NOTAS: A girafa e o erro do Tipo 2.

Notas.

Na Revista Inteligência, meu artigo sobre os erros Tipo 2.

O leão é o único animal que figura em todas as representações da Arca de Noé. Seguem-se, pela ordem, o urso, o javali e o cervo. Em seguida vêm os quadrupedes ferozes. Depois, os mansos. Os seres aquáticos são retratados fora da Arca, flutuando ou submersos. São raras as aves. O corvo e a pomba são símbolos solteiros do egoísmo e da fraternidade, mais do que tipos de animais. Os insetos não são jamais representados. Nem as girafas.

Entende-se o caso dos insetos, mas e a omissão da girafa? Não seria pelo tamanho do pescoço, que alta era a Arca. O motivo, sabemos hoje, é o mesmo que dá fundamento a uma série de desacertos pseudocientíficos: os erros de Tipo 2, a não rejeição de uma hipótese falsa. Esse deslize secundário foi que levou a presumir, como causas da exclusão da Arca, o tamanho, os chifres peludos, ou, no caso das girafas, sua homossexualidade natural, cujos machos copulam alegremente entre si.

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NOTAS: Trabalhar demais aumenta o risco de AVC.

Notas.

Deu na RIF por Taíssa Stivanin.

Estudo realizado por pesquisadores europeus e americanos provou pela primeira vez a relação entre o excesso de trabalho e os ataques cerebrais. Os resultados foram publicados no fim de junho na revista científica Stroke.

Aviso aos workaholics de plantão: trabalhar mais de dez horas por dia, pelo menos 50 dias por ano, aumenta em 29% a possibilidade de ter um AVC (acidente vascular cerebral). O perigo cresce com o tempo. Se a situação persiste por mais de dez anos, o risco cresce 45%. É o que mostra uma pesquisa realizada por um grupo de cientistas europeus e americanos, entre eles o pesquisador francês Alexis Descatha, especialista de doenças profissionais do hospital Raymond-Poincaré, situado em Garches, na região parisiense.

O estudo pôde ser realizado graças a grupo de 200 mil pacientes que frequentam hospitais e centros públicos e integram um banco de dados colocado à disposição dos cientistas. Muitos deles tinham histórico de AVC, o que permitiu aos cientistas fazerem as comparações necessárias para chegar às conclusões estabelecidas na pesquisa. “Temos agora uma análise importante que evidencia esse risco moderado e que é estatisticamente significativo. O que é interessante notar é que ele é significativo a partir de dez anos de exposição. No consultório, é algo que já podemos observar. Então temos a confirmação de algo que, em termos de duração, nunca havia sido constatado até agora”, diz Descatha, em entrevista à RFI.

Quais outras razões poderiam explicar a ocorrência de um AVC, que é um problema relativamente raro, em caso de excesso de trabalho? Por enquanto os cientistas formulam hipóteses, lembra Alexis Descatha, que ainda não foram confirmadas pelo estudo publicado na revista Stroke. Eles ainda não sabem dizer ao certo se os ataques cerebrais seriam uma consequência direta da carga de trabalho ou do tipo de trabalho realizado, explica.

Segundo ele, há atividades que têm um efeito direto nas funções cardiovasculares, no ritmo cardíaco e na coagulação. Os horários noturnos, apos às 22h, por exemplo, e alternados, são comprovadamente nocivos para a saúde, exemplifica, porque afetam o relógio biológico. Algumas funções também estimulam comportamentos pouco saudáveis, como o tabagismo, a falta de atividade física, a alimentação inadequada, consequência do ritmo profissional e o consumo excessivo de álcool. Problemas como insônia também são frequentes. “Há uma modificação do comportamento ligada ao trabalho, principalmente ao excesso de trabalho a longo prazo, o que pode justamente, acarretar a ocorrência de um acidente cardiovascular”, diz.

O pesquisador francês explica que o estudo não detalha quais atividades profissionais tornam as pessoas mais propensas aos ataques cerebrais, mas os médicos já sabem que o trabalho que continua a ser executado de casa (envio de e-mails e telefonemas, por exemplo) também influencia negativamente a saúde, com todos seus riscos. “Nosso objetivo agora é entender os mecanismos que estão por trás desse risco, preveni-los, e diminuir a incidência dos acidentes vasculares cerebrais”, reitera Descatha. Seus próximos estudos agora deverão analisar qual a relação entre o trabalho excessivo e outras doenças cardiovasculares, e a maneira exata como os efeitos diretos e indiretos afetam os indivíduos. Somente desta forma poderá ser possível efetuar uma prevenção eficaz, reitera.

