verdade

A propósito.

Almanaque.

Nota enviada por Enrique Saravia:

“Y aquella noche del 13 de mayo de 1904 el que sorprendió a todos los presentes fue Pío Baroja. Porque cuando se estaba hablando de los españoles y de las distintas clases de españoles, el novelista vasco sorprendió a todos y dijo:

La verdad es que en España hay siete clases de españoles… sí, como los siete pecados capitales. A saber:

 

1. Los que no saben;

2. Los que no quieren saber;

3. Los que odian el saber;

4. Los que sufren por no saber;

5. Los que aparentan que saben;

6. Los que triunfan sin saber y

7. Los que viven gracias a que los demás no saben.

 

Estos últimos se llaman a sí mismos políticos  y a veces hasta intelectuales.”

 

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A verdade sobre o trabalho

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jacques derrida first session by luca del baldo

Uma obra que marca a crítica contemporânea, “A verdade em pintura”, de Jaques Derrida, oferece uma pista dos caminhos a serem percorridos após a superação do positivismo no século XXI pelas investigações sócio-humanas.

A forma de análise proposta por Derrida resolve ou contorna a impossibilidade de se abarcar a totalidade das dimensões de um fenômeno como o do trabalho. A ampliação do conhecimento estabelecido deriva da evidenciação da sua fragilidade, pela denúncia dos sectarismos, dos reducionismos ou das simples evocações contidas na proposição “o trabalho é ..isto ou aquilo”.

Derrida mostra que desde a descrição do que se vê até o julgamento do significado, passando pela interpretação das intenções, persiste o que denominou de “fantasmas”. Espectros que projetam significados que turvam uma pretensa verdade sobre o objeto analisado. Levanta em ponto fulcral e de difícil aceitação: o de que os sentidos da verdade são múltiplos e contestáveis.

Na tradição filosófica temos múltiplos entendimentos sobre a verdade. O mais antigo é o da teoria grega da correspondência com o real (Alethéia) que faz Platão diferir o verdadeiro do aparente, e Aristóteles o verdadeiro do falso. A teoria latina da coerência (Veritas) opõe a verdade à mentira. Existem outras concepções. As mais frequentadas na atualidade talvez sejam a que dá a verdade como uma idealização fundamentada por um ser cognoscente e a que imputa o verdadeiro à experimentação. Derrida prefere trabalhar com a verdade como a representação do percebido – o testemunho – e a verdade como a adequação do significado.

Qualquer que seja a acepção de verdade, a análise de Derrida evidencia a insuficiência da interpretação dos fenômenos segundo teses, convicções sobre origens ou sobre lógicas. Os equívocos desta natureza podem carreiam efeitos significativos sobre as avaliações ditas científicas. Por exemplo, a “verdade” que as pessoas almejam a liderança, as posições de chefia nas organizações é errônea e incompleta. Não há uma psique que seja universal, como não há uma biografia que não seja individual. A história da vida e a circunstâncias espaço-temporais tendem à particularização.

A sociedade, o management, as ideias dominantes inibem a expressão das individualidades, não as suprimem. A crítica mostra de imediato a fantasmagoria da aspiração à liderança, da cobiça aos postos de chefia. Um pressuposto que orienta um sem número de teses, de atitudes, de conflitos, 51SH8PN55ML._SX288_BO1,204,203,200_e que não tem outra fundamentação do que a crendice estabelecida. Uma verdade que causa prejuízos pessoais, inadaptações profissionais, mas, também, dificuldades organizacionais que acabam repercutindo na produtividade laboral.

A análise crítica na forma desconstrutivista proposta por Derrida evidencia que as definições inconsistentes (de-finir, mostrar os fins, os limites) do que vem a ser o fenômeno do trabalho não consideram, ou, ao menos, não consideram suficientemente, instâncias tais como meio cultural, diferenças biográficas como idade, sexo, estrato econômico de origem e orientação psíquica dos indivíduos. Denuncia as superstições convencionais que orientam as pesquisas que se querem cientificas. Mostram que a única e definitiva verdade sobre o trabalho é a de que não existe uma verdade única e definitiva sobre o trabalho.

Derrida, Jacques (2010). La vérité en peinture. Paris. Flammarion.

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