stress

É absurdo ver vitória de Trump como retrocesso, diz Mangabeira Unger.

Notícias & Almanaque.

Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump

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Deu na BBC Brasil por Ingrid Fagundez.

Para pensar o trabalho no Brasil: Fragmentos da entrevista de Mangabeira Unger a Ingrid Fagundez, da BBC Brasil – 14/11/16.

Os brasileiros não têm razão para considerar esse acontecimento (a vitória de Trump) tão absurdo e incompreensível. O Brasil é o país do mundo mais parecido com os Estados Unidos. Como eles, nosso atributo mais importante é a vitalidade, hoje encarnada numa pequena burguesia empreendedora e numa massa de trabalhadores pobres que vem atrás dela.

A tragédia dos dois (países) é negar oportunidades à maioria, que é cheia de energia, mas sem condições de transformá-la em ação fecunda.

Na nossa realidade, o formato desse enigma foi ter confiado num projeto baseado na massificação do consumo e na produção e exportação de commodities. Enquanto a mineração e a pecuária pagavam as contas, funcionou. Quando deixaram de pagar, ruiu.

Na discussão brasileira, os dois substitutos são as agendas (anticorrupção) da Polícia Federal e do conserto das contas públicas. É isso que serve de substituto para um projeto nacional que não existe. Também há um grande vazio na política brasileira, embora com outra feição e origens. Mas o resultado é semelhante.


Não pode ser [no Brasil] a continuação do nacional-consumismo. Tem que ser um projeto focado nos interesses da produção e do trabalho.

Temos que ter um projeto de qualificação da nossa produção e dos trabalhadores na agricultura, serviços e indústria. Isso exige uma relação colaborativa entre governo e empresas, sobretudo as pequenas e médias.


Temos no Brasil 40% da população brasileira na economia informal. Na economia formal, uma parte crescente dos trabalhadores está em situação de trabalho precarizado. Se você somar os informais e os precarizados, é a maioria da força de trabalho do país. Quem os representa? Qual é o projeto para organizar, proteger e qualificar essa maioria?

A esquerda tradicional não faz isso. Ela faz parte do corporativismo das minorias organizadas, que comandam o país.

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Um chefe ruim pode deixar os funcionários doentes.

Notícias & Almanaque.

Is Your Boss Worse Than Cigarettes?

O médico e escritor Travis Bradberry publicou um artigo no LinkedIn que aponta: um chefe ruim pode fazer tão mal para a saúde dos funcionários quanto fumar passivamente. E quanto mais tempo uma pessoa trabalha para alguém que a deixa infeliz, maiores são os danos para a saúde mental e física.

Dados da Associação de Psicologia dos Estados Unidos, publicados no artigo da revista Quartz revelam que 75% dos trabalhadores americanos consideram seus chefes a maior razão de estresse no trabalho. Contudo, 59% dessas pessoas não largariam o emprego, mesmo infelizes. (mais…)

Ou talvez o sono seja extinto.

Notícias & Almanaque.

imageDeu na Piauí por Jonathan Crary.
(Contribuição do Professor Enrique Saravia.)

Na sociedade 24/7, dormir é coisa para derrotados.

Cresce exponencialmente o número de pessoas que acordam durante a noite para verificar mensagens. O dano ao sono é inseparável do desmantelamento da proteção social em outras esferas.

Quem já viveu na Costa Oeste da América do Norte deve saber que, em função das estações, todo ano centenas de espécies de pássaros migram para o norte e para o sul, perfazendo distâncias variadas ao longo da plataforma continental. O pardal-de-coroa-branca é uma dessas espécies. No outono, eles voam do Alasca até o norte do México; na primavera, voltam para o norte. Diferentemente da maioria dos outros pássaros, esse pardal tem a capacidade extraordinária de permanecer acordado por até sete dias durante as migrações, o que permite a ele voar e navegar de noite e procurar por alimento de dia, sem descansar. (mais…)

Tédio no trabalho.

Notícias & Almanaque.

Deu na BBC News por Alex Morrison, Alex Therrien e Emma Aileso.

Francês pede mais de R$ 1 milhão em indenização por ‘tédio’ no trabalho.

Nada de horas extra, problemas com férias ou outras questões trabalhistas. Um trabalhador francês está processando a empresa onde trabalhava por um motivo bem menos comum: tédio.

(mais…)

Como o local onde trabalhamos afeta nosso humor e saúde

CATEGORIA NT

tips-for-coping-with-work-overload-300x224Deu no Gizmodo: Qualquer coisa que altere o modo como nos sentimos emocionalmente gera um impacto na nossa saúde física, de acordo com a ciência da psiconeuroimunologia.

Existem três sistemas principais no corpo envolvidos na manutenção da saúde: o sistema nervoso, o sistema hormonal (endócrino) e o sistema imunológico. Eles estão em um triângulo de comunicação, cada um interagindo com os demais. Qualquer coisa que afete um sistema, afeta os outros dois.

O estresse crônico pode acontecer em qualquer idade. As pessoas que trabalham diariamente sob pressão são especialmente vulneráveis; pessoas como soldados da linha de frente, bombeiros, controladores de tráfego aéreo, policiais e pessoal da emergência.

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Burnout – a ameaça sutil

CATEGORIA TR

Sobreviver ao trabalhoO stress é o que leva o organismo a disparar um processo de adaptação decorrente de um desequilíbrio entre as solicitações feitas ao trabalhador e os recursos de que dispõe para responder a essas solicitações. Dentre as consequências do stress no trabalho estão a depressão, a acedia, e a síndrome conhecida como burnout.