As próximas pesquisas também buscam entender se a carga de trabalho extrema exerce a mesma influência em acidentes vasculares hemorrágicos, quando há ruptura de uma veia ou artéria bloqueada por excesso de colesterol, por exemplo, ou vasculares isquêmicos, nos quais o cérebro fica temporariamente sem oxigênio, mesmo sem antecedentes. A pesquisa leva a crer, diz Descatha, que o excesso de trabalho pode ser a razão das isquemias cerebrais em jovens que não apresentam fatores de risco. “É o que constatamos no estudo, quando tentamos analisar os casos mais jovens, de adultos de menos de 50 anos. É mais do que claro que todo mundo pode ser vitima de um AVC, jovens ou nem tanto.”

Como criar um programa de prevenção?

“Dizer às pessoas para trabalhar menos não tem sentido”, diz o pesquisador francês. “O que é certo, por diferentes razões, que sejam sociais ou financeiras, ou de carreira profissional, é que trabalhar mais do que a média, mais de 10 horas por dia e 50 dias por anos, é algo comum, já que 30% da população declara estar nessa situação. Mas se essa situação se prolonga por mais de dez anos, há efeitos na saúde que devem levar a uma prudência maior da gestão de Recursos Humanos e do tempo de trabalho”, diz Alexis Descatha. A prevenção para evitar essa situação, ressalta, deve ser coordenada entre o médico do trabalho e outros setores da empresa.

Essa situação de risco existe em empresas de todo o mundo, lembra o especialista francês, e já foi demonstrada em estudos asiáticos, americanos e europeus. As pesquisas demonstram que a prevenção passa pelo equilíbrio entre o tempo dedicado ao trabalho e à vida pessoal. “Há limites que não devem ser ultrapassados”, conclui. O objetivo agora do pesquisador francês e de sua equipe é ir mais longe nos estudos para compreender se é carga cognitiva, física ou ambas que afetam a saúde e se isso depende da maneira como o individuo lida com essa situação. “O objetivo é fazer a prevenção. E já sabemos que trabalhar demais por muito tempo afeta a saúde.”

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ÉTICA: A imoralidade contraproducente.

Ética.

O minguado senso moral dos gerentes da era da competição sem limites costuma estimular a adoção de práticas danosas ao trabalho, às organizações, à economia e, em última instância, à sociedade.

Dentre as quebras na produtividade imputáveis ao descaso com a ética, figuram, em cambulhada, as interdições da fala, os protocolos de metas, a mentalidade mercenária e a surdez comunicacional.

O hábito de tolher a comunicação entre trabalhadores tem dois efeitos. Camufla a ineficácia na cadência de tarefas e cristaliza as rotinas, que se atrasam em relação as mudanças no ambiente técnico-econômico.

A estipulação de metas dissemina fantasias numéricas. Convida a pequenos ajustes, lacunas e deslocamentos, que se acumulam nos relatórios corporativos. Conciliações inúteis que desfiguram a realidade. Um exemplo é o da transferência dos resultados da primeira quinzena de janeiro para dezembro do ano anterior, de modo a cumprir metas anuais. Outro, é o das pedaladas e químicas orçamentárias, que, de tão frequentes, tornaram-se norma nas grandes corporações públicas e privadas.

O vício mercantilista, desde o comércio de horas trabalhadas até a atitude dos gerentes que buscam resultados de curto prazo para aumentar seu bônus anual ou para ascender na carreira, favorece disposições prejudiciais à rentabilidade e à fidelização do trabalhador.

Por fim, a surdez comunicacional desmoraliza a busca de produtividade. Se ninguém se dispõe a escutar sobre o que possa balançar o barco, como denúncias de assédio e de maus tratos, e ninguém se sente estimulado a delatar a incompetência gerencial, nem os desperdícios e os defeitos nos produtos e serviços, o barco tende a naufragar sem ter balançado.

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NOTAS: As condições de trabalho dos moderadores do Facebook são muito piores do que você imagina.

Notas.

Deu no Gizmodo por .

Durante anos, surgiram relatos detalhando os danos que a moderação de conteúdo on-line causa aos responsáveis ​​pela limpeza dos sites das mais poderosas empresas de tecnologia. O Facebook anunciou em maio que faria algumas mudanças para que uma parte dessa força de trabalho responsável pela moderação (embora nem toda) receba um salário um pouco maior e cuidado extra, mas uma nova reportagem indica que essas mudanças graduais são apenas curativos para o que é descrito como um ambiente de trabalho severamente angustiante.

A reportagem, publicada pelo The Verge, detalha as condições de trabalho dos moderadores de conteúdo em um centro de Tampa, Flórida. Ele é operado pela Cognizant, uma empresa de serviços profissionais que assinou um contrato de dois anos e US$ 200 milhões com o Facebook para liderar essas ações, disse um ex-funcionário ao The Verge.

