ética

A reestruturação moral.

Ética.

Existe um ponto de fervura na dinâmica social em que toda a credibilidade evapora, como existe um ponto de condensação na ética em que toda crendice congela.

O descrédito e o moralismo só se resolvem quando postos em face de uma mudança estrutural, isto é, de exclusão ou da inclusão de elementos críticos no instituído.

A exclusão é um efeito, não uma causa. Tem o vezo da desolação (deixar só), de não mais se pertencer a. Nas sociedades ocidentais se excluem os miseráveis, os doentes, os velhos, os dissidentes, os insurgentes, os criativos. Não se excluem os tirânicos, os cordatos, os neuróticos, os explorados, os idiotas, os insolventes. (mais…)

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Fontes da filosofia moral – John Dewey e o Pragmatismo.

Ética & Valores.

John Dewey (1859-1952), o mais influente pensador norte americano na primeira metade do século passado, entendeu a filosofia como método para resolver problemas morais.

Foi adepto do pragmatismo – a convicção de que o agir é moralmente justificável se, e somente se, for útil ao propósito de tornar a vida mais razoável.

Dewey deixou como legado à contemporaneidade:

  • O conceito de valorização como expressão de um comportamento aprendido que se tornou habitual, e a decorrente distinção entre os atos de atribuir valor e o de avaliar,
  • A equalização entre o justo e o social, isto é, a ideia de que devemos avaliar de acordo com as obrigações que temos para com os outros, e de que, portanto, a ética deve se centrar na busca do que é útil a um futuro desejável para todos os seres humanos.

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Isomoralidade: A pasteurização das condutas.

Ética & Trabalho.

A maioria dos estudos sobre a ética laboral tem como referência as sociedades WEIRD (Western, Educated, Industrialized, Rich & Democratic). O servilismo entranhado no management tupiniquim entende estas comunidades como universais e antigas. Mas elas são particulares e recentes.

Na forma que as ciências sócio-humanas estabelecidas a reconhece e estuda, a ética trabalhista é aberrante. Aplicar suas categorias às sociedades divergentes é mais do que um erro, é uma insanidade. (mais…)

Fontes da filosofia moral: Max Scheler

Ética & Filosofia

Max Ferdinand Scheler (1874, Munique – 1928, Frankfurt) procurou corrigir as antigas e frágeis concepções do bem e do dever. No processo, construiu uma teoria universal dos valores e das normas.

Legou à reflexão moral contemporânea as ideias: i) de que a questão da ética é subordinada à dos valores em geral e, ii) de que os valores podem ser objeto de uma intuição imediata, oferecida pela via da emoção. (mais…)

Ética e o futuro

Notícias & Almanaque.

Deu no The Guardian, sobre Yuval Noah Harari, historiador.

I think morality is more important than ever before. As we gain more power, the question of what we do with it becomes more and more crucial, and we are very close to really having divine powers of creation and destruction. The future of the entire ecological system and the future of the whole of life is really now in our hands. And what to do with it is an ethical question and also a scientific question.

So, to give just an example: what happens if several pedestrians jump in front of a self-driving car and it has to choose between killing, say, five pedestrians or swerving to the side and killing its owner? Now you have engineers producing the self-driving cars and they need to get an answer to this question. So, I don’t see any reason to think that AI or bioengineering will make morality any less relevant than before.

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UTILIZE E CITE A FONTE.

Fontes de filosofia moral: G.E. Moore.

Ética & Filosofia.

Edward George Moore BBC Your Paintings George Edward Moore 18731958Na obra Principia Ethica, George Edward Moore (1873 – 1958) demonstrou a constância de uma “falácia naturalista” na filosofia moral:  a pretensão de analisar e de definir o “bem”, um termo abstrato, claramente inanalisável e indefinível.

Moore, professor em Cambridge, mostrou que o “estupor filosófico”, não estava dirigido ao mundo, mas a filosofia mesma. Frases incômodas como:  “cada coisa é aquilo que é, e nada mais”, marcaram o pensamento analítico, então nascente. Questionamentos do tipo: “se o tempo não existe, como sustentam, como posso dizer que almocei antes do jantar?”, conduziram a filosofia não para um retorno ao realismo, como muitos temiam, mas ao mundo real. (mais…)

Fontes da filosofia moral: Henry Sidgwick.

Ética & Filosofia.

Na obra Os métodos da ética, de Henry Sidgwick (1838; 1900), figuram duas constatações que informam a filosofia moral contemporânea:

1. os procedimentos racionais de determinação do justo, e o julgado habitualmente correto são heterogêneos;

2. a busca da felicidade própria e a busca da felicidade alheia, as duas fontes tradicionais da moral, não convergem naturalmente. (mais…)

A ética de si – orientação moral em uma sociedade mutante.

Ética & Credibilidade.

robotsDiversas perspectivas – como as de Sartre[1], de Cavell[2] e de Foucault[3] –  postulam o auto aperfeiçoamento moral como caminho de ajustamento às situações e significados no mundo contemporâneo.

