tecnologia

A prorrogação do emprego.

Trabalho & Produtividade.

Michael Sowa

Quando, duas décadas após sua partida para Tróia, Ulisses retornou à Itaca, poucos o reconheceram. No entanto, a sociedade, os hábitos, as tecnologias não haviam mudado. Passados três mil anos, o mesmo ocorreu com Edmond Dantès, o Conde de Monte-Cristo. 

A coincidência não é excepcional. O lento decorrer do tempo nestas ficções foi crível para as respectivas épocas. Para nós é difícil entender como a mutação das sociedades demorava. A aceleração veio com a guerra total, que animou a evolução científica. Veio com a técnica e com a tecnologia, que viraram de ponta-cabeça a vida social e as instituições. (mais…)

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O trabalho que se vai.

Notícias & Almanaque.

Desemprego cria ‘funcionários-polvo’ e aumenta pressão sobre quem trabalha.

Notícias & Almanaque.

Demissões têm levado vários profissionais ainda empregados a acumular funções Deu na BBC por Ingrid Fagundez.

Em uma grande agência de emprego no centro de São Paulo, uma cena se repete: com currículos em mãos, dezenas de pessoas formam fila para falar com a recepcionista. “Você se cadastrou no nosso site?”, ela pergunta. A frustração dos candidatos é visível, assim com o cansaço da mulher que, do outro lado do balcão, atende centenas deles em uma manhã. (mais…)

Tecnologia vai mudar dinâmica no mercado de trabalho.

Notícias & Almanaque.

20151231-153916Deu no G1, por Pâmela Kometani: Até 45% das atividades serão automatizadas nos próximos dois ou três anos, mas 83% das empresas esperam manter ou aumentar o número de profissionais.

O avanço da tecnologia vai mudar a dinâmica do mercado de trabalho e até 45% das atividades feitas por profissionais podem ser automatizadas nos próximos dois ou três anos, fazendo com que a tecnologia substitua as tarefas cognitivas e as manuais para que as pessoas possam assumir tarefas não rotineiras e funções mais satisfatórias. (mais…)

Trabalho & Tecnologia: questões éticas.

Trabalho & Ética.

As discussões éticas associadas à relação entre trabalho e tecnologia podem ser distribuídas em cinco grandes grupos: o da supressão de postos de trabalho, o da exclusão econômica, o da obsolescência dos conhecimentos, o da instrumentalização dos seres humanos e o da sujeição disciplinar.

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Realidade Aumentada.

Notícias & Almanaque.

Deu no Estadão por Bruno Capelas.

Com óculos, engenheiro ‘enxerga’ especificações dos elevadores na manutençãoPopularizada por Pokémon Go em 2016, tecnologia que aplica camada virtual sobre o mundo real está sendo usada para modernizar treinamentos e manutenção; ainda em desenvolvimento e pouco acessível, sistema deve ficar longe de consumidores.

Adicionar uma camada de informações virtuais ao mundo real, com ajuda de uma tela ou lente. Essa é a ideia por trás da realidade aumentada, tecnologia que foi apresentada ao mundo em 2016 por um dos grandes sucessos dos games na temporada: Pokémon Go. Com mais de 500 milhões de downloads, o jogo que fez todo mundo caçar monstrinhos na tela do celular é uma amostra do potencial da realidade aumentada, que pode mudar radicalmente o mundo do trabalho no futuro. (mais…)

Elon Musk acha que precisaremos de renda básica universal num futuro sem trabalho.

Notícias & Almanaque.

Por Eve Peyser em Gizmodo.

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Elon Musk acha que precisaremos de uma renda básica universal no futuro por causa da automação.

“As pessoas terão tempo de fazer outras coisas, coisas mais complexas e mais interessantes”, disse ele à CNBC. “Certamente teremos mais tempo para o lazer. E então precisaremos descobrir como iremos integrar um mundo e um futuro com muita inteligência artificial.”

