel. Mas, de qualquer modo em uma crença indemonstrável, como a crença na existência de um Deus.

O artigo de Quine, intitulado  “Os dois dogmas do empirismo”, removeu o verniz de “certeza”, de “absoluto”, de “universal”, de “provado”, que escondia a falácia da epistemologia empirista. Demonstrou que a “verdade empírica” e “verdade analítica” são empíricas e analíticas, mas não são verdades.

O primeiro dos dogmas que Quine aborda é o da crença generalizada de que existem verdades provadas pela experiência. Como vimos, mesmo os fatos mais banais, para serem provados dependem de séries de hipóteses e pressupostos implícitos que regressam ao infinito. O elementarismo, a posição do “positivismo lógico” segundo o qual uma hipótese isolada pode corresponder a um fato isolado, é falso, e é falso no marco do critério da própria epistemologia positivista. A infinitude, por definição, não “está posta”.

O segundo dos dogmas é o do “empirismo lógico”, oriundo do festejado Círculo de Viena. É a posição de que existem “verdades analíticas” extraídas da divisão de um conhecimento em partes, e de que existem “verdades sintéticas”, extraídas da associação de elementos disparatados para formar um novo conhecimento verdadeiro. Quine argumentou que as verdades analíticas ou bem são tautológicas (A=B ᴧ B=A) ou bem dependem de fatos, e os fatos, já vimos, não se provam. Já as verdades sintéticas ou bem dependem das analíticas – isto é, de tautologias ou de fatos não prováveis – ou bem são puramente lógicas, o que não as faz verdadeiras. Por exemplo, o princípio da não contradição que rege a lógica desde a Antiguidade (uma coisas não pode ser e não ser ao mesmo tempo), não é verdadeiro no campo da mecânica quântica, que admite que uma partícula pode, simultaneamente, ser e não ser.

O certo é que o salto entre os juízos sintéticos e os juízos analíticos se funda unicamente na necessidade de isolar o que há de convencional, de arbitrário nos juízos testáveis. É apenas outro artigo de fé. Além disto, a analiticidade não é suficiente para justificar – nos seus próprios termos – a lógica e a matemática como conhecimentos a priori. É dogmática no sentido de que uma afirmação do tipo “todos os solteiros não estão casados” não é verdadeira não só porque supõe uma sinonímia perfeita entre “solteiro” e “não casado” (que, obviamente, inclui os viúvos e os divorciados), mas porque requer uma definição do que vem a ser solteiro, não casado, todos, …. O mesmo ocorre em afirmações correntes nas pesquisas ditas científicas. Por exemplo afirmar “todos os empregados no setor A são morenos, e nenhum moreno trabalha em outro setor”, torna moreno logicamente idêntico (≡) a empregado no setor A, (os empregados nos outros setores seriam sinônimo de quê? De louro, de careca, de ruivo?) o que não faz sentido.

Quine, ou como era chamado pelos amigos, “Van”, foi um sujeito simpático. Usava uma boina basca para cobrir a careca. Ouvia a todos com paciência, mas não arredava pé da lógica. Por estranho que possa parecer, jamais abandonou o empirismo e os estímulos sensoriais como base de conhecimento. Só que cultivou um empirismo sem dogmas – o holismo -, que admite diversas explicações como verdadeiras e igualmente satisfatórias. O holismo é regido pelo principio de que não há verdades estanques, porque uma alteração no quadro geral provoca reposicionamentos que ecoam no discurso de toda ciência. 

Depois de Quine, os métodos empiristas baseados no critério da verificação, que desconsideram as linguagens e as teorias na atribuição dos significados e das significações, perderam adeptos, decaíram. Lamentavelmente, a epistemologia empirista vulgar – particularmente o quantitativismo trivial e o positivismo barato – continua infestando as mentes e corações. Mais os corações do que as mentes, diga-se.

O consolo é que, apesar insistência programática dos dinossauros acadêmicos, nada anulará o fato de que Quine, morto em 2000, seguirá alertando para a fragilidade do positivismo prêt-à-porter. Queiram ou não, o velho com a boina continuará sendo o espírito que previne sobre o desperdício de tempo e de talento de gente que se dedica à pesquisa “publicável”, talvez como você, que lê este texto. Se é que o lê, se é que isto diante dos seus olhos é mesmo um texto.