Conciliadas sob a denominação genérica de “éticas de si”[4], estas formas de ver são desdobramentos da proposição de Heidegger[5], da responsabilidade que temos sobre a nossa própria existência.

O seu ponto de partida é a constatação da inevitabilidade da perda dos valores referenciais. O deslocamento do padrão moral como algo que ocorreu e que continuará ocorrendo aceleradamente face à metamorfose das instituições sociais, econômicas, políticas. (mais…)

O que é um valor?

Perplexidades & Filosofia

Conceitos & DefiniçõesValor é um bem subjetivo. Tanto no sentido abstrato, de ter valor, como no sentido concreto, de ser um valor, o termo designa um atributo das coisas que consiste em merecerem mais ou menos estima por um individuo ou por um grupo (serem desejadas), ou que consiste em satisfazerem certo fim ou interesse (serem úteis).

O valor não tem substância. É um objeto autônomo das realidades existentes. Não se pode ver o belo, mas podemos qualificar uma coisa de bela, ou de nociva, ou de boa, ou de cara …

O termo ‘valor’ tem origem econômica nos mercados da Grécia arcaica. A palavra grega para valor – áksios,a,on, – conota o bem, tangível ou não, que merece o preço que se paga por ele. A partir da Antiguidade, o conceito de valor percorre um longo caminho. Para os sofistas era uma apreciação relativa, expressa no dito de Protágoras de que “o homem é a medida de todas as coisas”.

Já Platão – contra a concepção dos sofistas de que os valores são conferidos pelos homens – sustentou que o valor deriva de uma apreciação absoluta. Tem valor o que é – em si – bom, belo, justo e verdadeiro.

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20% dos executivos tem desvio de conduta

CATEGORIA NT

Notícia divulgada pela Associação Brasileira de Recursos Humanos aponta que 20% dos executivos tem desvio de conduta moral e ética.

ethicsSegundo estudo da HSD Consultoria em RH, cerca de 20% dos executivos avaliados possuem desvios de conduta, com potencial risco para prejuízos financeiros. A amostragem de cerca de 5 mil avaliações traz dados alarmantes: os principais problemas levantados são desvio de conduta moral e ética, maquiagem de resultados e priorização dos interesses pessoais.

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Organização Internacional do Trabalho

CATEGORIA FDILO

A Organização Internacional do Trabalho (OIT, ILO, BIT) fornece informações e análises sobre promoção do emprego, ética do trabalho (especialmente sobre exploração do trabalho infantil, sobretrabalho, condição feminina e portadores de condições especiais), legislação trabalhista, deslocamentos (labor migration), empregabilidade e salários. As resenhas de publicações sobre o trabalho são abrangentes e atualizadas.

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Vícios e virtudes

Trabalho & Produtividade

Quadro relacional para próxima edição de “Ética para Executivos“.

O que se denomina “alteração ou perda do referencial” ético reflete o fato de que os vícios a serem evitados e as virtudes a serem cultivadas são diferentes em circunstâncias e épocas diversas.

O acervo aqui apresentado é a base referencial das Pesquisas “Ética nas organizações brasileiras – EBAPE/FGV” e “Le management latin – ECP/Paris”.

Microsoft Word - Virtudes e viícios.docx

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John Rawls: a economia moral da justiça.

Trabalho & Produtividade

Neste texto descrevo como o filósofo norte-americano John Rawls reformulou o pensamento moral contemporâneo, ao propor a subordinação da ética à justiça. Resumo a defesa que apresentou para uma moral fundada em um pacto que compensasse, sem tentar anulá-las, as assimetrias econômico-sociais do mundo em que vivemos. Concluo com uma discussão sobre as dificuldades teóricas que encontrou para absorver o pluralismo cultural, filosófico, político e religioso do Ocidente.

Artigo publicado no Vol. 26 N 3 da revista Sociedade e Estado.
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Moral Development in Organizations

Notícias & Almanaque

Desenvolvimento Moral nas Organizações: Estudo Comparativo entre Brasil e Portugal

de Hermano Roberto Thiry-Cherques, Roberto da Costa Pimenta e Elaine Maria Tavares Rodrigues
artigo publicado na Revista ADM.MADE.

Examinamos os principais condicionantes éticos relativos à percepção do desenvolvimento moral no nível gerencial das organizações. O objetivo é apresentar uma classificação do nível de desenvolvimento moral em organizações brasileiras e portuguesas, como uma matriz de relações que compara móbeis declarados e modalidades de ações. Baseada em dados obtidos em organizações brasileiras e portuguesas e a partir da análise interpretativa conduzida, a pesquisa revelou que as organizações brasileiras apresentam um nível de desenvolvimento moral entre pré-convencional e convencional e as portuguesas apresentam um nível de desenvolvimento moral entre convencional e pós-convencional.
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