NOTAS: Artigo – O Golen laborioso.

Notas.

Sobreviver ao TrabalhoNesse artigo apresentamos e discutimos os principais traços da mentalidade de golem como meio de sobrevivência nas organizações contemporâneas. Após algumas observações introdutórias, particularmente sobre o tema da alienação, os conceitos de mentalidade de golem e da sua adequação às formas contemporâneas de produção são desenvolvidos com base nos resultados de pesquisas acadêmicas. Essas pesquisas sugerem que a atitude próxima a dos escravos, mais do que um processo de adequação, é uma disposição ou mentalidade que permite aos trabalhadores sobreviverem às pressões do sistema.

The purpose of this article is to present and discuss the main traits of golem’s mentality as way to survive in contemporary organizations. After some introductory remarks, particularly on alienation, the concepts of golem’s mentality and of its suitability to contemporary economic way of production are developed on the basis of the results of academic surveys and studies. It is suggested that slave analogous attitude are not the result of causal adequacy, but a usual disposition or mentality that enables workers get through system pressures.

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UTILIZE E CITE A FONTE.
CHERQUES, H. R. T.. O Golen laborioso. O&S. Organizações & Sociedade, v. 9, p. 143-163, 2002.

 

TRABALHO: O pêndulo dialético – o senhor, o escravo e o trabalho digital.

Trabalho.

Recordemos o argumento de Hegel.

De um lado, temos o senhor, o mestre, o proprietário, … De outro, o escravo, o servo, o trabalhador, …

Um depende do outro. O senhor para subsistir material, social e psiquicamente; o escravo para continuar existindo materialmente. Nem o domínio do senhor é completo: não subjuga a consciência do escravo; nem o domínio do escravo é completo: está sempre em face da possibilidade do castigo e da morte.

Pawel Kuczynski

A autoconservação funda a estratégia tanto de um como de outro. O trabalho do escravo nutre as duas personalidades. Sem o trabalho ambos deixarão de ser.

O duelo não é só pela sobrevivência. É, principalmente, pela identidade.

A disputa é incessante. Mas, não pode ser consumada porque sem o trabalho do escravo não há progresso social.

Esta tensão pôs em marcha os ideais do comunismo e do liberalismo econômico. É a insolubilidade do confronto que alimenta o sentimento mais despótico do socialismo autoritário e o sentimento mais egoísta do capitalismo sem peias.

Ambos os regimes são centrados na interdição de o escravo tornar-se o senhor da sua vida.

A esperança é de que, à medida em que a automação avance, o poder dinâmico sobre o trabalho rescinda. Com a cessação do embate, o pêndulo dialético tenderia a estancar.

UTILIZE E CITE A FONTE.
Hegel, Georg Wilhelm Friedrich (1992). Fenomenologia do espírito. Tradução de Paulo Menezes. Petrópolis. Vozes.

Escravo

Notícias & Almanaque.

“Todo aquele que não dispõe de dois terços do dia para ele mesmo é um escravo.”

Friedrich Nietzsche

Nietzsche, Friedrich (2005) Humain, trop humain, I, 283, in, Oeuvres Complètes, 24 Titres Annotés. Arvensa Éditons. [EBook Kindle]