“The New York Times”

O desafio da reprodutibilidade.

Notícias.

Deu no The New York Times.

Somente 11% a 25% dos estudos publicados sobre o câncer passam no teste de replicação. Imaginemos o que acontece em áreas menos relevantes.

Alguns anos atrás, cientistas da empresa de biotecnologia Amgen tentaram reproduzir 53 estudos sobre novas abordagens ao tratamento de cânceres. Eles conseguiram replicar apenas 11% dos resultados das pesquisas originais.

A ciência tem um problema de reprodutibilidade – e as consequências disso são amplas. Esses 53 estudos saíram em revistas científicas destacadas, e os 21 que foram publicados nas revistas de impacto mais alto foram citados em média 231 vezes cada em trabalhos subsequentes.

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Em 2011, a Bayer realizou um trabalho semelhante de réplica. Dos 67 projetos feitos para reproduzir experimentos, apenas 25% tiveram resultados que coincidiram com as conclusões originais.

Muitas empresas farmacêuticas realizam esse tipo de confirmação regularmente. Levando em conta que seu investimento de bilhões de dólares em pesquisas depende diretamente do sucesso dos projetos, a preocupação parece justificada.

Clique aqui para ler o artigo original na íntegra ou aqui para a matéria na Folha.

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Sobre vínculos

Notícias & Almanaque.

Deu no The New York Times:

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Temos a ideia feliz de que o sol costuma nascer antes em outros lugares. Preferimos não lembrar que também costuma se por.

Desde 2010, na União Europeia, mais de metade dos novos postos de trabalho são de contratos temporários. O número de não-ocupados – trabalhadores que procuram emprego – só faz crescer.

Não há reversibilidade para este tipo de fenômeno. Ou nos preparamos para a mudança de paradigma do trabalho que se avizinha – o decréscimo acelerado do vínculo continuado – ou o mundo real nos engolfará em um emaranhado de práticas, direitos, normas, discursos e formações anacrônicas.

Clique aqui para ler o artigo na íntegra.

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Suécia testa reduzir jornada de trabalho para 6 horas.

Notícias & Almanaque.

Deu no NYT por Liz Alderman.

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Matthias Larsson diz que a mudança para a jornada de seis horas aumentou sua eficiência e deixa que ele aproveite mais tempo com os filhos.

Arturo Perez voltava para casa exausto de seu trabalho como cuidador no lar de idosos Svartedalens. As oito horas diárias o consumiam e o deixavam com pouco tempo para passar com seus três filhos.

No entanto, a vida de Perez mudou quando Svartedalens foi selecionada para participar de um experimento. Em 2015, os funcionários passaram a trabalhar seis horas por dia, sem qualquer redução salarial. A medida teve por objetivo aumentar o bem-estar dos funcionários. Perez disse que hoje está cheio de energia, e os moradores do asilo falam que o atendimento que recebem melhorou. Perez comentou: “Um trabalhador contente é um trabalhador melhor”. (mais…)

Misturar avaliação e TI melhora produtividade?

Notícias & Almanaque.

Deu no Estadão:

Por Leonardo Trevisan, professor da PUC

taylorismDa avaliação ninguém escapa. Ótimo. Incluindo os próprios métodos usados para medir comportamento, relacionamento e conhecimento técnico de qualquer funcionário. Exemplo: qual o limite no exame da eficiência individual no trabalho? Tecnologia ajuda?

A crença é de que avaliamos para medir produtividade. Aqui, por que não lembrar Frederick Taylor? Aumentar produtividade exigia “suas” três normas: fracionar funções complexas em simples, avaliar tudo que os trabalhadores fazem e vincular salário a desempenho, com bônus aos esforçados e demissão aos céticos. (mais…)

Como é trabalhar na Amazon?

CATEGORIA NT
1389693101816423458Deu no Gizmodo:

Por Maddie Stone

Os depósitos da Amazon, que trabalham com horários e cronogramas de entrega insanos, são conhecidos como péssimos locais de trabalho. Mas a parte corporativa da empresa também não é nenhum piquenique. Ali, o tenebroso ambiente de trabalho do CEO Jeff Bezos permeia todos os aspectos da vida.

Em um trabalho fascinante que entrevistou mais de 100 atuais e antigos funcionários da Amazon, o New York Times expõe um retrato detalhado de como é trabalhar nos escritórios de Seattle da gigante do varejo. Enquanto o Google e o Facebook motivam seus funcionários com academia, refeições e benefícios, a Amazon, diz o Times, “não dá a entender que cuidar de seus funcionários é uma prioridade”. Em vez disso, a empresa insiste que os funcionários dêem sua performance máxima o tempo inteiro, extrapolando os limites da vida fora do trabalho e encorajando seus “Amabots” a criticarem a si mesmos e aos colegas de trabalho pelos erros.

“Bons” funcionários na Amazon trabalham por longas horas, raramente tiram férias e nunca reclamam sobre a carga de trabalho. Os gerentes esperam receber respostas imediatas para emails enviados após a meia noite, e buscarão um retorno por mensagem de texto caso não sejam respondidos. Como as equipes são classificadas, e aquelas no final de cada ranking são eliminadas ao final do ano, é de interesse mútuo eliminar problemas e ser melhor que todos os outros. Isso é facilitado com a ferramenta “Feedback a Qualquer Momento” da Amazon, que permite aos funcionários dedurarem uns aos outros quando eles notam que alguém está demorando muito no almoço ou saindo mais cedo do trabalho.

