esforço produtivo

Mauss – A dívida e a dádiva

Trabalho.

O ano de 2001 passou. As odisseias interplanetárias não ocorreram. O ano 1020 da Federação Galáctica não  se sabe quando ocorrerá. Ambas as datas têm em comum o fato de que no irrealizado mundo de Arthur Clarke e na colossal trilogia “Fundação”, de Isaac Asimov, os personagens viveriam do seu trabalho.

Por que esta falta de imaginação? Por que a nossa fantasia não pode conceber um mundo em que o trabalho não exista?

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Pieper: o trabalho apropriado.

Trabalho & Filosofia.

No emaranhado de conceitos com que se pretende descrever a universalidade do fenômeno do trabalho há um sem número de incongruências, de lapsos, de imperfeições.

O trabalho é esforço produtivo? Mas um bancário produz exatamente o quê? O trabalho é esforço remunerado? Mas o que dizer do trabalho da dona de casa, ou do trabalho voluntário? E, afinal, o que o trabalho do bancário, da dona de casa, e do voluntário têm em comum entre si e com o trabalho do policial ou o do artesão? O trabalho de quem produz para si e para os seus é o mesmo trabalho de quem produz para os outros, para o governo, para a empresa, para o sistema? O trabalho do comerciante é igual ao trabalho do pedreiro, que produz a casa em que não vai morar? (mais…)

Santo Agostinho: o futuro do trabalho.

Trabalho & Produtividade.

Foto: Santo Agostinho criou uma filosofia que deu suporte racional ao cristianismo

As profecias sobre o trabalho atrelam-se às lembranças míticas e às expectativas idílicas. Sabemos que o trabalho será diferente no futuro. E no entanto nos aferramos ao passado imediato e ao presente para figurar o porvir do trabalho. É um contrassenso. Ainda que, por hipótese, nós, os humanos, permanecêssemos inalterados como indivíduos e como grupos, as relações que determinam a posição do trabalho no mundo da vida se modificariam, porque, como disse Sto. Agostinho, “… o tempo é feito da mudança das coisas, de variações e transformações das formas …” (Confissões, L. XII, 8)

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Precessão do Trabalho

CATEGORIA PT

Sobreviver ao trabalhoO termo revolução foi cunhado no Renascimento. Pertencia ao léxico da geometria, adotado para descrever a rotação completa de um cilindro ao redor do seu eixo. Logo migrou para a astronomia, significando o movimento contorcido das estrelas. Foi apenas no final do século XVI, quando as velhas estruturas políticas da Idade Média ruíram, que o termo assumiu um uso metafórico para descrever mudanças radicais e repentinas na sociedade e na política.

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O conceito original de rotação completa sobre um eixo real ou imaginário não se aplica ao que hoje assistimos acontecer ao trabalho. Não há somente uma rotação em volta do eixo produção-subsistência, mas uma precessão, um deslocamento das polaridades anteriores para a do consumo-inclusão. Nem o trabalho humano tem o mesmo papel que teve na geração dos bens, nem a subsistência material depende como dependeu do esforço produtivo.

Heráclito de Éfeso: o trabalho que flui

Perplexidades & Filosofia.

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Heráclito de Éfeso, denominado o Obscuro, filósofo da contradição, do fogo, e da fluidez, nascido em 535 AC e falecido em 475 AC, dedicou-se a saber como o homem se posiciona na luta entre o ser e o dever, entre o ente e o ideal. Seguiu um caminho difícil: o da busca do conhecimento pela auto-observação, pela consciência do eu: “procurei-me a mim mesmo”, reza um dos fragmentos, o 101, que constituem o seu legado.

Heráclito teve consciência de que havia descoberto algo novo. Em vão depositou seu livro no famoso templo de Diana (na Grécia clássica os templos serviam como bancos). Tudo se perdeu. O que dele chegou até nós é escasso e disperso. Consiste em 126 fragmentos desconexos. Destes, pelo menos cinco se aplicam ao trabalho. São três constatações e duas reflexões que, passados 2.500 anos desde sua morte, parecem estranhamente contemporâneas.

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