The Economist

Como chamar a vida entre o trabalho e a velhice?

Notícias & Almanaque.

Deu no The Economist.

Para que possamos tirar proveito de nossas vidas mais longas, é necessário criarmos uma nova categoria de idade.

Como você chama alguém com mais de 65 anos, mas que ainda não é idoso? Esta fase da vida, entre trabalho e decrepitude, carece de um nome. “Geriactivos” erra demais no lado da senescência. “Sunsetters” ou “Nightcappers” correm o risco de parecer condescendentes. Talvez “Nyppies” (Not yet Past It) ou “Owls” (Older, Working Less, Still earning) são mais propícios.

Denominar uma categoria de idade pode soar como um exercício frívolo, mas os estágios da vida são construções sociais, e a história mostra que o surgimento de uma nova classe pode desencadear mudanças profundas de atitude. Essa transfiguração é necessária para obtermos uma resposta apropriada às questões atuais referentes ao aumento da longevidade.

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A maldição do trabalho em equipe.

Notícias & Almanaque

Deu no The Economist (via Estadão):

Na moderna administração de empresas, as atividades colaborativas têm um status que beira a santidade. As empresas põem seus funcionários em escritórios de plano aberto (open-space offices) para favorecer a ocorrência de eventuais encontros profícuos. Os executivos exigem que seus subalternos acrescentem novas ferramentas colaborativas, como os softwares Slack e Chatter, às já existentes, como o e-mail e o telefone. Teóricos da administração recomendam que os funcionários das empresas sejam bons cidadãos corporativos, ajudando-se constantemente uns aos outros.

A moda da colaboração faz algum sentido. Se as organizações existem é porque, coletivamente, as pessoas são capazes de fazer coisas que não estão a seu alcance individualmente. Na conversa com os colegas podem surgir ideias valiosas. Estar em contato com funcionários de outros departamentos pode ser útil. Mas isso não justifica obrigar as pessoas a trabalhar em espaços enormes e barulhentos ou bombardeá-las com mensagens eletrônicas. Por incrível que pareça, o culto à colaboração atingiu seu apogeu justamente nos setores da economia em que o mais importante é que os funcionários possam se dedicar a períodos ininterruptos de concentração, pois é lidando com grandes volumes de dados e informações que eles ganham a vida: os escritórios de plano aberto tornaram-se quase onipresentes nas empresas que fazem uso intensivo de conhecimento. O Facebook construiu para seus funcionários aquela que dizem ser a maior dessas áreas abertas, totalizando 40 mil m².

No escritório do Facebook, funcionários trabalham juntos

No escritório do Facebook, funcionários trabalham juntos.

Por ora, os chamados “trabalhadores do conhecimento” sofrem em silêncio ou se queixam reservadamente, pois a disposição em colaborar aumenta a chance de promoção. Mas há uma reviravolta em curso: a matéria de capa do último número da Harvard Business Review (HBR) tem como tema a “sobrecarga colaborativa”; e Cal Newport, da Universidade de Georgetown, acaba de publicar um livro intitulado Deep Work: Rules for Focused Success in a Distracted World (“Trabalho em Profundidade: regras para vencer com foco em meio a um mundo disperso”).

Um número cada vez maior de pesquisas acadêmicas mostra que o problema é sério. Gloria Mark, da unidade de Irvine da Universidade da Califórnia, verificou que as interrupções, mesmo quando breves, aumentam significativamente o tempo total necessário à conclusão de uma tarefa. Diversos estudos comprovam que o trabalho perde em qualidade e se arrasta por mais tempo quando o funcionário se dedica simultaneamente a diversas tarefas (multitasking). Sophie Leroy, da Universidade do Minnesota, acrescentou uma perspectiva interessante ao argumento: mudar rapidamente de uma tarefa para outra também reduz a eficiência, em razão de algo que a professora chama de “atenção residual”. O cérebro continua a pensar sobre a tarefa anterior mesmo quando passa para a seguinte.

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Misturar avaliação e TI melhora produtividade?

Notícias & Almanaque.

Deu no Estadão:

Por Leonardo Trevisan, professor da PUC

taylorismDa avaliação ninguém escapa. Ótimo. Incluindo os próprios métodos usados para medir comportamento, relacionamento e conhecimento técnico de qualquer funcionário. Exemplo: qual o limite no exame da eficiência individual no trabalho? Tecnologia ajuda?

A crença é de que avaliamos para medir produtividade. Aqui, por que não lembrar Frederick Taylor? Aumentar produtividade exigia “suas” três normas: fracionar funções complexas em simples, avaliar tudo que os trabalhadores fazem e vincular salário a desempenho, com bônus aos esforçados e demissão aos céticos. (mais…)

Você trabalha demais?

CATEGORIA NT

Reduced-Ramadan-Hours-for-Private-Sector-in-UAEDeu no Economist.com & Estadão: Economistas suspeitam há algum tempo que mais horas de trabalho poderiam diminuir a produtividade. John Hicks, economista britânico, avaliou que “essa mensagem nunca entrou na cabeça da maioria dos empregadores de que a jornada de trabalho poderia ser encurtada e ainda assim gerar aumento na produtividade.” Hicks fundamentou que, com mais horas, a produção por hora cairia. Como se os trabalhadores perdessem energia e se tornassem menos produtivos.

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Capital’s gain, labour’s loss

CATEGORIA TR

Economist_logo

Sob este título, o The Economist de 2 de novembro trás uma reportagem mostrando, com abundância de dados e de citações acadêmicas, que em todo mundo o trabalho está perdendo para o capital.

Segundo dados da OCDE, o trabalho ficou com 62% da renda mundial nos anos 2000, contra 66% nos anos 1990. Isto significa que os ganhos de produtividade não estão sendo transferidos para os muitos trabalhadores, mas para os poucos donos do capital.

Conforme vários autores citados na reportagem, o empobrecimento do valor econômico do trabalho não se deve unicamente à baixa renumeração em países emergentes, como vivem reclamando os trabalhadores americanos. A coisa é muito mais complexa.

Embora ganhem muito menos, os trabalhadores dos países emergentes têm obtido ganhos significativos nos seus salários, o que zera não diferença, mas o delta da equação. A perda global da renda dos trabalhadores se deve a três fatores principais. A maior eficiência produtiva da tecnologia, particularmente a robotização e a automação, a crescente privatização, e a regulação do trabalho.

A tecnologia aplicada em grande escala nas economias mais desenvolvidas, mas também, e principalmente nas economias emergentes, determina o barateamento do trabalho em ambas as pontas. A privatização gera eficiência à custa da extração de maior rendimento dos fatores, notadamente do fator trabalho. A regulação protetora suscita um efeito político imediato, daí a sua popularidade, mas no médio e longo prazos origina deslocação, desemprego e subemprego.

Durante décadas os economistas trataram a flutuação da razão da renda entre capital e trabalho como constante, excetuando apenas as perturbações decorrentes dos ciclos de negócios. Esta constância e este equilíbrio deixaram de existir. Isto, agora, sabemos todos. O que não se sabe é o que fazer para assegurar a renda do trabalho. Os dados indicam que a solução não se encontra nas velhas ideias do avanço tecnológico, da nacionalização das organizações ou da regulação trabalhista.

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