“No final das contas, acho que precisará existir uma simbiose com uma superinteligência digital”, completou o CEO da Tesla. (mais…)

Trabalho e segregação tecnológica

CATEGORIA TR

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Em uma obra que não cessa de congregar simpatizantes[i], Andrew Feenberg, professor canadense de Filosofia da Tecnologia, propôs a democratização da tecnologia como emancipadora da colonização da vida sócio psíquica pelo universo técnico.

Os que alentam ingenuidades como estas costumam esquecer que devem justificá-las. A ampla gama de autores em que Feenberg se baseia – de Marx a Jacques Ellul – não são unânimes sobre a possibilidade ou a utilidade política do combate ao apartheid tecnológico. Além disto, os casos que cita são mais especulativos do que empíricos. Omitem que os imanes, pajés e cientistas a serviço do establishment sempre detiveram ciumentamente o acervo de conhecimentos julgados válidos. Encobrem que fanáticos, patifes e políticos sempre os instrumentalizaram.

A democratização e a infiltração na vida psicossocial são fenômenos interdependentes. A impossibilidade da clivagem dos processos sociais de liberalização de acesso e de manipulação tem sido demonstrada na esfera social pelas cadeias de televisão e pelas redes. No espaço organizacional, pelas intranets e equivalentes[ii]. Sempre houve quem pregasse um e exercesse o outro, seja no campo das técnicas, seja no campo das informações, seja no campo dos armamentos.

No ambiente restrito das organizações é evidente que a democratização da técnica não pode ampliar a participação dos trabalhadores na determinação do conteúdo das diretivas. Só acelerar os processos decisórios segundo as linhas previamente demarcadas da sua operacionalização.

Na esfera do trabalho, como na esfera mais ampla da vida social, o vetor que conduz à democratização se situa na eliminação do impedimento do acesso aos núcleos de disponibilização de técnicas e na desobstrução do ingresso aos controles de irradiação dos saberes. O motor da democratização é o acesso à geração e ao controle da irradiação da tecnologia, não a participação nestes processos.

 


[i] Feenberg, Andrew (2002) Transforming Technology: A Critical Theory Revisited; Oxford, Oxford University Press.

[ii] Cherques, Hermano Roberto Thiry (2010). Intranets: A semiological analysis. Journal of Information Science, v. 36, p. 705-718

 

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10 empregos que os pais não conseguem entender

CATEGORIA NT

Deu no GeraDigital1: Com as mudanças proporcionadas pela tecnologia em todos os setores, novas profissões acabam surgindo ao longo dos anos, e muitos pais acabam não acompanhando tamanha rapidez na evolução das carreiras. Assim, muitos acabam não entendendo no que seus filhos trabalham.

Pesquisa da rede profissional LinkedIn realizada em 2013 e divulgada pelo site de carreiras Business Insider mostrou que uma em cada três famílias têm dificuldade de compreender o que seus filhos fazem. Dois terços querem aprender mais, e metade acha que poderia dar suporte aos filhos se entendesse as profissões deles.

Clique aqui para ler na íntegra.

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Estudo revela 10 atitudes que matam a produtividade no trabalho

CATEGORIA NT

Deu no G1: Usar o telefone e mandar mensagens são os piores comportamentos. 24% profissionais usam horário de trabalho para outras atividades.

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O que faz com que os trabalhadores percam a maior parte do tempo no escritório? Enviar mensagens de texto? Navegar na internet? Conversar com colegas de trabalho? Uma pesquisa da CareerBuilder identifica os 10 comportamentos que os empregadores dizem ser os maiores assassinos de produtividade no local de trabalho.

O uso pessoal da tecnologia é um dos principais culpados por trás da atividade improdutiva. Um em cada quatro trabalhadores (24%) admitiu que durante um dia de trabalho utilizam pelo menos 1 hora em chamadas pessoais ou e-mails. Estimam ainda que gastam 1 hora ou mais para pesquisar na internet assuntos não relacionados ao trabalho.

Comportamentos de colegas de trabalho, reuniões e outros fatores também criam obstáculos para maximizar o desempenho, segundo os recrutadores.