A depressão, que os gregos conheciam como melancolia (de mélas,aina,an, o negro, a escuridão da alma) é hoje epidêmica. Tem como sintomas a anedonia, a apatia, a perda de capacidade cognitiva e a fadiga, podendo induzir até ao suicídio.

A acedia (a negação do kêdos,eos-ou, do cuidado) é uma prostração que tem origem em uma enfermidade que tocava particularmente os monges medievais na sua fé irrestrita e na dedicação à Igreja. Segundo os relatos que subsistem, os monges mais piedosos, subitamente, sem nenhum aviso, passavam a experimentar um sentimento de vazio, de angústia, de descrença e caiam na negligência de tudo, mas principalmente de si mesmos. No século XIX a acedia foi denominada de spleen (o baço, órgão do tédio para os antigos) e no início do século XX de neurastenia, a inatividade enfadonha.  É similar à crise de fé e à preguiça mórbida que acomete subitamente os idólatras do trabalho (os nossos work alcoholics).

A depressão e a acedia estão presentes no burnout, a mais discutida patologia decorrente do stress no trabalho na atualidade. O termo tem uma gênese sombria. Foi utilizado nos leprosários para designar o estancamento da hanseníase após a perda dos dedos das mãos e dos pés. Significava a consumação da irreversibilidade, a liquidação da existência válida. A combustão do burnout queima os que investem demais no trabalho, os que tentam dar conta da velocidade alucinante das mudanças de orientação, da multiplicidade de estratégias, das metas absurdas.

Descrito modernamente por Freudenberger (1974) como um estado de esgotamento físico e mental, a síndrome é constituída pelo sentimento de necessidade angustiante de trabalhar mais, seguida de um sentimento de vazio e de isolamento. Caracteristicamente o enfermado não aceita necessitar de ajuda, e recai em um estado de despersonalização: atitudes cínicas, comportamento autodestrutivo, profunda autodepreciação.

O burnout decorre de uma injunção contraditória (Chabot, 2013). A nossa sociedade e as nossas organizações privilegiam o progresso útil em detrimento do progresso sutil. O progresso útil é quantificável e linear. Foi tornado indispensável à subsistência material. O progresso sutil é qualificável, mas imprevisível. Compreende a elevação do espírito pela educação, o cuidado de si, a criatividade. É essencial à vida do espirito, à autorrealização. O reequilíbrio entre o progresso útil e o progresso sutil é o desafio dos que pretendem escapar ao burnout e chegar razoavelmente sãos ao termino da vida laboral.

 

Freudenberger, H. J. (1974), Staff burnout, Journal of Social Issues, 30(1), 159-165.

Chabot, P. (2013), Global Burn-out, Paris, Presses Universitaires de France.

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Brasileiro é o profissional mais estressado do mundo

CATEGORIA NT

stressDeu na TV Globo:

Brasileiro é o profissional mais estressado do mundo, revela estudo.

A pressão por resultados, o excesso de trabalho e a falta de reconhecimento são fatores que tornam os profissionais brasileiros os mais estressados do mundo. A pesquisa foi feita em 13 países com diretores de grandes empresas.

No Brasil, 42% dos entrevistados afirmaram que os funcionários enfrentam estresse e ansiedade, número muito acima da média mundial, que é de 11%. Os dados do Ministério da Previdência confirmam o problema: desde 2010 houve um aumento de 41,9% no número de afastamentos causados por estresse grave e dificuldade de adaptação.

“O que no passado era feito por 10,15 trabalhadores, hoje é feito por um, dois ou três. Então, há um aumento da sobrecarga mental, da responsabilidade no ambiente de trabalho e isso também gera adoecimento mental. Isso também agrava as funções psicológicas e mentais do trabalhador”, analisa Marco Antonio Peres, diretor do Departamento de Políticas de Saúde Ocupacional do Ministério da Previdência.

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TIM é condenada a pagar 5 milhões a ex-funcionária por controlar ida ao banheiro

CATEGORIA NT

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Deu na Folha:

A empresa de telefonia TIM foi condenada pela Justiça do Trabalho no Paraná a pagar uma indenização de R$ 5 milhões a uma ex-funcionária, por danos morais. A companhia pode recorrer da decisão.

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Sem estresse

CATEGORIA NT

careercast

De acordo com pesquisa efetuada pelo CareerCast, a maior rede de emprego dos EUA, as 10 profissões menos estressantes de 2013, pelo menos nos EUA, e as razões para figurarem no ranking são as seguintes:

  1. Professor universitário – trabalho importante e não avaliado
  2. Costureira / alfaiate – trabalho criativo em ambiente tranquilo
  3. Técnico em exames médicos – sem contato com públicos e poucas responsabilidades
  4. Joalheiro – sem contato com públicos e lucrativo
  5. Técnico de laboratório – sem contato com públicos e pouca pressão
  6. Audiologista – ambiente tranquilo e público afável
  7. Nutricionista – planejamento e responsabilidade reduzida
  8. Cabelereiro – trabalho criativo e ambiente alegre
  9. Bibliotecário – ambiente tranquilo e trabalho sistemático
  10. Operador de prensa – pouco risco e trabalho sistemático

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A quantas anda o seu Stress?

CATEGORIA TR

Sobreviver ao trabalho

Segundo o International Stress Management Association (ISMA) , o Brasil é um dos países onde mais se trabalha no mundo, com média semanal de 54 horas contra a média mundial de 41 horas.

Também é um dos países com maior índice de Stress no trabalho. São muitas as doenças associadas ao Stress. Eis os seus sintomas:

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