“No começo, isso não me incomodou – mas depois de um tempo, começou a me prejudicar”, disse Michelle Bennetti, ex-funcionária terceirizada do escritório de Tampa, ao The Verge“Eu sinto como se tivesse uma nuvem – uma escuridão – pairando sobre mim. Eu comecei a ficar deprimida. Eu sou uma pessoa muito feliz e extrovertida, e eu estava [ficando] retraída. Minha ansiedade aumentou. Era difícil enfrentar isso todos os dias. Isso começou a afetar minha vida pessoal”.

Os detalhes da publicação são, na melhor das hipóteses, um relato sombrio das condições sujas e caóticas do local de trabalho e, na pior das hipóteses, uma visão perturbadora dos efeitos psicológicos que o trabalho pode causar.

Funcionários terceirizados disseram ao The Verge que encontravam “secreções nasais, unhas e pelos púbicos, entre outros itens” em suas mesas compartilhadas quando chegavam para seus turnos. O escritório era completamente limpo antes das visitas do Facebook.

“Cada canto daquele prédio era absolutamente repugnante”, disse um ex-funcionário ao Verge. “Se você fosse ao banheiro iria encontrar sangue menstrual e fezes por todo o lado. Estava sempre com um cheiro horrível”. Ela também caracterizou o local de trabalho como “uma sweatshop nos Estados Unidos”.

Em uma transmissão ao vivo no Facebook, um funcionário teria dito que queria “esmagar a cabeça de um gerente” e não recebeu nenhuma ação disciplinar porque outro gerente disse que o comentário era apenas uma piada. Outro funcionário ameaçou “disparar contra o prédio” em um grupo de troca de mensagens. A empresa deixou ele retornar após uma licença remunerada, e ele só foi demitido depois que uma segunda ameaça semelhante foi feita.

O relatório detalha como a estrutura e as regras extenuantes impostas aos trabalhadores os forçavam a trabalhar quando estavam doentes, para que não corressem o risco de perder seus empregos. Funcionários terceirizados do Facebook teriam que relatar via uma extensão de navegador sempre que usassem o banheiro, com direito a apenas um certo número de pausas.

O medo de ser demitido também era constante – “dias de bolsa vermelha” é um termo comumente utilizado entre os trabalhadores para se referir aos dias em que os gerentes demitem funcionários. Eles recebem bolsas vermelhas para colocar suas coisas.

“Trabalhamos com nossos parceiros de revisão de conteúdo para fornecer um nível de suporte e compensação líder no setor”, disse um porta-voz do Facebook ao Gizmodo por e-mail. “Haverá inevitavelmente desafios com funcionários ou insatisfações que colocam em dúvida nosso compromisso com esse trabalho e com os funcionários de nossos parceiros. Quando as circunstâncias justificam uma ação por parte da administração, nós garantimos que isso aconteça”.

O que fica claro nesta reportagem é que o Facebook ignorou as condições infernais de trabalho sofridas por uma grande parte de sua força de trabalho. Esses trabalhadores, a propósito, são responsáveis ​​por uma das tarefas mais vitais para a manutenção do Facebook: garantir que as postagens mais hediondas sejam tiradas do ar. O aumento do salário e dos benefícios oferecidos pelo Facebook este ano indicam que a empresa, no mínimo, responde às críticas da imprensa, mas as melhorias incrementais para funcionários terceirizados como os de Tampa não são suficientes para manter os trabalhadores felizes, saudáveis ​​e seguros.

Contratar mais moderadores pode ajudar a evitar que alguns vídeos terrivelmente violentos ou inadequados passem despercebidos, mas sem condições de trabalho justas e seguras, isso significa apenas sacrificar o bem-estar desses funcionários terceirizados pelos resultados financeiros da empresa.

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NOTAS: Artigo – Foucault e a gestão do trabalho.

Notícias.

Estudos de Administração e Sociedade (ISSN 2525-9261).  v. 2, n. 1 (2017).

Este artigo trata dos efeitos das teorias de Michel Foucault no domínio da gestão do trabalho. Apresenta as noções fundamentais dos condicionantes do valor-trabalho a saberes e poderes circunstanciais. Discute como racionalidades contextuais e transitórias conformam as práticas gerenciais referidas ao esforço produtivo. O artigo conclui com uma interpretação das implicações dos conceitos inerentes à racionalidade técnica para o entendimento do fenômeno do trabalho na atualidade. 

This article deals with the effects of Michel Foucault’s theories on work management. It presents the fundamental notions of the conditioners of labor value to knowledge and circumstantial powers. It discusses how contextual and transitional rationalities conform the managerial practices referred to the productive effort. The article concludes with an interpretation of the implications of the concepts inherent to the technical rationality for the understanding of the work phenomenon in the present time. 