Veja os 10 comportamentos que ‘matam’ a produtividade:

1) Telefone e mensagens de texto – 50%
2) Fofoca – 42%
3) Internet – 39%
4) Mídias sociais – 38%
5) Pausa para lanches ou para fumar – 27%
6) Colegas de trabalho barulhentos – 24%
7) Reuniões – 23%
8) E-mail – 23%
9) Colegas de trabalho que param em sua mesa para conversar – 23%
10) Colegas de trabalho fazendo chamadas em viva-voz – 10%

A pesquisa on-line foi realizada pela Harris Poll em nome da CareerBuilder, nos Estados Unidos, de 10 fevereiro a 4 março com 2.138 gerentes de contratação e profissionais de recursos humanos, e 3.022 trabalhadores do setor privado de indústrias e empresas.

Clique aqui para ver o infográfico.

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O Facebook diminui a produtividade no trabalho?

CATEGORIA AST

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Matéria do Site: Metamorfose Digital

Um estudo realizado pelo departamento de gerenciamento e marketing da Universidade de Melbourne (Austrália) liderados pelo professor Brent Coker, assinalou que as pessoas que navegam no trabalho por prazer, com um limite de menos de 20% do tempo total que passam no escritório -uma hora e meia-, se concentram mais e melhor do que aqueles colegas que não o fazem.

Leia mais aqui.

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O trabalho a cores na época do Czar

CATEGORIA AST

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As fotografias que se mostram a seguir não foram coloridas agora. São originais e foram realizadas pelo fotógrafo Sergei Mikhailovich Prokudin-Gorskii (1863-1944) com a melhor câmera da época.

Ele dedicou sua carreira ao avanço da fotografia. Estudou com renomados cientistas em São Petesburgo, Berlim e Paris onde se formou como químico, desenvolvendo as técnicas para as primeiras fotografias em cores. Dos seus resultados surgiram as primeiras patentes de películas positivas a cores.

Prokudin-Gorskii utilizou seus estudos em química para desenvolver um sistema fotográfico no qual se realizavam três tomadas num suporte de vidro , tomadas monocromáticas em sequência, cada uma através de um filtro de cor diferente (vermelho, azul e verde). O resultado eram três exposições sobre a mesma placa em uma rápida sucessão.

Os negativos brancos e pretos assim obtidos eram positivados e esses positivos transparentes, em um projetor triplo que contava com os mesmos filtros utilizados nas tomadas, reconstituíam a imagem com as cores originais. No entanto Prokudin-Gorskii à época ainda não possuía o mecanismo para imprimir as fotos obtidas.

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Clique aqui para saber mais sobre Prokudin-Gorskii.

Clique aqui para ver outras de suas fotografias relacionadas ao trabalho.

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Entrevista com David Baker, ex-editor da versão inglesa da revista Wired.

CATEGORIA TR

desconectadoDavid Baker: “Ninguém precisa abandonar a tecnologia, mas é necessário experimentar momentos de desconexão”

“Há dois problemas com a tecnologia: ela está crescendo muito rápido e é muito sedutora. E ela vai se desenvolver cada vez mais rápido, por conta da Lei de Moore. Nós estamos tentando disputar uma corrida com a tecnologia para utilizá-la, mas nunca vamos vencer. Então nós precisamos nos reposicionar em relação à tecnologia e perguntar como nós podemos fazer para que ela não seja nosso mestre, mas uma ferramenta. Precisamos fazer com que os avanços tecnológicos sejam a nossa caixa de ferramentas. Se nós temos uma caixa de ferramentas em casa, nós não acordamos e vamos correndo serrar alguma coisa, vamos?”

Clique aqui para ler na íntegra.

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Dias de hoje

CATEGORIA AST

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FONTE: Wordlesstech

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CATEGORIA AST

Tecnologia de ponta (2).

