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Heurística – Nostradamus: a mântica profética de Hermes.

Epistemologia.

A advertência é antiga: Jerusalém mata seus profetas, Atenas, seus pensadores. Por isto os profetas bíblicos professavam, e não profetizavam. Cautelosos, voltavam-se para o passado, para a Aliança do Povo com Yaveh e para o que ocorre (não há tempo futuro em hebraico e em aramaico) com aqueles que a rompem. Apelavam à religião interior, à verdade inscrita nos corações (Jeremias, 31).

A exceção foi José do Egito, que podia prever o futuro. Chamou sobre o si o ódio porque prenunciava, não se limitava a anunciar. A história de José, vendido como escravo pelos irmãos ao egípcio Putifar, resgatado e elevado à vizir pelo Faraó, não é inconcebível. O que o profeta diz tem poder performativo (faz com que aconteça), e poder preventivo (evita que aconteça). Difere das fantasmagorias dos videntes e adivinhos. Corresponde à conjectura “artificial” dos augures, dos harúspices e dos nigromantes. Sobrevive na heurística dos astrólogos e economistas. (mais…)

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