Este artículo trata de los efectos de las teorías de Michel Foucault en el ámbito de la gestión del trabajo. Presenta las nociones fundamentales de los condicionantes del valor-trabajo a saberes y poderes circunstanciales. Discute cómo las racionalidades contextuales y transitorias conforman las prácticas gerenciales referidas al esfuerzo productivo. El artículo concluye con una interpretación de las implicaciones de los conceptos inherentes a la racionalidad técnica para el entendimiento del fenómeno del trabajo en la actualidad. 

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NOTAS: O trabalho está matando as pessoas e ninguém se importa.

Notícias.

Deu na BBC News Mundo por Cecilia Barría.

O escritor e pesquisador Jeffrey Pfeffer não considera que sua frase “trabalho está matando as pessoas e ninguém se importa” seja uma metáfora.

O professor da Escola de Pós-Graduação em Negócios da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, argumenta que sua tese é baseada em pesquisas realizadas durante décadas tanto em seu país como em outros lugares do planeta.

Pfeffer é autor ou coautor de 15 livros sobre teoria organizacional e recursos humanos. Em seu último livro, “Morrendo por um salário” (em tradução livre do inglês), ele argumenta que o sistema de trabalho atual adoece e mata as pessoas.

Na obra, Pfeffer conta o caso de Kenji Hamada, um homem de 42 anos que morreu por causa de um ataque de coração quando estava em seu escritório em Tóquio. Hamada trabalhava 75 horas por semana e, todos os dias, demorava cerca de duas horas para chegar ao trabalho.

Pouco antes de sua morte, Hamada havia trabalhado 40 dias seguidos sem folga – sua esposa contou que ele estava extremamente estressado.

O caso de Hamada é apenas um de vários exemplos coletados por Pfeffer em seu livro. Na publicação, o pesquisador fala dos efeitos de um sistema de trabalho que muitas vezes se torna “desumano” por excesso de carga laboral.

Segundo evidências compiladas por Pfeffer, 61% dos trabalhadores americanos consideram que o estresse lhes causou problemas de saúde; 7% dizem que já foram hospitalizados por causas relacionadas ao trabalho.

O pesquisador estima que o estresse esteja relacionado à morte de 120 mil trabalhadores americanos.

De um ponto de vista econômico, o estudioso acredita que as empresas dos Estados Unidos gastam cerca de U$ 300 bilhões ao ano para cobrir problemas relacionados a doenças de seus funcionários.

A BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, conversou com o pesquisador. Confira os principais trechos abaixo.

BBC – No livro, você menciona que existe um sistema de trabalho tóxico que está matando as pessoas. Quais evidências você tem sobre esse assunto e como o trabalho moderno afeta os trabalhadores?

Jeffrey Pfeffer – Existem provas dos efeitos da carga excessiva de trabalho na saúde das pessoas. As longas jornadas, demissões e falta de planos de saúde provocam uma enorme insegurança econômica, conflitos familiares e doenças.

O trabalho tem se tornado desumano. Por um lado, as empresas desconsideram a responsabilidade que eles têm com seus empregados. Mas também há insegurança entre os trabalhadores informais, contingente que vem crescendo nos últimos anos.

BBC – Quem é responsável por esse fenômeno?

Jeffrey Pfeffer – Se a gente pensar nos anos 50 e 60, os diretores de empresas diziam que era importante equacionar os interesses dos funcionários, clientes e acionistas. Hoje, tudo está centrado nos acionistas.

Nos bancos de investimentos, por exemplo, há uma prática generalizada em que os funcionários só voltam para casa para tomar banho, praticamente. Depois, retornam ao escritório.

Sob esse sistema, muitos trabalhadores ficam viciados em drogas, porque começam a usar cocaína e outras drogas para se manterem acordados.

BBC – No caso dos Estados Unidos, você escreveu que o local de trabalho é a quinta causa de morte nos Estados Unidos.

Jeffrey Pfeffer – Escrevi que era ‘pelo menos’ a quinta causa de mortes, talvez seja até mais que isso.

BBC – E quem são os responsáveis por essas mortes?

Jeffrey Pfeffer – Os empregadores são os responsáveis. Os governos também são responsáveis por não fazer nada a respeito.

BBC – Então, qual o papel da política em tudo isso?

Jeffrey Pfeffer – Tem um papel enorme. Temos que fazer algo para diminuir esses feitos. Mas não somos capazes de fazer nada em um nível individual.

Se quisermos resolver o problema de maneira sistêmica, será preciso uma intervenção sistêmica a partir de algum tipo de regulação.

BBC – Qual é a reação de diretores de empresa quando você conversa com eles sobre a precarização do trabalho?

Jeffrey Pfeffer – Ninguém diz que os dados estão errados, porque eles são bastante assustadores. Mas esse assunto é como um jogo de ‘batata quente’: as pessoas sabem que existe um problema, mas ninguém quer assumir o encargo.

Os custos de saúde são enormes. As condições de trabalho causam doenças crônicas como diabetes ou problemas cardiovasculares.