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Escrivaninha Hi-tech

CATEGORIA AST

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Tecnologia e emprego

CATEGORIA TR

Sobreviver ao trabalho
Um estudo publicado pela MIT Technology Review mostra como a tecnologia está extinguindo postos de trabalho nos Estados Unidos. Ao contrário do que se acreditava, os empregos destruídos pelas novas tecnologias não estão sendo compensados pelos empregos criados na outra ponta do sistema. Isto é, a geração de postos de trabalho que requerem domínio tecnológico tem uma taxa marginal maior do que dos postos de trabalho de baixa qualificação.

As causas apontadas para o fenômeno se relacionam direta ou indiretamente à busca da produtividade industrial para fazer face à crise econômica europeia e à concorrência chinesa, que, combinada com o incremento da automação no setor serviços, gerou a inflexão na curva da geração de empregos.

Em uma reportagem, a Folha de São Paulo, citando o Prof. José Pastore, esclarece que o fenômeno no Brasil é inverso: o crescimento econômico gerou uma demanda trabalho não-qualificado e o grau de desenvolvimento tecnológico da economia ainda é baixo.

Isto é fato. Mas a questão é: por quanto tempo a sorte e o atraso beneficiarão o mercado de trabalho no Brasil? O crescimento econômico vem decaindo e o estoque de empregos de baixa qualificação também. Hoje temos consciência que a tecnologia pode gerar reviravoltas surpreendentes. Por exemplo, é possível que as classes médias que sustentam o País deixem em breve de estarem dispostas a serem servidas por semianalfabetos mal-educados que operam empresas cuja missão e estratégia se caracterizam mais pela extorsão do que pela efetiva prestação de serviços. Já sabemos o que ocorre quando a incompetência setor público e a desfaçatez governamental atingem o ponto de intolerância. No lado do setor privado, as manifestações coletivas não cabem, mas o Procon não tem mãos a medir, e é bom lembrar que temos a internet, os serviços online e os xinglings da vida.

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CINTERFOR – Centro Interamericano para el Desarrollo del Conocimiento en la Formación Profesional

CATEGORIA FD

logo_portada_esO Centro Interamericano para o Desenvolvimento do Conhecimento em Formação Profissional (CINTERFOR/ILO) é um órgão de cooperação Sul-Sul sobre questões relacionadas ao desenvolvimento de recursos humanos.

Coordena uma rede de 65 organizações públicas e privadas, em 27 países da América Latina, Caribe, Espanha e África que compilam e divulgam dados sobre formação, produtividade, tecnologia e competência laboral.

COLABORAÇÃO DO PROFESSOR ENRIQUE SARAVIA.
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Ford – O segundo argumento

CATEGORIA PT

Henry Ford ficou conhecido por ter posto em prática a ideia da linha de produção e pela atitude de, em 1914, dobrar o pagamento dos seus empregados, criando um incentivo irresistível à produtividade. Desde então o incentivo tem sido considerado o motor do trabalho. Mas existe outro argumento. O de que a linha de produção fordista, utilizada até hoje, é tão enfadonha que ele precisou criar um expediente para que os operários não voltassem à forma de produção convencional. O incentivo seria na verdade uma âncora, não um propulsor.
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Calando gerentes e eliminando reuniões

Trabalho & Produtividade

Jason Fried, sócio fundador da 37Signals, empresa especializada em desenvolver aplicativos para a Internet, como mais de 3 milhões de clientes, desenvolveu uma teoria extrema sobre a produtividade no trabalho.

 

A linha de raciocínio deriva da constatação da “dificuldade em se trabalhar no local de trabalho”, devido a dois conhecidos inibidores de produtividade: gerentes e reuniões.

 

No livro Reworkescrito em parceria com seu sócio David Heinemeier, Fried defende a extensão máxima do teletrabalho e a supressão radical dos inibidores de produtividade, ou seja, propõe simplesmente jamais realizar reuniões e jamais permitir que os gerentes interrompam o trabalho de quem quer que seja.

 

Os números relativos às vendas do livro, o êxito da 37Signals e os relatos a adoção desta prática em várias organizações de ponta, aconselham que se pense seriamente na sua aplicação.
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