Ah, e caso você tenha qualquer vestígio de vida pessoal ou alguma doença, a Amazon provavelmente não é o melhor lugar para se buscar um emprego. O Times apontas diversos casos perturbadores nos quais empregados foram criticados por diminuir as horas de trabalho para tratar alguma doença ou lidar com familiares com doenças terminais ou crianças pequenas. Uma mulher com câncer na tireoide recebeu um feedback de performance ruim depois de ter retornado do tratamento, enquanto uma outra mulher sofrendo de câncer de mama foi inserida no “plano de melhoria de performance” porque as “dificuldades” pessoais dela interferiam no cumprimento de objetivos no trabalho.

Isso pode soar desumano, mas conforme mostra o Times, é tudo uma consequência natural da cultura corporativa na qual empregados são vistos como dados em tabelas de performance.

E por falar em dados: os gerentes corporativos na Amazon fazem uso de toneladas de medições em tempo real sobre os consumidores para determinar quando páginas não estão carregando rápido o suficiente ou quando o estoque de algum produto fica baixo. O Times mostra ainda que empregados recebem impressões com detalhes sobre número de estoque regularmente e podem receber um quiz sobre estes dados em reuniões. Quando um empregado não se recorda quantas luvas de jardim estavam em estoque na semana anterior, ele é criticado.

Naturalmente, muitos funcionários da Amazon sofrem com a pressão, adquirindo doenças físicas ou sofrendo colapsos nervosos (“Vi quase todas as pessoas com quem trabalhei chorando em suas mesas”, diz Be Olson, ex-funcionária da Amazon, que trabalhou no setor de marketing de livros). Ou, sabiamente, eles decidem abandonar a Amazon. “O padrão de entrada e saída, que resulta em um número desproporcional de candidatos na porta da Amazon, é claro e consistente”, diz Nimrod Hoofien, ex-funcionário da Amazon e hoje diretor de engenharia no Facebook.

Mas talvez seja ainda mais perturbador saber que muitos funcionários internalizam este ambiente de trabalho darwinista, obcecando pela pontuação da performance e priorizando trabalho acima de qualquer outro aspecto pessoal.

“Eu estava simplesmente viciada em obter sucesso ali”, diz Dina Vaccari, ex-funcionária da Amazon, à Times. “Para nós, que trabalhávamos ali, era como uma droga que nos valorava”.

Um funcionário da Amazon respondeu ao artigo em um post de sua página pessoa no LinkedIn. Nick Ciubotariu, diretor de Desenvolvimento de Infraestrutura na Amazon, rebate diversos aspectos do texto da New York Times, como por exemplo o quiz em reuniões: ele não é obrigatório, pode ser feito a qualquer momento e o funcionário recebe um acessório de celular como premiação caso responda corretamente.

E o questionário não seria necessariamente sobre o estoque de algum produto, mas sim sobre a experiência do usuário. Uma destas perguntas, por exemplo, questiona por que a Amazon informa ao usuário que ele já comprou determinado produto quando o cliente está prestes a comprá-lo novamente.

Ciubotariu afirma também que emails enviados por gerentes depois da meia noite e respostas cobradas por mensagem de texto não são algo encorajado pela companhia. “Vamos à reuniões e discutimos coisas, como qualquer outra companhia faz. Se chegarmos rapidamente a um consenso — ótimo. Ganhamos tempo e vamos embora mais cedo. Se não chegamos, debatemos — e debatemos de forma educada e respeitosa”, explica o diretor.

Você pode tirar suas próprias conclusões lendo a matéria de Maddie Stone aqui, o artigo completo da New York Times neste link e o texto completo de Ciubotariu neste link.

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A internet e a produtividade

CATEGORIA NT

socialmediaDeu no The New York Times.

Em uma nova pesquisa on-line de trabalhadores norte-americanos pelo Centro de Pesquisas Pew, quase metade dos entrevistados disseram que a Internet, e-mail e tecnologias relacionadas fez-los mais produtivos , enquanto apenas 7% disseram que as tecnologias os tornaram menos.

Apenas 4% dos entrevistados disseram que as mídias sociais como Facebook, Twitter e LinkedIn foram “muito importante” para os seus empregos. E- mail, por comparação, foi muito importante para 61% dos trabalhadores.

Esse descompasso tem empurrado Facebook para testar uma versão de sua rede social, especificamente para os locais de trabalho, programado para ser lançado nos próximos meses. E é por isso LinkedIn envia-lhe mensagens constantes tentando empurrá-lo de volta para o seu site, mesmo quando você não está procurando um emprego.

Clique aqui para ler a matéria na íntegra no NYTimes e aqui para ver a pesquisa original.

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They work long hours, but what about results?

CATEGORIA NT

O artigo de Robert C. Pozen foi um dos mais lidos neste fim de semana no The New York Times e reflete uma realidade que algumas pessoas aparentam não ter conhecimento. O destaque do editor diz: “Muitas vezes profissionais são julgados pela quantidade de tempo que passam no escritório, mas este indicador está em desacordo com a eficiência”.

Clique aqui para ler na íntegra.