BBC – Falando desses custos, as empresas podem responder que fazer mudanças no sistema de trabalho vai afetar os lucros corporativos.

Jeffrey Pfeffer – Isso não é verdade. Sabemos que as pessoas estressadas têm uma maior probabilidade de pedir demissão. Sabemos que trabalhadores doentes são menos produtivos.

Sabemos por estudos realizados nos Estados Unidos e no Reino Unido que 50% dos casos em que funcionários faltam ou pedem licença médica estão relacionados ao estresse causado pelo trabalho.

O Instituto Americano do Estresse calcula que o custo anual causado pelo estresse chega a U$ 300 bilhões (mais de R$ 1,1 trilhão).

Então, torna-se muito caro manter trabalhadores doentes ou empregados que vão trabalhar mas têm rendimento baixo. E isso custa uma fortuna a uma empresa.

BBC – Do lado dos trabalhadores, você escreveu que as pessoas deveriam cuidar melhor de si mesmas. Mas se um funcionário pede melhores condições de trabalho, ele pode acabar demitido. Como essas mudanças que senhor prega podem ser feitas na prática?

Jeffrey Pfeffer – Primeiro, os trabalhadores precisam assumir a responsabilidade de cuidar de sua própria saúde. Se você não consegue equilibrar seu trabalho e sua vida pessoal, é melhor sair e procurar outro emprego.

Tem gente que contesta: ‘Não do posso sair do emprego’. Eu respondo: ‘se você está em uma sala cheia de fumaça, você vai sair, porque as consequências para sua saúde serão severas’.

Outro ponto é que a população pressione os governos para criar leis que protejam os trabalhadores de forma coletiva, pois o sistema atual também tem um custo para a sociedade.

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NOTAS: Max Weber – o processo de racionalização e o desencantamento do trabalho nas organizações contemporâneas.

Notas.

Este artigo indica algumas implicações do pensamento weberiano sobre a compreensão do trabalho e da forma de administrá-lo. Com base nos conceitos weberianos de racionalidade e de racionalização, é feita uma apreciação do trabalho na história ocidental, com ênfase no momento da passagem do capitalismo tradicional para o contemporâneo. A tese central é a de que as teorias de Weber são um modo válido para compreender o trabalho desencantado da atualidade.

This article discusses some implications of Weber’s thoughts about understanding and managing labor. Based on Weber’s concepts of rationality and rationalization, the article develops an account of the transformations of labor in Western history, stressing the shift from early to contemporary capitalism. The central thesis is that Weber’s theories are a well grounded way to explain today’s disenchanted work.

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UTILIZE E CITE A FONTE.
THIRY-CHERQUES, Hermano Roberto. Max Webero processo de racionalização e o desencantamento do trabalho nas organizações contemporâneas. Rev. Adm. Pública [online]. 2009, vol.43, n.4, pp.897-918. ISSN 0034-7612.

ALMANAQUE: Merry work.

Almanaque.

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‘Many hands make light work. Many hands together make merry work‘

 wrote the philosopher and reformer, Jeremy Bentham (1748 – 1832) in 1793.

 

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TRABALHO: Técnica e desrazão.

Trabalho.

Resultado de imagem para tecnologia no mercado de trabalhoO significado da palavra “técnica” (téchne) permanece aquele dado pelos estoicos: um sistema definido de práticas destinadas a conseguir um fim.

Também permanece viva a discussão levantada pelos epicuristas: saber se o fim da técnica refere à medida humana ou se teremos que nos submeter à servidão que nós mesmos promovemos.

Na atualidade, a balança parece tender para segunda vertente. As descrições da vida coisificada de Kafka e da vida programada de Aldous Huxley, que antecederam as críticas filosóficas de Heidegger e de Adorno, denunciam o mundo laboral que aí está: destinos fechados, carreiras banais, trabalho mecânico.

O adestramento do ser humano para a economia binária o tornou preciso e ágil. Mas converteu parte dos trabalhadores em máquinas capazes de controlar as demais; em seres que não temem a morte do espírito porque nunca chegaram, de fato, a exercitá-lo.

Como em outras épocas, a dinâmica do trabalho se encontra hoje à mercê de uma casta de operadores tecnocratas que simplesmente ex-istem (estão fora), que não têm uma experiência interior, uma vida introspectiva que os humanize.

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TRABALHO: O pêndulo dialético – o senhor, o escravo e o trabalho digital.

Trabalho.

Recordemos o argumento de Hegel.

De um lado, temos o senhor, o mestre, o proprietário, … De outro, o escravo, o servo, o trabalhador, …

Um depende do outro. O senhor para subsistir material, social e psiquicamente; o escravo para continuar existindo materialmente. Nem o domínio do senhor é completo: não subjuga a consciência do escravo; nem o domínio do escravo é completo: está sempre em face da possibilidade do castigo e da morte.

