estruturalismo

Pierre Bourdieu: a teoria na prática.

Epistemologia.

Este artigo apresenta um programa para aplicação da forma de investigar de Pierre Bourdieu às pesquisas em ciências humanas e sociais. A partir da exposição sobre as suas fontes e práticas epistemológicas, o artigo discute o sistema de conceitos que Bourdieu utiliza e desenvolve um roteiro genérico de pesquisa baseado nas suas investigações.

Conclui com um resumo das críticas às suas concepções e uma apresentação sintética do seu legado.

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O Trabalho Individualizado: uma discussão estruturalista da aplicação da categoria da dádiva de Marcel Mauss nas relações organizacionais.

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Métodos Estruturalistas

Neste artigo, procuramos estabelecer um paralelo entre a categoria da dádiva, tal como definida por Marcel Mauss, e as estruturas relacionais do trabalho. Com base em pesquisa realizada junto a 122 organizações publicas e privadas, de diversos setores da economia, pudemos identificar: i) a superação da estrutura do trabalho em equipe (teamwork) e ii) a prevalência de uma estrutura que privilegia o trabalho individualizado.  A partir desta constatação, discutimos a possibilidade de que o sistema de compra-venda do trabalho fragmentado esteja sendo substituído pelo sistema da dádiva-reconhecimento do trabalho individualizado.

A pesquisa cujos resultados são comentados neste texto indica que este movimento não é fruto de uma evolução ou de uma circunstância momentânea, mas de uma mutação. Na tentativa de sobreviver às pressões do mercado, as organizações se encontraram na contingência de impor uma mudança radical na gestão de seus ativos. Como decorrência, a maneira como os recursos humanos são contratados, utilizados e descartados se alterou. A forma estrutural do trabalho-mercadoria vendido fragmentariamente se viu substituída pela estrutura em que o resultado do trabalho em lotes e frações integrais é transacionado contra recompensas que transcendem a simples remuneração.

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Baudrillard: Trabalho e Hiper-realidade

CATEGORIA PT

guillemcifre

Jean Baudrillard (Reims, 27 de julho de 1929 – Paris, 6 de março de 2007), sociólogo, poeta, fotógrafo e filósofo francês, jamais foi um acadêmico. Não passou no exame da agrégation (para o cargo de professor secundário), nem teve cargo universitário. Foi estruturalista, adaptando o estruturalismo para compreender o limite entre o real e a imaginação. Dedicou-se ao estudo do impacto das mídias e da tecnologia na vida contemporânea. Sem se importar com as críticas ao seu modo de se expressar e aos conceitos que inventou, procurou demonstrar como a cultura da atualidade é fruto de uma realidade construída, a “hiper-realidade”. Questionou a dominação imposta pelos sistemas de signos, o “valor simbólico”, que substituiu o valor de troca e o valor de uso como matrizes da economia e da sociedade.

Baudrillard é base inconfessada de grande parte do pensamento contemporâneo e de obras de arte em muitos campos, como o dos filmes Matrix (este declaradamente). Neste ensaio, sintetizo a sua posição sobre o trabalho. Examino como, a partir do conceito de sociedade de consumo, Baudrillard evidencia a obsolescência das visões econômicas, sociológicas e psicanalíticas, descrevendo o trabalho enquanto parte essencial da racionalidade do simulacro, na qual o esforço produtivo foi substituído pelos códigos da hiper-realidade.

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Conceitos operacionais em Pierre Bourdieu

Epistemologia & Método

O ponto de partida da sóciofilosofia de Pierre Bourdieu é o de que, na construção do objeto investigado, é preciso separar as categorias que pré-organizam o mundo social e que se fazem esquecer por sua evidência. O que significa levar à campo conceitos sistêmicos, ideias que pressupõem uma referência permanente ao sistema completo das suas inter-relações, noções que estão referidos a uma teoria.

Os conceitos primários formulados e aperfeiçoados por Bourdieu são o de ‘habitus’ e o de ‘campo’. A estes se agregam outros, secundários, mas nem por isto menos importantes, e que formam a rede de interações que orienta a sociologia relacional, a explicação, a partir de uma análise, em geral fundada em estatísticas, das relações internas do objeto social. A teoria do ‘habitus’ e a teoria do campo são entrelaçadas. Uma é o meio e a consequência da outra.

O texto completo está no livro Métodos Estruturalistas.

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