recursos humanos

Avaliando recursos humanos.

Almanaque.

O discurso próprio às avaliações do desempenho e da potencialidade dos recursos humanos parecem não terem evoluído muito desde o trabalho seminal de Jackall Robert.

Talvez com receio de serem considerados ineficientes, talvez conscientes de que os instrumentos de que dispõem são precários e mal fundamentados, os analistas do trabalho alheio desenvolveram uma linguagem quase impenetrável de eufemismos. (mais…)

Da relevância da pesquisa acadêmica de caráter quantitativo no campo da gestão de recursos humanos.

CATEGORIA TR

FIG

Das três formas de se conhecer o passado: a arqueológica, a histórica e a da investigação quantitativa de caráter acadêmico, a última é a menos útil à gestão de pessoas.

A arqueologia antropológica, ao reconstruir a vida de povos antigos, testemunha o que há de constante e o que há de evolutivo na conduta humana. Esclarece sobre como somos estruturalmente, sobre o que permanece e o que muda na diversidade imensa do organizar e das formas de se gerir bens e valores.

A ciência da história nos dá a conhecer o percurso remoto e recente das formas de entender e de agir que afetam a vita activa. A história ensina sobre as concepções, os condicionamentos, as trajetórias que conformaram e moldaram a contemporaneidade.

A pesquisa quantitativa acadêmica dá acesso a ocorrências particulares em períodos recentes. Procura medir o passado imediato em uma manifestação de cobiça pelo rigor epistemológico das ciências naturais. Desorienta e confunde ao eludir o desconhecimento das limitações explicativas do cálculo das magnitudes sobre a psique e a sociedade humana.

Einstein escreveu que “quando as proposições das matemáticas se referem à realidade não são certas; e quando são certas não se referem à realidade” (Cohen, 2010; 26). O mesmo e com maior razão deve ser dito sobre a aplicação dos cálculos à realidade laboral.  Estes instrumentos não têm com reconhecer a dinâmica reflexiva das interações humanas. Limitam-se a relatar o caso, não têm como alcançar as estruturas coletivas e as individualidades.

A documentação de dados e fatos isolados ou seriados é inestimável para a antropologia, historiografia, sociologia. Para as ciências de gestão o fato (fäctun, o particípio passado de fäcere, o feito) e o dado (dätum particípio passado de däre, o que se deu) tendem a apresentar quadros parciais e obsoletos, ainda que de uma obsolescência recente. Tornados acessíveis meses ou anos após as situações a que se referem, conservam apenas os desbotados sinais de entes já dissolutos.

A gestão de pessoas, no que tem de relevante – a governança, o gerenciamento e os processos decisórios – opera necessariamente sobre o presente e sobre o futuro imediato. Por isto, as pesquisas quantitativas têm mérito simplesmente acadêmico. Não interessam aos practitioners porque referem a situações passadas, a ideias vencidas, a linearidade projetiva. Pouco tem a ver com o que é estrutural, com o que é cultural, com o que é, tout court. Menos ainda têm a ver com o que será, que é o que interessa.

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Cohen, Martin (2010) El escarabajo de Wittgenstein, traducción de Gabriel Firmín del Pilar Aranaiz y Francisco Miguel Cerén Gómez, Madrid, Alianza editorial.

Acordo de cavalheiros? Escravização?

CATEGORIA NT

Deu na Reuters.

Apple, Google e outras pagam US$ 300 milhões por evitarem contratar funcionários da concorrência.

Rob Cook da Pixar pede autorização a JobsEm 2011, cinco funcionários do Vale do Silício decidiram processar Apple, Google, Intel e Adobe por uma prática nociva de recursos humanos: elas teriam firmado um “acordo de cavalheiros” para não contratarem talentos umas das outras. O processo acabou virando uma ação coletiva, representando 64.000 pessoas, e seria julgado no fim de maio. Mas as empresas decidiram fechar acordo extrajudicial e pagar US$ 324 milhões, segundo a Reuters.

Ao se unirem para não “roubarem” funcionários umas das outras, as empresas de tecnologia evitam aumentar a remuneração deles – afinal, não é necessário fazer uma contraproposta para evitar que eles saiam. Essa prática ocorreu entre 2005 e 2009; em 2010, Google, Apple, Adobe, Intel, Intuit e Pixar fizeram um acordo com o Departamento de Justiça dos EUA para nunca mais firmarem esse tipo de acordo.

A ação coletiva iria cobrar US$ 3 bilhões em danos, o que poderia triplicar para US$ 9 bilhões sob a lei antitruste dos EUA. Com o acordo extrajudicial, isso não vai mais acontecer. 

Mas há quem acredite na permanência dos acordos de não-contratação entre algumas empresas bem grandes ainda nos dias de hoje.

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