Pawel Kuczynski

A autoconservação funda a estratégia tanto de um como de outro. O trabalho do escravo nutre as duas personalidades. Sem o trabalho ambos deixarão de ser.

O duelo não é só pela sobrevivência. É, principalmente, pela identidade.

A disputa é incessante. Mas, não pode ser consumada porque sem o trabalho do escravo não há progresso social.

Esta tensão pôs em marcha os ideais do comunismo e do liberalismo econômico. É a insolubilidade do confronto que alimenta o sentimento mais despótico do socialismo autoritário e o sentimento mais egoísta do capitalismo sem peias.

Ambos os regimes são centrados na interdição de o escravo tornar-se o senhor da sua vida.

A esperança é de que, à medida em que a automação avance, o poder dinâmico sobre o trabalho rescinda. Com a cessação do embate, o pêndulo dialético tenderia a estancar.

UTILIZE E CITE A FONTE.
Hegel, Georg Wilhelm Friedrich (1992). Fenomenologia do espírito. Tradução de Paulo Menezes. Petrópolis. Vozes.

TRABALHO: Em direção à acracia laboral.

Trabalho.

O assalariamento pouco a pouco vai se tornando tangencial à economia. Contribui cada vez menos para a subsistência material dos particulares e é cada vez mais destinada à domesticação da humanidade.

É provável que, em algum momento no futuro próximo, essa tensão encontre alívio no afrouxamento das estruturas econômicas e políticas. A alternativa é o rompimento em fragmentação catastrófica.

Realisticamente, não se trata de reverter o processo, mas de amenizar as dores da transição.

O que pode ser feito é promover regimes não vinculantes. Regimes libertários, como diria Bakunin. Isto terá que ser impulsionado sem a ajuda das corporações e dos governos e mesmo contra eles, avessos que sempre foram à perda de controle sobre as pessoas, e ineptos que se tornaram para conduzir mudanças estruturais.

UTILIZE E CITE A FONTE.
Bakunin, Mikhail (2003). Estatismo e anarquia. São Paulo: Imaginário/Ícone.

TRABALHO: Motivação e mobilização.

Trabalho.

Kehinde Wiley’s “Napoleon Leading the Army over the Alps”.

Pensamos a mobilização e a motivação como sinônimos, mas o instinto semântico nos faz dizer que “os funcionários foram mobilizados para combater uma epidemia” e que “o piso molhado motivou o acidente”, e não o contrário.

Tanto o móbil como o motivo derivam da ideia de movimento. Mas, já no latim, mobìlis,e diferia em essência de motívus,a,um. O móbil denota a persuasão, a vontade. O motivo expressa a indução, o impulso.

O móbil refere à convicção – pessoal ou coletiva – de que a ação determinada convém aos interesses dos agentes. O motivo é o resultado de um processo que orienta a psique para um objetivo individual determinado.

Mobiliza-se para a guerra. Está-se motivado para lutar. Mobiliza-se para ir ao trabalho. Está-se motivado para produzir.

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NOTAS: Porque devemos parar de trabalhar.

Notas.

Josh Cohen, psicanalista e professor de literatura, reuniu os argumentos e exemplos das duas disciplinas para fundamentar a convicção de que a criatividade e a serenidade na vida depende de trabalharmos o mínimo possível.

Em outros termos, quanto menos trabalhamos, melhor é o resultado da nossa atividade. Na esfera psíquica e na social.

 

 

 

 

Cohen, Josh (2019) Not Working: Why We Have to Stop. London. Granta Books
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NOTAS: O que fazer com o Velho?

Notas.

Na Revista Inteligência, meu artigo sobre o trabalho na terceira idade.

telephoneTrês obras são fundamentais para entender a situação dos trabalhadores que alcançam transpor a maturidade. “Saber Envelhecer – Seguido de A Amizade”, de Cícero, que recolhe e informa os saberes sobre a velhice na Antiguidade, o ensaio “A Velhice”, de Simone de Beauvoir (1970), que descreve a situação sociopolítica do idoso, e “O tempo de memória”, de Norberto Bobbio (1997), que dá a perspectiva contemporânea da vida ativa do velho.

As palavras “idoso” e “velho” nomeiam aqueles que vão chegando à derradeira época da vida. Ambas denominações remetem a injustiças e incompreensões. Na nossa cultura, a palavra “idoso” liga-se à degradação física. Já o termo “velho” se relaciona à aversão social.

Se em determinadas culturas e épocas se espera que o idoso trabalhe até quando possa e se tenha pelo velho respeito e admiração; na nossa, o termo idoso é sinônimo de inútil, e o termo velho denota repulsa e desprezo.

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EPISTEMOLOGIA: Foucault – Na análise das epistemes, a chave heurística.

