trabalhador

Conceito: Trabalho dependente – trabalho independente.

Trabalho.

Em alguns países europeus, a convenção acadêmica e jurídica adota as expressões “trabalho dependente” e “trabalho independente” para significar as modalidades de relação do trabalhador com uma estrutura hierárquica.

Trabalhador independente” é todo o aquele que desenvolve o trabalho por conta própria, utilizando os seus próprios meios e instrumentos. “Trabalhador dependente” é todo aquele que está integrado na estrutura hierárquica de uma organização, utilizando os meios e instrumentos de trabalho a ela pertencentes.

Na Europa o foco da maior parte das discussões sobre a questão laboral é o da substituição acelerada – e aparentemente irreversível – do trabalho dependente pelo independente. No Brasil cuidamos e discutimos quase com exclusividade a modalidade declinante do trabalho dependente: a do emprego.

 

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Pensar em chinês.

Perplexidades.

Do que se depreende das rodadas de discussões sobre a economia internacional, é possível que a China venha a reduzir drasticamente a sua atividade econômica.

Alguns analistas duvidam desta possibilidade, uma vez que esta redução poderia gerar desemprego. Mas não é assim que pensam os chineses. Por duas razões. A primeira é cultural. O valor que emprestam aos vínculos empregatícios e ao trabalho em si mesmo é diferente da nossa forma de ver. A segunda é da esfera interna da sua economia. Com a população jovem encolhendo e a população de idosos crescendo, em breve pode haver mais empregos do que candidatos a emprego. Daí o fim da política de filho único e de outras iniciativas congêneres. Mas todas levarão longos anos chineses para surtir algum efeito. (mais…)

A miséria do aprendiz.

Perplexidades & Filosofia.

Dentre os relatos que constam nas Misères des apprentis imprimeurs en vers burlesques, publicado em Paris, no ano de 1710, o mais interessante é o das libertinagens da mulher do Mestre Impressor, que, apenas caída a noite, atraia à sua alcova os aprendizes para uma esbórnia desenfreada.

As misères são relatos do século XVIII. Narram a pouca comida, o ambiente insalubre, a falta de sono nas casas de ofício. Incluem caricaturas e obscenidades, como a da mulher do Mestre.

Em todas as épocas as misères prenunciam o fim de uma forma de organização do trabalho que já não se sustenta nem econômica nem moralmente.

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Repouso.

Trabalho & Filosofia.

No ano de 1885, em Roma, as escavações no monte Quirinal trouxeram à luz um bronze representando um pugilista.

Remanescente dos Banhos de Constantino, a obra é incrivelmente bem realizada. Os detalhes: a proteção das mãos e das genitais, a orelha, o dorso e a face com sinais das feridas, o nariz quebrado combinam perfeitamente com a expressão exausta de um lutador que aguarda pelo seu retorno à arena.

Exposta no Museo Nacionalle Romano – Palazzo Massimo, a estátua data, provavelmente, do primeiro século ac. O estado de preservação se deve a ter sido cuidadosamente enterrada, talvez como rito propiciatório, talvez para poupá-la quando os Godos, que atacavam Roma, destruíram o aqueduto que alimentava os Banhos. (mais…)

Qual é o princípio fundamental do direito do trabalho?

Notícias & Almanaque.

Deu na Folha, por Lucas Tófoli Lopes:

O bicho está pegando nas ruas e as mudanças na legislação são discutidas.

O direito do trabalho é um dos fatores que está no meio do cabo de guerra entre governo e opositores. E este campo do direito, por si só, já é delicado.

Gostaria de apresentar aqui os princípios do direito do trabalho consagrados pela doutrina (isto é, pelos principais autores da área).

Em tempo: o próprio conceito de “princípio” é muito discutido em Direito. Para entender esse post, vamos considerar “princípio” como os fundamentos que devem nortear a aplicação do direito e a produção de leis.

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Exposição traz fotos dos primeiros operários legalmente registrados no Brasil.

Notícias & Almanaque.

Mostra começa no dia 15, no Espaço Cultural BNDES Rio.

A Galeria BNDES recebe, de 15 de março até 5 de maio, passando pelas celebrações do Dia do Trabalhador, a exposição “Assis Horta: Retratos”, desdobramento de projeto vencedor do XII Prêmio Marc Ferrez de Fotografia da FUNARTE, sob curadoria do pesquisador Guilherme Horta.

O mineiro Assis Horta se tornou referência ao clicar os primeiros retratos de operários legalmente registrados no Brasil, em seu estúdio fotográfico em Diamantina, após a Consolidação das Leis do Trabalho (C.L.T.) em 1° de maio de 1943. Naquela época, milhares de trabalhadores sentaram-se diante de uma câmera, provavelmente pela primeira vez, para regularizar o seu registro profissional e aplicar o seu retrato 3×4 na Carteira de Trabalho e Previdência Social.  (mais…)

O Trabalho Inqualificável.

Trabalho & Produtividade.

Ao longo das últimas décadas, o nível de qualificação para o trabalho descreveu uma trajetória parabólica. Ao trabalho sem qualificações, majoritário nos esforços de produção até a primeira Grande Guerra, sucedeu o trabalho qualificado, do operário adestrado. Em meados do século passado, graças ao esforço qualificante da educação técnica, chegou-se ao ápice do enobrecimento do trabalho. Sobreveio, então, o declínio: a gradual padronização que pende para a degradação do trabalho meramente quantificado. (mais…)

O trabalho sem qualidades.

Trabalho & Produtividade.

O emblema de um produto artesanal como obra de arte é o saleiro fabricado para o rei da França, Francisco I, pelo pintor, escultor, escritor e multimídia florentino Benvenuto Cellini (1500 – 1571), cujos quinhentos e dezessete anos de nascimento se comemoram neste 3 de novembro.

A peça, de 26 x 33,5 cm, pode ser vista no Museu Kunsthistorisches de Viena. Consta de um pequeno barco onde se coloca o sal, rodeado pelas personagens mitológicas Cibele e Netuno, a deusa da terra e o deus do mar. Esferas de marfim incrustadas sob o pedestal permitem deslocar o saleiro na superfície da mesa. (mais…)

Um trabalhador americano produz como quatro brasileiros

CATEGORIA NT

folha_de_s_paulo_136114Deu na Folha: O trabalhador norte-americano é o mais produtivo do mundo. E em um dia de trabalho, são necessário quatro trabalhadores brasileiros para alcançar o mesmo nível de produtividade de acordo com pesquisas. O motivo? Baixo nível educacional, falta de mão de obra qualificada e poucos investimentos em inovação e tecnologia.

De acordo com os dados da Conference Board, organização que reúne cerca de 1.200 empresas públicas e privadas de 60 países, o melhor índice do Brasil foi registrado em 1980, quando um trabalhador brasileiro produzia o equivalente a 39% de um trabalhador nos EUA. Os dados medem eficiência através do quanto cada pessoa contribui para o PIB de seu país.

O brasileiro estuda em média 7 anos; nos EUA, são de 12 a 13 anos. A piora da produtividade em relação a americanos ajuda a explicar o resultado fraco do PIB.

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Assim caminha o trabalhador

CATEGORIA AST

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