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Quine, Willard Van Orman (2011). De um ponto de vista lógico. Nove ensaios lógico-filosóficos (incluindo “Dois dogmas do empirismo”). Tradução de Antonio Ianni Segatto. São Paulo. Unesp.
Quine, Willard Van Orman (2010). Palavra e objeto. Tradução de Sofia Inês Albornoz Stein e Desidério Murcho. Petrópolis, RJ: Vozes.

Revogação de Processos Médicos

Notícias & Almanaque

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A Revista Época desta semana (nº917) traz um artigo relatando que 40% das técnicas consagradas pela ciência médica são/serão revogadas em algum momento.

A notícia não surpreende. As meta-análises mostram que erros de procedimento (metodológicos), de aplicabilidade e confiabilidade (epistemológicos) e, principalmente, de fundamentação (gnosiológicos) são frequentes em todas as áreas do conhecimento.

Uma clicada no Google Acadêmico e se obtém números espantosos. Na área médica, que afeta diretamente todos nós, os erros, fraudes e inocuidades ultrapassam a metade nas pesquisas. O que dizer dos equívocos e trapaças nas ciências mais ordinárias, que não têm o costume de documentá-los?

O fragmento XXXIII de algumas edições de Heráclito diz: “Apolo, cujo oráculo se encontra em Delfos, não declara nem oculta. Dá indícios”. Em outras edições o conteúdo do fragmento é diferente. Vê-se que mesmo as epistemologias das disciplinas mais altas, como as que buscam conhecer os fundamentos do pensamento ocidental, dissentem entre si, enganam-se.

A consciência dos descaminhos epistemológicos e a debilidade das formas de conhecer integram o saber acumulado desde a Antiguidade. Por isto, os filósofos, os matemáticos, os físicos estranham a arrogância das epistemologias de áreas de conhecimento infantes, como a economia, a sociologia, a administração.

Não se sabe com certeza o porquê da aversão que ocorre nestes campos em admitir a fragilidade e a prevalência do erro em processos investigativos. O oráculo em Delfos está inativo. As entidades que o substituíram seguem nada declarando, nada ocultando. Mas dão indícios de que a vasta ignorância e o rude interesse econômico são diretamente proporcionais à soberba das pessoas e instituições que ali se dedicam a pesquisar.

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A medida da felicidade

Epistemologia & Método

Happiness-hot-air-balloon-590x393Uma constelação de intelectos de primeira categoria, que inclui Karl Krauss, Wittgenstein, Heidegger e Canetti, recusou in limine primo a teoria psicanalítica[1].

A rejeição decorre da fragilidade da teoria, não da epistemologia adotada por Freud.

Os materiais de prova de que Freud dispunha – os sonhos, os atos de fala, os gestos – correspondem à Europa judaica, classe média, fin-de-siècle de uma estreiteza quase absurda. Eram incompletos, inconsistentes. Caducaram. Ainda assim, Freud extraiu deles um método analítico de grande alcance e seriedade. Uma epistemologia que leva em conta marcadores e não escalas, comutações (presente / ausente), e não medidas.

Freud teria sido infantil se quisesse graduar uma pulsão, um desejo, um sentimento. Soube evitar a tolice para a qual resvalaram as ciências sócio-humanas. Estas disciplinas servem-se da tèchnè, das tradições e das ilusões em partes iguais; recorrem mais aos sentimentos, aos expedientes, à imaginação, do que à razão lógica. Parodiam a Ciência, que tomam como referencia absoluta, então se tornam um pastiche, um feixe mal amarrado de crendices e técnicas numéricas desconexas[2].

É preciso desfaçatez, uma visão simplória do mundo ou um transtorno psicanalítico para aceitar que unidades escalares meçam universalmente contínuos – como a riqueza e a felicidade – e definam em graus os limites que separam a miséria da vida modesta, a indiferença da exaltação delirante.

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[1] Steiner, George (2012) Tigres no espelho e outros textos da revista The New Yorker. Trad. Denise Bottmann. São Paulo. Globo
[2] Enriquez, Eugène (2013) A vida como tempo da experiência sempre inacabada, in Adauto Novaes (org.). Mutações: o futuro não é mais o que era; São Paulo; Edições SESC SP.