Epistemologia – Heurística.

Foucault utilizou a palavra grega épistémè (entendimento) para significar as relações que conectam os diferentes tipos de discurso em uma situação espaço-temporal.

A episteme é um mosaico que conforma uma totalidade, como os pixels conformam uma imagem. Discrimina o modo de perceber, de conceituar, de definir e de agrupar os elementos de um meio cultural dado.  Estabelece um corpo de prescrições cuja função é vigiar os desvios dos paradigmas tidos como verdadeiros.

A análise das epistemes rompe com o dogma da identificação de problemas. Entende que quando nos referimos ao problema moral, ou ao problema do trabalho ou de qualquer outro objeto, incorremos em uma petição de princípio: a de que a ética, o trabalho, ou qualquer objeto são dificuldades, antes de serem temas de reflexão.

As análises tradicionais abordam o objeto sócio-humano problematicamente; como algo que deve ser resolvido; isto é, que deve ter uma solução na forma matemática, mas, também, na forma em que os nazistas falavam do “problema judaico” e que hoje o Ocidente fala do “problema muçulmano”.

A abordagem prescrita por Michel Foucault abandona a interrogação sobre o conteúdo do objeto; desmonta a estrutura de normas de relacionamento entre elementos dos discursos; concentra-se no entendimento da constituição do seu significado.

O valor heurístico da análise das epistemes está em observar os interstícios da narrativa, em abrir-se para além da constatação e da hermenêutica, em trazer à luz (ou em inventar) a chave que poderá rescindir o quadro das inadequações sociais persistentes.

UTILIZE E CITE A FONTE.
Foucault, Michel (2007). As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas. Tradução de Salma Tannus Muchail. São Paulo. Martins Fontes.

NOTAS: O ‘mito’ do empreendedor jovem.

Notas.

Deu no Brazil Journal por Mariana Barbosa.

Swan – by Maria Hatling (South Korea)

Nassim Taleb foi a São Francisco. E odiou o que viu. MIT desconstrói o ‘mito’ do empreendedor jovem.

Taleb fez fama (e uma legião de seguidores) com o livro “The Black Swan”, que criticou severamente os modelos financeiros usados pelo mercado para avaliar risco e praticamente previu a crise de 2008.

Enquanto espera a próxima crise, Taleb pontifica sobre tudo no Twitter, onde tem se revelado um misto de sábio com tio ranzinza.

Depois de uma viagem a São Francisco, o tio ranzinza explodiu: “Millennials tatuados, com um problema de atitude, morando apertados e pagando aluguéis exorbitantes. E (agressivamente) vegetarianos.” A metralhadora continuou: “O culto da juventude (pela juventude) resulta de uma falácia lógica elementar. Se 90% das inovações bem-sucedidas vêm dos jovens, menos de 1/1000 das inovações dos jovens funcionam. Estatisticamente, a juventude está correlacionada com a mediocridade, a indolência, a fraqueza física e a falta de criatividade.”

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NOTAS: O futuro do trabalho no passado.

Notas.

Deu no Gizmodo por .

Quais eram os empregos do futuro segundo especialistas de 1988?

Orbit City – The Jetsons

Fazer previsões é difícil, sabemos disso. Mas há um campo em que a previsão pode ser ainda mais difícil do que os prognósticos sobre as casas em que viveremos ou os carros que usaremos: o tipo de emprego que teremos.

Especialistas estão sempre tentando descobrir para qual caminho a sociedade está indo e, com base nisso, determinar quais serão os trabalhos do futuro. E esse tipo de previsão parece sempre trazer as ideias mais malucas, principalmente quando a sociedade não segue necessariamente os caminhos esperados.

O final da década de 1980 e o início dos anos 1990 foi uma época de muitas reviravoltas para quem procurava por um emprego. A automação estava começando a colocar suas garras tanto em trabalhos intelectuais quanto em trabalhos braçais, fazendo com que especialistas se preocupassem com uma grande retração.

E eles não estavam totalmente errados. Porém, algumas das reviravoltas previstas – especialmente as que falavam da exploração físicas de lugares estranhos como a Lua e os oceanos – não deram certo.

Quase todos os itens da sua lista existem hoje como um trabalho possível – talvez a única exceção seja “astrônomo lunar”. E não há muitos “gerentes de hotel no oceano”, pelo menos não da maneira como os futuristas da década de 1980 teriam imaginado. Em tese, deveríamos ter vastas cidades sob as ondas do oceano hoje em dia. Ou, pelo menos, cidades sobre oceanos – não muito diferentes das fantasias anarcocapitalistas de hoje em dia.

Mas o artigo não falou apenas com Feingold. A matéria também cita o professor de engenharia da George Tech Alan Porter, que deu sua opinião sobre o futuro do fast food:

Ele prevê inovações como “o Autoburger”, um estabelecimento de fast-food parecido com o McDonald’s, mas sem trabalhadores humanos.

A previsão também quase acerta com a realidade atual – o caso é que isso já é possível, mas ainda não se popularizou tanto. O McDonald’s tem alguns restaurantes super automatizados, mas os humanos ainda estão trabalhando nesses lugares.

O Caliburger, em Pasadena, na Califórnia, tem um robô chapeiro chamado “Flippy”. E a Creator, uma empresa que vende máquinas que fazem hambúrgueres, abriu um “restaurante robotizado” neste ano.

Mas, assim como a ausência de caixas humanos em supermercados e grandes varejistas, se livrar do trabalhador de carne e osso não necessariamente torna algo mais eficiente. Muitas vezes, apenas transfere a mão de obra para o consumidor.

E o artigo termina com um misto de boas e más previsões:

Marvin Cetron, um analista tecnológico, analisa o ano 2000 e prevê uma semana de trabalho de 32 horas. “O único trabalho que uma mulher não vai fazer é o de padre católico”, disse ele.

Cetron disse que estudantes universitários do futuro estudarão pesquisa de enzimas, engenharia genética e robótica.

No topo da lista de previsões de Cetron para candidatos a emprego do futuro: “Certifique-se de ter conhecimentos de informática. Você não vai conseguir entrar no mercado de trabalho se não tiver isso. Vai ser uma necessidade tão básica quanto dirigir um carro”.

É preciso ser um letrado em informática? Isso parece óbvio, olhando em retrospecto. Só não diga isso para o ministro de cibersegurança do Japão, Yoshitaka Sakurada. Aos 68 anos, ele nunca usou um computador na vida. Sakurada tem “secretários” que fazem o trabalho por ele. Ele é um dos últimos com essa tradição, pelo menos.

Como você acha que será o trabalho daqui a 30 anos? Eu suspeito que muitos “especialistas” falarão sobre os profissionais de logística de entregas com drones em lojas do varejo, técnicos em Hyperloop e especialistas em terraformação de Marte.

Mas nenhuma dessas coisas está garantida para o nosso futuro. Embora “guia de safári em Marte” pareça um trabalho legal e futurista, é preciso percorrer um longo caminho para chegar no emprego dos sonhos.

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NOTAS: Plataforma de automação que já eliminou 40 mil empregos será disponibilizada para outras empresas.

Notas.

Deu no Gizmodo por Brian Merchant.

 

Durante os últimos cinco anos, a empresa global de consultoria de gestão Accenture desenvolveu um software proprietário de automação chamado SynOps, que segundo ela já ajudou a cortar 40 mil empregos da própria companhia.

Agora, a Accenture está colocando esse software à venda, permitindo que qualquer média ou grande empresa automatize alguns trabalhos e demita funcionários que realizam tarefas mais simples.

De acordo com a Bloomberg, o SynOps “sugere maneiras de otimizar e automatizar processos em áreas como financeiro e contabilidade, marketing e compras”. O SynOps é parte do boom da automatização de processos, que é liderado por companhias como a UiPath, e que busca automatizar funções que ocupem o chamado quadro de empregos de “repetição cognitiva” que inclui, por exemplo, a entrada de dados em planilhas ou sistemas.

A Accenture insiste que todos os trabalhadores que tiveram seus empregos cortados foram treinados novamente, e o diretor executivo do grupo Accenture Operations repete um discurso batido de que “Isso não é tentar se livrar do humano… Mas torná-lo o mais produtivo possível e fazê-los focar no trabalho que um humano realmente precisa fazer”.

Com certeza a automatização das fábricas não tinha como objetivo eliminar o trabalho humano, mas dar aos funcionários tarefas mais divertidas e eficientes para se fazer na linha de montagem, né?

Como Kevin Roose apontou recentemente em sua coluna (New York Times) sobre o lado público e privado das verdadeiras motivações de Davos para a automação, os executivos e a gestão estão mais do que ansiosos por começar a reduzir os efetivos. Embora eles possam falar em público em termos como “requalificar trabalhadores” e “tornar os seres humanos mais produtivos”, no privado o objetivo é claro: quanto mais automação, melhor.

Softwares como este devem varrer o setor empresarial, dando a oportunidade de automatizar vários tipos de forças de trabalho, sendo as substituições robotizadas boas ou não.

E boa parte desses softwares sem dúvidas não serão muito bons – basta olhar para a automação de tarefas simples como atendimento ao cliente via menus no telefone. Podemos esperar muitas faturas geradas incorretamente que darão muita dor de cabeça quando tivermos que enfrentar esses sistemas telefônicos burros até conseguir falar com alguém que possa resolver o problema.

Mas não se preocupe, muita gente será demitida para que isso se torne realidade, e as empresas de gestão de negócios farão milhões ao vender esses softwares

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